| Metodologia: |
As aulas serão ministradas em formato expositivo-dialogado, com o apoio de slides, vídeos, filmes, textos-base e outros recursos didáticos. A interação em sala ocorrerá por meio de tópicos orientadores e questionamentos provocativos, que estimulem a reflexão, o posicionamento crítico frente à realidade e o diálogo coletivo, bem como a partir da leitura e discussão de textos. Além disso, serão propostas atividades imersivas, nas quais as/os estudantes poderão vivenciar experiências corporais articuladas aos conhecimentos discutidos em aula, ampliando as formas de apreensão e reflexão sobre os conteúdos trabalhados. No âmbito da disciplina, será proposta a análise da arquitetura do prédio do Curso de Arqueologia da UFPI, utilizando metodologias discutidas ao longo das aulas. Também será realizada uma atividade de campo na cidade de Teresina, pensada como momento de encerramento da disciplina e de aplicação prática dos conceitos debatidos. |
| Procedimentos de Avaliação da Aprendizagem: |
A avaliação será do tipo diagnóstica e formativa (LUCKESI, 1999 e HOFFMAN, 2008), seu objetivo é identificar os conhecimentos que foram assimilados pelos/as discentes, de modo a identificar pontos fortes e dificuldades enfrentadas. Com base nesse diagnóstico, será feito um replanejamento da disciplina, visando aprofundar assuntos que precisam ser melhor abordados, aprofundados e/ou retomados. Também irá ocorrer de forma a promover que diferentes habilidades dos estudantes sejam trabalhadas, incluindo apresentação oral, escrita e preparação de recursos que auxiliam a deixar a apresentação das ideias mais didática e fluida.
Avaliação 1: Esta atividade será realizada individualmente ou em grupo e tem como objetivo estimular a leitura, a reflexão crítica e o debate coletivo. As/os estudantes deverão escolher estudos de caso discutidos nas aulas ?Arqueologia Urbana: estudos de caso? e ?Arqueologia da Arquitetura: estudos de caso? para apresentação e debate oral em sala. Cada estudante ou grupo selecionará um texto de cada aula, totalizando dois textos, que servirão de base para a discussão, permitindo relacionar conceitos, contextos e abordagens trabalhados ao longo das aulas. Critérios usados para avaliação: compreensão dos textos, capacidade de análise e reflexão crítica, clareza e apresentação oral, participação no debate e trabalho coletivo (se feito em grupo).
Avaliação 2: Prova individual e escrita, com consulta aos manuscritos, cujo objetivo é avaliar a compreensão dos conteúdos trabalhados ao longo da disciplina, bem como a capacidade de articular conceitos, autores e exemplos discutidos em aula. A prova valorizará a reflexão crítica e a argumentação, mais do que a memorização de informações.
Avaliação 3: De forma individual ou em grupo, as/os estudantes deverão elaborar e apresentar um roteiro arqueológico para a cidade de Teresina, articulando os locais escolhidos com conceitos, autores e temáticas-chave discutidos ao longo da disciplina. A atividade tem como objetivo estimular a aplicação prática dos conteúdos teóricos, a leitura crítica do espaço urbano e a reflexão sobre a arqueologia em contextos contemporâneos e regionais.
Critérios usados para a Avaliação 3: 1. Organização da atividade 1.1. Discussão aprofundada do tema, com uso adequado de conceitos e citação de autores, a partir dos textos da disciplina e, quando pertinente, de leituras complementares. 1.2. Sistematização dos conhecimentos, demonstrando capacidade de interpretar textos, conceitos e debates trabalhados em aula. 2. Coerência e articulação das ideias 2.1. Clareza, nexo e harmonia entre as ideias apresentadas ao longo da exposição. 2.2. Coerência entre as falas e contribuições das/os integrantes do grupo, quando a atividade for coletiva. 3. Domínio de conteúdo e aplicação prática 3.1. Demonstração de domínio dos conteúdos teóricos, com boa articulação entre teoria e o estudo de caso regional, evidenciando a pertinência do roteiro arqueológico proposto. 4. Apresentação oral 4.1. Originalidade da proposta; 4.2. Desenvoltura e clareza na comunicação; 4.3. Coerência e bom entendimento do tema apresentado; 4.4. Pontualidade; 4.5. Uso de recursos didáticos, valorizando abordagens criativas; 4.6. Profundidade da análise; 4.7. Respeito ao tempo de apresentação estabelecido.
OBS.: Sabemos que imprevistos podem acontecer. Por isso, em caso de ausência em qualquer uma das avaliações, a/o estudante poderá apresentar justificativa no prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas. O que pode ser aceito como justificativa e motivos legítimos para ausência em avaliações:
Doença da/o própria/o estudante; Doença ou falecimento de familiares diretos; Comparecimento a audiência judicial; Obrigação profissional, como no caso de militares, policiais ou outros profissionais em missão oficial; Participação em congressos, reuniões oficiais ou eventos culturais, quando a/o estudante estiver representando a Universidade, o Município ou o Estado; Outras situações excepcionais, desde que devidamente explicadas e comprovadas por meio de requerimento, e avaliadas pela professora responsável pela disciplina.
Caso a justificativa seja apresentada dentro do prazo e deferida, a/o estudante poderá realizar a segunda chamada, que ocorrerá no formato de prova escrita, individual e sem consulta.
O objetivo dessas orientações é garantir equidade, transparência e cuidado com todas/os, respeitando tanto as normas institucionais quanto as diferentes situações vivenciadas pelas/os estudantes. |
| Bibliografia:
| Bibliografia básica
THIESEN, Beatriz Valladão. As paisagens da cidade: arqueologia da área central de Porto Alegre do século XIX. Dissertação (Mestrado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 1999.
OLIVEIRA, Alberto Tavares Duarte. Um estudo em arqueologia urbana: a carta do potencial arqueológico do centro histórico de Porto Alegre. Dissertação (Mestrado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2005.
TESSARO, Piero Alessandro Bohn. Pedaços de uma Paulicéia espalhados pela Urbe: musealizando uma arqueologia com a cidade. Dissertação (Mestrado). Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo, 2014.
Bibliografia complementar
CRESSEY, Pamela; STEPHENS, John. The city-site approach to urban archaeology. In: DICKENS JR., Roy S. (org.). Archaeology of Urban America: the search for pattern and process. New York: Academic Press, 1982. p. 41?59.
ZARANKIN, Andrés. Paredes que domesticam: arqueologia da arquitetura escolar capitalista. O caso de Buenos Aires. Tese (Doutorado). Universidade Estadual de Campinas, 2001.
THIESEN, Beatriz Valladão. Fábrica, identidade e paisagem urbana: arqueologia da Bopp Irmãos (1906?1924). Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2005.
MURRAY, Tim; MAYNE, Alan. The archaeology of urban landscapes: explorations in slumland. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.
TOCCHETTO, Fernanda; THIESEN, Beatriz Valladão. A memória fora de nós: a preservação do patrimônio arqueológico em áreas urbanas. In: LIMA, Tania Andrade (org.). Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasília, n. 33, p. 175?200, 2007. |