Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • LUAN RODRIGUES DE CARVALHO
  • A JUSTIÇA COMPARATIVA DE AMARTYA SEN: UMA CRÍTICA À CONCEPÇÃO RAWLSIANA DE JUSTIÇA PROCEDIMENTAL
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 11/12/2019
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  • O mundo contemporâneo assiste a intensificação dos clamores sociais por liberdade
    e igualdade de oportunidades. Estamos presenciando crises políticas em várias
    democracias liberais, em especial na América Latina, onde o Estado não tem mais
    conseguido harmonizar os interesses distintos da sociedade e dirimir conflitos de
    forma satisfatória. Nesse sentido, o debate em torno da teoria de justiça de
    pretensões redistributivas e de reconhecimento se acentuou nas últimas décadas.
    John Rawls, filósofo político americano, formulou uma teoria de justiça
    fundamentada em princípios que norteariam a criação de arranjos institucionais de
    uma sociedade justa e organizada. Após a publicação de Uma Teoria de Justiça, em
    1971, Rawls passou a ser figura de destaque no debate em torno da filosofia moral e
    política e, consequentemente, vários pensadores vêm envidando críticas à sua obra
    nas últimas décadas. Dentre eles, Amartya Sen, economista e filósofo político
    indiano, é um dos principais expoentes. Sen defende uma ideia de justiça
    comparativa focada na realização das capacitações dos indivíduos e na redução das
    graves injustiças, sem a pretensão de criar uma teoria de justiça perfeita. Nesta
    pesquisa abordo a ideia de justiça de Amartya Sen partindo da crítica à teoria de
    justiça rawlsiana, analisando os aspectos fundamentais da teoria de Rawls sob o
    prisma dicotômico entre justiça transcendental e justiça comparativa com foco nas
    realizações.

  • CLAUDIA BHRENNA FALCAO CASTRO
  • RESPONSABILIDADE E IMPLICAÇÕES ÉTICO-POLÍTICAS: uma análise a partir da filosofia de Hannah Arendt
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 10/10/2019
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  • PAULO RANGEL ARAÚJO FERREIRA
  • O ESTADO REPUBLICANO DE KANT E PRESSUPOSTO DA SOBERANIA POPULAR
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 30/08/2019
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  • JOSÉ CARLOS DA SILVA SALES
  • LISPECTOR E HEIDEGGER: Concebendo novos caminhos linguísticos para a redescoberta da "morada do ser"
  • Data: 30/08/2019
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  • JACIARA RIBEIRO DA SILVA CARDOSO
  • A CRÍTICA DE RORTY À FILOSOFIA REPRESENTACIONISTA: Uma discussão de sua pertinência filosófica
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 29/08/2019
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  • FRANCIDILSO SILVA DO NASCIMENTO
  • O CRITÉRIO PARA ESCOLHA DE TEORIAS NA PERSPECTIVA DE THOMAS KUHN
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 20/08/2019
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  • Este trabalho problematiza a questão de como se estabelece o critério para escolha de teorias, um dos temas mais problemáticos no âmbito da Filosofia da Ciência, dentro do processo de desenvolvimento da Ciência, estudado por Thomas Kuhn (1962). Num primeiro momento, é feita uma abordagem do processo de desenvolvimento da Ciência, a partir da Estrutura das Revoluções Científicas de Thomas Kuhn, compreendendo os períodos da ciência normal e da extraordinária, esclarecendo, pois, como e quando acontece a escolha de uma teoria. Além disso, faz-se uma apreciação crítica das posições de Kuhn, a partir da perspectiva de alguns dos seus críticos. Posteriormente, destaca-se o Paradigma enquanto possibilidade de enunciar e resolver problemas, enfatizando-o como exemplo compartilhado de prática bem-sucedida, questionando-o quanto à sua influência no processo para escolha de teorias. E, por fim, apresenta-se o consenso como critério para escolha de teorias, defendendo-o a partir da base dos valores compartilhados, que tantos os indivíduos pertencentes a uma comunidade científica como a própria comunidade científica, são educados para escolher aquilo que vai garantir a continuidade do processo de desenvolvimento científico. Para isso, a construção desse consenso passa pela designação de uma teoria tida como dominante para garantir uma ciência madura e concisa, ou seja, normal, para ser introduzida numa pedagogia que garanta uma prática que diminua a distância entre os valores que os indivíduos, de modo subjetivo, adquirem na sua comunidade. Igualmente, essa prática científica utilizar-se dos manuais elaborados pelos especialistas de diversos campos científicos, favorecendo uma educação científica que estabeleça uma unicidade e simplicidade do processo de introdução do novo cientista na comunidade científica. A consequência desse processo de construção do consenso, como critério para escolha de teorias, é que, a partir dos valores compartilhados, outras correntes de pensamento extremam as posições defendidas por Kuhn, chegando a surgirem outras visões do seu pensamento.

  • JADER DE MOURA FONTENELE
  • DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E CIDADANIA EM JOHN RAWLS
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 25/06/2019
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  • A dissertação toma como objeto a filosofia política de John Rawls, mais especificamente sua teoria da concepção política de justiça em busca de analisar na filosofia de Rawls sua teorização acerca da dignidade da pessoa humana e cidadania enquanto uma proposta teórica que pode contribuir na continuidade do debate democrático em uma sociedade plural. A problemática da dissertação remete à seguinte questão: será que a concepção política de justiça de Rawls consegue fornecer uma proposta de dignidade humana e da cidadania capazes de gerar um equilíbrio entre liberdade e igualdade? Atento a isso, o objetivo geral do projeto pretende mostrar que a concepção política de justiça de Rawls pressupõe uma proposta de dignidade humana e cidadania capazes de gerar um equilíbrio entre liberdade e igualdade no contexto de uma sociedade democrática.

  • TOMÁS JOBIN COUTINHO LOPES
  • O PROBLEMA HERMENÊUTICO DA APLICAÇÃO EM GADAMER: Entre a subjetividade do intérprete e a objetividade do método científico
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 02/05/2019
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  • O presente trabalho tem como objetivo desenvolver e descrever os aspectos relativos ao conceito de aplicação na hermenêutica de Gadamer, evidenciado na obra Verdade e Método (1960) como o problema fundamental da hermenêutica. Deveremos apresentar também a justificativa desta centralidade da aplicação no projeto gadameriano. Com essas consiedrações será possível um estudo que tematiza o modelo da aplicação em sua tensão com os modos metodológicos de compreensão. Como veremos, tais modelos metodológicos têm relação indissociável com certo padrão de racionalidade, no qual prevalece o esquema sujeito-objeto como meio de cognição e representação dos fenômenos. Em um primeiro passo será necessário situarmos a hermenêutica de Gadamer dentro da tradição hermenêutica, demonstrando como certa racionalidade e certo esquema de compreensão acabaram ingressando também na hermenêutica e nas ciências humanas. Após isto, explicitaremos o modo como Gadamer se apropria das contribuições e conceitos de Heidegger. Com estas considerações será possível identificarmos o caminho teórico que nos direciona ao problema da aplicação. Será possível assim perceber uma negatividade no projeto de Gadamer, no sentido de que critica o método cientifico, mas também uma positividade, no sentido de que o conceito de aplicação é uma defesa afirmativa de um modelo e uma dinâmica de compreensão distinta da do método típico das ciências da natureza. Em suma, tentaremos tematizar e desenvolver o conceito de aplicação no entremeio de várias tensões, com destaque para o tensionamento da relação sujeito-objeto, mas também a tensão entre a ontologia fundamental de Heidegger e o método das Geisteswissenschaften de Dilthey, entre as ciências humanas e as ciências naturais e, enfim, entre a filosofia e as ciências. Portanto, em um último momento tentaremos sair do escopo de Verdade e Método para pôr em detaque as características que Gadamer atribui às ciências, verificando-as quanto aos seus limites e justificativas. Com isto será possível o desenvolvimento maior de uma dialética entre o modo de proceder metodológico e o modelo da aplicação.

  • JOSÉ WILSON RODRIGUES DE BRITO
  • A dimensão política da hermenêutica de Gadamer
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 04/04/2019
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  • GREYCE KELLY CRUZ DE SOUSA FRANÇA
  • O TRAJETO FILOSÓFICO DA LOUCURA EM MICHEL FOUCAULT:Na Arqueologia e na Genealogia
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 18/03/2019
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  • O presente trabalho busca investigar o trajeto filosófico da loucura no contexto da arqueologia e da genealogia de Michel Foucault. Objetiva-se demonstrar que o entendimento que se tem da loucura modifica-se em cada uma dessas dimensões de pesquisa e que é necessário entender como o autor passou de uma dimensão à outra, bem como os problemas investigados em cada uma delas, modificaram-se. A metodologia utilizada para esse fim será a pesquisa de caráter bibliográfico. Na primeira parte será caracterizada a arqueologia, na segunda parte, caracterizada a genealogia e na terceira parte, será situada a loucura em relação a cada uma delas.

  • JOÃO GABRIEL SOARES SILVA
  • Uma tentativa de superação da dicotomia liberal e comunitarista: uma abordagem a partir do conceito de pessoa de Rainer Forst
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 26/02/2019
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  • O presente trabalho tem por objetivo apresentar o Liberalismo político com suas vantagens e desvantagens em comparação com o Comunitarismo, estas são duas doutrinas na filosofia política que se contrapõem em diversos pontos: papel do Estado e do procedimento democrático, significado de autonomia, cidadania e liberdade. Mostrados tais modelos, seus benefícios e seus vícios segundo Habermas, será apresentada a tentativa de Rainer Forst de solução de tais conflito presente em Contextos de Justiça, principalmente no que tange à neutralidade do Estado, dilema da substância sem substância, possibilidade de princípios universalizantes e pressuposições antropológicas assumidas por tais teorias. Assim os quatro contextos de justiças serão apresentados: o contexto ético, o político, o jurídico e o moral. Forst utiliza-se de tais conceitos normativos para propor soluções também em outras questões como os limites da tolerância, a fundamentação dos direitos humanos e a questão do Québec no Canadá que requer autonomia diferenciada.

  • ÍCARO MIGUEL IBIAPINA MACHADO
  • LÓGICA E CIÊNCIA NOS PROLEGÔMENOS À LÓGICA PURA (1900), DE E. HUSSERL.
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 25/02/2019
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  • Concentrando-se no volume introdutório das Investigações Lógicas, de E.
    Husserl (Prolegômenos à Lógica Pura), a presente dissertação objetiva, de
    maneira geral, clarificar, conforme a própria vocação husserliana, as concepções
    de Lógica enquanto disciplina, constantes na obra-alvo e suas diferenciações
    mútuas. Esta tarefa foi desempenhada, principalmente, expondo-se suas
    respectivas relações às teses sobre Ciência também presentes na obra. Como
    resultado, neste sentido, extraímos três teses de Lógica e duas partes de Ciência
    (sendo numa delas, ainda, com uma “subparte”). Com isto, o crivo escolhido para
    o delineamento das disciplinas, mostrou-se competente em sua tarefa, pois
    todas as doutrinas lógicas apresentadas são, todas de diferentes modos,
    Disciplinas Científicas. A análise sobre o conteúdo das proposições típicas de
    cada uma destas disciplinas mostrou que, para a Lógica Pura, têm-se leis
    (formais) voltadas, de maneira generalíssima, para toda a objetividade da
    ciência, seja enquanto teoria ou domínio enquanto tais. A Lógica (simplesmente)
    Normativa tem suas sentenças direcionadas ao Conhecimento, entendido de
    maneira subjetivo e ideal, em atos cognitivos. A Logica Tecnológica, terceira de
    tais doutrinas, volta-se para os métodos de pesquisa, regulando, assim, de
    maneira prática, as atividades cientificas humanas (enquanto superestrutura,
    estritamente mundana, da subjetividade da ciência).

  • MARCOS LUIZ DA SILVA
  • RECONSTRUÇÃO NORMATIVA, ETICIDADE DEMOCRÁTICA E CIDADANIA EM HONNETH
  • Orientador : FRANCISCO JOZIVAN GUEDES DE LIMA
  • Data: 22/02/2019
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  • A presente dissertação se propõe a investigar os elementos metodológicos, conceituais e normativos da teoria da justiça do Filósofo alemão Axel Honneth. Honneth integra o rol dos filósofos contemporâneos que se propõe a realizar uma teoria crítica da sociedade, na esteira de Habermas e do espírito que norteia a Escola de Frankfurt desde a sua criação na década de 20. Superando as suas reservas constantes de Luta por Reconhecimento, sua primeira grande obra, Honneth, a partir de Sofrimento de Indeterminação, realiza uma reatualização da obra Filosofia do Direito, de Hegel, empreendimento esse que alcança sua culminância com a obra O Direito de Liberdade, onde o autor se propõe a realizar uma teoria da justiça imanente, ou seja, a partir das práticas sociais. Nessa obra, Honneth realiza uma reconstrução da liberdade na sociedade moderna, e empreende uma atualização do conceito de "eticidade", também formulado por Hegel na obra citada, que na teoria honnethiana ganha uma conformação democrática. Assim, Honneth percorre os caminhos históricos e teóricos do desenvolvimento da liberdade, passando pelas noções de liberdade jurídica e moral, até alcançar a fase final do desenvolvimento da sua concepção de "espírito objetivo" que é a liberdade social, no caso, a "eticidade democrática". A eticidade em Honneth se desdobra nas esferas das relações pessoais, do mercado e da vida pública democrática, as quais são marcadas normativamente por laços de cooperação e solidariedade, o que configuraria o seu traço terapêutico em relação à incompletude das liberdades jurídica e moral. E é na "eticidade democrática", ou seja, na vida pública democrática, que se realiza o ideal democrático, estabelecendo o autor as bases para uma teoria democrática radical, ancorada na cooperação e na reflexividade. Aqui se situa o cerne da presente pesquisa: a análise do conceito de "eticidade democrática" em Honneth, suas condições de efetivação e seus elementos normativos, de modo a que se possa compreender o esquema teórico que estrutura a teoria democrática do autor. A dissertação se desenvolve em três etapas: na primeira, analisa-se a ontologia social honnethiana e o seu método da "reconstrução socionormativa"; na segunda, a evolução do conceito de liberdade, reconstruindo-se as bases teóricas das liberdades jurídica, moral e social; e, por fim, no último capítulo, busca-se realizar uma análise crítica do conceito de "eticidade democrática", partindo inicialmente da noção desenvolvida pelo autor em Sofrimento de Indeterminação até as elaborações sobre essa categoria empreendidas por Honneth em O Direito de Liberdade, objetivando extrair as contribuições teóricas que o autor apresenta para o debate sobre justiça e democracia na modernidade.

2018
Descrição
  • HELYSSON ASSUNÇÃO FRANÇA
  • A IRONIA DO CONCEITO DE IRONIA DE KIERKGAARD E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS
  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 27/09/2018
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  • O objetivo deste trabalho é compreender a importância de Sócrates na obra de Kierkegaard e analisar as implicações éticas decorrentes da ironia. Para tanto utilizar-se-á principalmente a obra O conceito de ironia. Abordar-se-á a ironia e a ética, bem como as interpretações de Kierkegaard e Hegel sobre Sócrates. A proposta tentará comparar as variadas interpretações para melhor compreender o porquê Kierkegaard utilizou Sócrates como modelo em toda sua obra.   Primeiramente, será analisada a figura de Sócrates por seus principais intérpretes. Para tal fim, recorreremos a Xenofonte, Platão e Aristófanes. No entanto, vamos investigar a interpretação do próprio Kierkegaard em relação a cada um deles. Irá se utilizar a obra O conceito de ironia como principal fonte, porque em tal escrito aparece claramente as leituras que Kierkegaard faz sobre Sócrates. Contudo, também se fará referências diretas ao texto Apologia de Sócrates de Platão, Apologia de Sócrates de Xenofonte e As nuvens de Aristófanes. No entanto essas leituras servirão apenas de apoio a obra O conceito de ironia.  No segundo capítulo, veremos a análise de Hegel sobre Sócrates uma vez que esta também foi interpretada por Kierkegaard no conceito de ironia onde trava um constante diálogo. O objetivo é analisar a importância de Sócrates para Hegel e quais os pontos em que ele concorda e discorda da interpretação de Kierkegaard. Já no terceiro momento deste trabalho, tentaremos demonstrar a relação entre a ironia e a ética, a importância da ironia como caminho para a ética enquanto formação do indivíduo singular.

  • LUIS MAGNO VERAS OLIVEIRA
  • CONTINGÊNCIA E LIBERDADE NA REPRESENTAÇÃO RELIGIOSA DA OBRA FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO DE HEGEL
  • Data: 25/09/2018
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  • O objetivo deste trabalho é apresentar as representações religiosas, a dialética da religião, na Fenomenologia do espírito, a partir da compreensão do movimento dialético da contingência e a liberdade, na Ciência da Lógica, segundo a Dialética das modalidades. Entende-se também que este devir histórico do espírito religioso efetiva uma determinação religiosa, porém, que tem como sentido teleológico a efetividade da religião segundo a constituição de uma eticidade dada na representação do Absoluto. Na Ciência da lógica, Hegel mostra o caminho dialético da contingência e a liberdade como dialética da modalidade, pelo qual o Absoluto se expõe segundo a modalidade formal, modalidade efetiva e a modalidade absoluta, isto é, o espírito que se expressa como contingência, possibilidade, efetividade e necessidade. No entanto, esta dissertação defende que mesmo não sendo de forma clara, a contingência e a liberdade, participam no processo de formação da consciência religiosa na obra Fenomenologia do espírito, no desdobramento do movimento do espírito representativo por meio da “Religião natural”, da “Religião da arte” e da “Religião revelada”. Neste sentido, para comprovação desta interpretação, será promovido uma aproximação destes momentos da dialética da representação religiosa, na Fenomenologia do espírito, conforme a apresentação no segundo capítulo, com a dialética modal, conforme a Ciência da lógica, segundo exposto no primeiro capítulo. Portanto, esta relação, da dialética modal com a dialética da religião, ostenta apontar uma semelhança que demonstra o devir dialético da contingência e a liberdade manifestadas na dialética da representação religiosa, segundo a principal obra de Hegel em Iena, no ano de 1807. Por fim, exibir-se-á que esta presença da dialética modal, o devir da contingência e a liberdade na dialética da religião, tem por resultado teleológico um devir ético revelado pela representação religiosa. De modo que, a determinação imediata da representação religiosa por meio de figuras divinas históricas, enquanto fruto do espírito dado como elemento contingente, transcorre o mesmo caminho que a dialética modal experimenta, porém, entende-se que a representatividade efetivada na realização dos momentos da consciência religiosa (Religião natural, Religião da arte, Religião revelada), tem como fundamento um operador modal ético: a eticidade (Sittlichkeit).

  • THIAGO AYRES DE MENEZES SILVA
  • DA PRODUÇÃO DA VERDADE AO CONTROLE DO CORPO O Dispositivo de Sexualidade e sua relação com o Biopoder
  • Orientador : LUIZIR DE OLIVEIRA
  • Data: 17/09/2018
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  • De que forma os diferentes mecanismos que produziram um discurso oficial sobre a verdade do sexo se relacionaram com certas técnicas de controle dos corpos de indivíduos e de populações? É essa pergunta que a presente dissertação tem por objetivo abordar. Amparado no trabalho de Michel Foucault, essa pesquisa visa compreender o que o filósofo apresentou como dispositivo de sexualidade para que se possa entender de que forma diversos elementos, discursivos e não-discursivos, se relacionaram para que fosse possível a elaboração de um saber sobre a verdade do sexo. A partir daí, será analisado a contribuição desse dispositivo para a consolidação do Biopoder, um regime no qual o poder investe sobre o próprio corpo daqueles que busca sujeitar através de duas tecnologias que atuam em âmbitos distintos, com diferentes métodos e diferentes finalidades: as Disciplinas, mecanismo de poder que visa padronizar as condutas individuais tendo em vista uma norma, que pode funcionar como modelo a ser referido, limite mínimo a ser considerado ou média a ser respeitada; e a Biopolítica,técnica de consideração de problemas que caracterizam os homens enquanto organismos viventes e insere os problemas característicos dos mesmos nos cálculos de poder através, por exemplo, dos dispositivos de segurança. Dessa forma, essa pesquisa busca compreender o papel que cabe ao dispositivo de sexualidade no interior do Biopoder para que se possam conceber possíveis formas de resistência ao mesmo.

  • IVAN LÁZARO BRITO E SILVA
  • A COMUNIDADE QUE VEM: TEORIA DO PODER DESTITUINTE EM GIORGIO AGAMBEN
  • Orientador : FABIO ABREU DOS PASSOS
  • Data: 06/09/2018
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  • Esta pesquisa tem como objeto apresentar a obra “A Comunidade que vem”, de Giorgio Agamben, como uma iniciativa filosófica para apontar, preliminarmente, uma teoria do “poder destituinte”; fruto de uma crítica ao “poder constituinte”, que permeia o modo de vida político-jurídico da contemporaneidade democrática. A “comunidade que vem” é pensada como o oposto principiológico da perspectiva sempre conceitual e indiferente do poder constituinte fundamentado no paradigma moderno da biopolítica – política de governabilidade da vida biológica -, na violência como aplicação e manutenção dos corpos políticos, e que traz à tona a condição de Homo sacer dos membros da comunidade sob sua esfera de poder, condição evidente quando e onde há uma situação de exceção do poder – quando o poder legal é suspenso -, fazendo permanecer a pura aplicação da força de contensão. E, além disso, propor a vida monacal como exemplo prático de comunidade vivida fora de um jugo de poder soberano, onde a vida é autossuficiente como prática regular conduzida individualmente sem intermediações a poderes superiores, sem fundamentos absolutos irrevogáveis.

  • MAUROZAN SOARES TEIXEIRA
  • O conceito de experiênca em John Dewey: contribuições para uma epistemologia naturalizada
  • Orientador : EDNA MARIA MAGALHAES DO NASCIMENTO
  • Data: 29/08/2018
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  • Esta Dissertação de Mestrado tem como objetivo investigar o conceito de experiência em John Dewey, sobretudo, as contribuições que este filósofo apresenta para uma epistemologia naturalizada. É a partir da noção de experiência no pragmatismo deweyano, enquanto uma atividade de cunho evolucionista, no qual organismos fisiológicos, seja o homem, sejam os animais inferiores, empenham-se em adaptações ao ambiente para manter o processo da vida, que se busca compreender o significado de uma epistemologia naturalizada no pensamento de Dewey. Considerando esta perspectiva naturalista adotada por Dewey, discutiremos a relação de continuidade e não separação entre filosofia e ciência, tendo em vista que o próprio autor discute em sua obra Experiência e Natureza (1980) que a filosofia não está separada da experiência. Esta concepção sustenta que a inteligência humana vai encontrando as melhores soluções necessárias ao processo de adaptação e readaptação ao meio que vive, sendo assim, o conhecimento para o filósofo norte-americano parte do processo experiencial, tendo na experiência o principal sustentáculo. Sabe-se que para Dewey não faz sentido falar de uma experiência transcendental; ao contrário, sua vertente naturalista descreve o cérebro e o sistema nervoso enquanto órgãos de ação e padecimento; agem sobre o meio e sofrem ações externas. Com base neste quadro de referência, busca-se conhecer e caracterizar a concepção de conhecimento sustentada por Dewey. A partir desta descrição naturalista, se quer investigar o conceito de “experiência” enquanto categoria básica da obra de Dewey do livro Experience and Nature [Experiência e Natureza] (1925). Considerando na acepção de Dewey o caráter temporal das coisas experienciadas, segundo o qual não se concebe noções como a “transcendência” do conhecimento, a investigação se concentrará no estudo do conceito de experiência e das características de uma epistemologia naturalista. Esta pesquisa também será norteada pela caracterização que Dewey faz em relação ao pragmatismo, identificando sua especificidade ligada à noção de experiência e o naturalismo.

  • GILDEON OLIVEIRA DO VALE
  • ARISTÓTELES PARA OS NOSSOS DIAS? UMA ANÁLISE DA APROPRIAÇÃO DA ÉTICA ARISTOTÉLICA DAS VIRTUDES POR ALASDAIR MACINTYRE
  • Orientador : HELDER BUENOS AIRES DE CARVALHO
  • Data: 03/08/2018
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  • A presente dissertação tem por objetivo analisar os limites e o alcance da apropriação da ética aristotélica das virtudes realizada por Alasdair MacIntyre. Para tanto, consideramos o diagnóstico macintyriano da desordem na linguagem e nas práticas morais característica da modernidade e elegemos tradição, comunidade e racionalidade prática como alicerces da resposta de MacIntyre ao referido cenário e da sua apropriação da ética aristotélica das virtudes.

  • SILMARA KARINE MENDES DOS SANTOS
  • AS IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS E ÉTICAS DA CIÊNCIA MODERNA EM JEAN LADRÍÈRE
  • Orientador : GUSTAVO SILVANO BATISTA
  • Data: 24/05/2018
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  • O presente trabalho pretende realizar uma investigação sobre a relação entre filosofia e ciência na perspectiva do filósofo Jean Ladrière. Para tanto, torna-se necessário que apresentemos brevemente o ponto de partida do filósofo que redefine as diretrizes de ambas partindo de uma crítica as concepções de ciência e filosofia tais como foram desenvolvidas na tradição moderna pelo filósofo Descartes (1596-1650) e posteriormente posta por Husserl (1859- 1938), que segundo ele, desenvolveram a filosofia como fundamentação da ciência e a ciência dita positiva como ciência da exterioridade (espaço). Esta concepção de ciência, segundo Ladrière, não pode ser mais considerada na modernidade, isso porque, restringi o papel da ciência e entrelaça-o com o da filosofia, pois a ciência deixou de ser apenas o conhecimento dos objetos de um domínio da experiência para direcionar-se também ao conhecimento das próprias operações pelas quais tal domínio pode ser reconhecido. Desta forma, se a fundamentação da ciência não está mais pautada na filosofia e sim dentro de seu próprio eixo, resta, segundo Ladrière, refazermos suas diretrizes, alcançando um “saber radical”, no qual, cada uma entenderia a singularidade e a totalidade do mundo de forma simultânea em seu próprio âmbito, o que consiste em um desafio a ser trabalhado pelo filósofo.

  • RAFAEL SILVA SOUSA
  • A RESPOSTA POPPERIANA PARA AS TESES HOLÍSTICAS DE DUHEM E QUINE
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 27/04/2018
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  • O presente trabalho pretende abordar – através dos pensamentos de Duhem (1861- 1916), Quine (1908-2000) e Popper (1902-1994) – importantes considerações na área da filosofia da ciência. Por meio da apresentação das teses holísticas elaboradas por Duhem e Quine, que consideram não uma hipótese tomada individualmente o elemento necessário para a realização de um teste de uma teoria, mas a conjunção dessa hipótese com uma grande variedade de hipóteses auxiliares muitas vezes implícitas, faremos uma distinção entre o holismo introduzido por Duhem e Quine. Popper surgirá nessa dissertação em consequência dos desafios que o holismo coloca em seu critério de falseabilidade das teorias científicas; portanto, esse trabalho também envolverá a tese falsificacionista de Popper como critério de demarcação entre ciência e as chamadas pseudo-ciências, além de problemas no tocante da condição empírica de enunciados singulares e o modo como são testados. Por último, a partir do que foi visto em Duhem, Quine e em Popper, será realizado um confronto entre a tese falsificacionista de Popper com as teses holísticas apresentadas por Duhem e Quine para apontar que Popper esteve ciente das dificuldades implantadas pelo holismo.

  • EDUARDO JOSÉ DA SILVA OLIVEIRA
  • O PROBLEMA DA DEMARCAÇÃO NO PENSAMENTO DE KARL POPPER
  • Orientador : GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
  • Data: 26/04/2018
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  • O presente trabalho, se presta ao papel de traçar de maneira que fique claro, ao observador mais desatento, aquilo que Popper pensou, ao desenvolver sua teoria, acerca de um critério que pudesse demarcar, os limites da ciência de um lado, e o que ele chamou de pseudociência do outro. Para tanto, nossa tarefa de esclarecer por onde nos conduz o pensamento de Karl Popper, rumo a esta pretendida tarefa, começa por situar este pensador e suas ideias num cenário adverso, rodeado por amigos que se mostraram contrários ao seu pensamento. Traçar este cenário histórico é de suma importância, para situar em que contexto se desenvolve sua teoria, e que influências sofreu para que chegasse a esse momento. Feito isso caminhamos por uma via que certamente nos levará ao coração da teoria Popperiana acerca da demarcação, que critérios metodológicos, ou que procedimentos são por ele adotados e sugeridos, para o atingimento da meta pretendida; a tarefa, que já foi objeto de interesse e empenho de tantos pensadores, agora é pretendida por este Austríaco, certo ele está, de que seu critério, é sem dúvida o que há de mais apropriado para tanto.

  • JOSÉ ROBERTO CARVALHO DA SILVA
  • DA DIFERENÇA ENTRE DOMESTICAÇÃO E CULTIVO EM NIETZSCHE: Novos horizontes para a formação do homem.
  • Data: 29/03/2018
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  • O propósito desta dissertação é distinguir dois tipos de formação no pensamento de Friedrich Nietzsche. Trata-se da diferença entre domesticação e cultivo. São diferentes maneiras de lidar com o elemento bárbaro e animalesco do humano – suas pulsões, paixões e instintos, cujo substrato é o corpo. Para Nietzsche, como mostram as teses da Genealogia da Moral, domesticação não é superação da barbárie, mas seu adoecimento, por meio do qual as pulsões do corpo são castigadas para obedecerem à moral da negação de si e do mundo. Esta negação, por sua vez, não é ação livre, mas reação produzida pelo ressentimento dos fracos, que desejam se vingar dos danos sofridos pela ação dos fortes. Os fracos desejam dominar a barbárie, mas são impotentes diante de sua força hierárquica, então com ressentimento eles a anarquizam, até ficar totalmente fraca e submetida aos seus valores, como Deus, pecado, resignação, culpa e além-mundo. Por outro lado, o cultivo e a cultura, ao contrário da domesticação e da civilização, são a verdadeira superação da barbárie, na qual as pulsões do corpo não são negadas e oprimidas, mas devidamente orientadas para a criação. Ou seja, o que distingue o cultivo é precisamente sua habilidade com as próprias pulsões, ao contrário da reação ressentida, violenta e despreparada da domesticação. Desse modo, é preciso pensar o cultivo não só como educação diferente e libertadora, mas como proposta que deve ser levada a sério com a crise da domesticação e dos seus valores na modernidade, crise que Nietzsche chama de niilismo ou “morte de Deus”. Como superação do niilismo, o cultivo é associado ao estabelecimento de novos valores, que deverão afirmar e gratificar tudo o que foi caluniado pela domesticação, como a vida, o corpo, o devir, a autoafirmação, o orgulho, a terra e o mundo. Por fim, demonstra-se como essa afirmação conduz alguém a “tornar-se o que se é”. Isso deve iniciar com o cultivo de uma perspectiva capaz de hierarquizar as pulsões para o acúmulo de forças; esta hierarquização, por sua vez, não se diferencia de um processo seletivo por parte do “indivíduo”, que deve incorporar tudo o que for significativo para alimentar a força organizadora da própria potência criativa, como também saber negar tudo que deseja dissipá-la. Ou seja, o cultivo não pretende a negação das pulsões, mas o domínio sobre elas, um Sim e um Não, para que sirvam à criação. No entanto, sua hierarquia é diferente daquela bárbara e violenta, pois não prejudica – como a que ensejou o ressentimento nos fracos – mas sim dar o benefí- cio, de modo que seu acúmulo de forças busca a própria dissipação em proveito dos outros, numa demonstração de generosidade e riqueza. Em suma, o cultivo busca a nobreza de espírito que se doa, cujo efeito sobre os outros não é o ressentimento, mas seu contrário, a gratidão.

  • GENIVALDO DO NASCIMENTO PEREIRA
  • A FUNDAMENTAÇÃO ONTOLÓGICA DO PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS E A QUESTÃO DA FALÁCIA NATURALISTA
  • Data: 26/03/2018
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  • Este trabalho constitui uma investigação da contraposição de Jonas ao legado moderno em matéria de fundamentação da ética. Para Jonas, na modernidade se deu o estabelecimento de dois dogmas, a saber: o de que não há nenhuma verdade metafísica e a impossibilidade de se estabelecer um caminho válido do ser ao dever. De acordo com sua visão, esse segundo dogma ainda não havia sido enfrentado seriamente. Em oposição a ambos, de modo mais específico ao segundo, é proposto um caminho de superação do dualismo mediante uma ontologia geral do ser real, lançando mão da metafísica e postulando um caminho plausível do ser ao dever. Ao tomar esse caminho, além de se opor ao legado moderno, Jonas assumiu o risco de incorrer na falácia naturalista, risco iminente para todos que se aventurarem a fazer o mesmo trajeto. Com esta investigação, busca-se evidenciar a plausibilidade da proposta jonasiana.

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