Psicologia e o Sistema Único de Saúde (12/08/2025 - 12/08/2025)
Seminário de práticas: Como funciona?
É uma metodologia ativa onde discentes são os protagonistas. Nosso foco é o fomento e desenvolvimento da prática e do raciocínio prático-clínico – tomando a clínica no seu sentido mais ampliado.
• Objetivos do Seminário:
a. desenvolver a capacidade de variação e exercício do raciocínio clínico;
b. desenvolver a capacidade de articular e tirar consequências da interface teoria e prática;
c. desenvolver a habilidade de analisar e intervir em casos complexos a partir do ambulatório em saúde mental, considerando as múltiplas variáveis ético-estético-políticas, teóricas, institucionais e sociais envolvidas no cuidado;
d. fomentar um espaço para pensar como a teoria se articula e se transforma no contato com a realidade.
• Papel do professor: secundário e de mediador de facilitar a discussão, fazer perguntas, provocar a reflexão e ajudar a turma a fazer a ponte entre a teoria e a prática. Não há uma "resposta certa" pré-determinada. É importantíssimo que a elaboração primária das questões venham de como vocês pensam/organizam a prática.
• Papel do aluno: protagonista e ativo. Os alunos estudam previamente textos com propostas e questões, trazem essas formulações para o modo com que vocês pensam e experimentam o campo de práticas. Devem levantar hipóteses e discutir coletivamente a partir da interface entre textos e prática de campo.
• Relação de produção entre aluno e professor: é multidirecional e colaborativa. O aprendizado será construído em conjunto. Não há "respostas certas ou erradas", mas sim uma construção conjunta do conhecimento. É preciso tirar consequências das reflexões que fazemos para o campo
- vamos começar com este debate mais fundamental:
1. Benevides, R. (2005). A Psicologia e o Sistema Único de Saúde: quais interfaces?. Psicologia & Sociedade, Porto Alegre, 17(2), 21-25.
https://www.scielo.br/j/psoc/a/Jm75xgn6kkJ3Pp3ZxvbCsbw/?format=pdf&lang=pt
2. Vamos ler e debater o textinho:
Damous, I.; Erlich, H. (2017) O ambulatório de saúde mental na rede de atenção psicossocial: reflexões sobre a clínica e a expansão das políticas de atenção primária. Physis: Revista de Saúde Coletiva. v. 27, n. 04, pp. 911-932.
Disponível em:. https://doi.org/10.1590/S0103-73312017000400004.
Ele é bem legal na medida em que amarra alguns pontos importantes pra gente:
Adscrição de clientela (diferente de Caps), subjetividade (complexidade e singularidade), existência-sofrimento do sujeito e sua relação com o corpo social na clínica ampliada.
Objetivos do debate:
- Elucidação de uma abordagem ético-política comprometida com a desindividualização do sofrimento: a restituição do sujeito ao plano dos processos de subjetivação
- Elaboração da noção de clínica ampliada como ampliação do objeto, do objetivo e dos meios da clínica
- Horizontes de ativação de redes intra e intersetoriais, formais e informais em cada caso, para construção e fomento de atuação em clínica ampliada através de dispositivos clínicos variados e de tecnologias leves de cuidado
- Sugiro que busquem/vejam os filmes (vcs acham fácil eles em torrent ou drives):
As horas https://www.youtube.com/watch?v=DCZbiFQYL-c
Fale com ela https://www.youtube.com/watch?v=pFRL-VbRco4
- Lancetti brasileiro
https://www.youtube.com/watch?v=XT3iHX7GZro&t=1371s
- LANCETTI, A. Clínica peripatética. São Paulo: Hucitec, 2006.
https://taymarillack.files.wordpress.com/2017/09/lancetti-clinica-peripatc3a9tica.pdf
(livro pra vida)