Dissertações/Teses

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Dissertações/Teses Antigas
2018
Descrição
  • VALDENIA MARIA DE SOUSA
  • AVALIAÇÃO DO GRAU DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DO PÉ DIABÉTICO E DO CONHECIMENTO DE PACIENTES SOBRE AS PRINCIPAIS MEDIDAS PREVENTIVAS
  • Orientador : ANA ROBERTA VILAROUCA DA SILVA
  • Ano: 2018
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  • RESUMO: Entre as complicações crônicas do diabetes mellitus, uma das mais graves constitui-se no pé diabético, o qual surge inicialmente após úlcera plantar em resposta à associação da neuropatia diabética juntamente com a doença arterial periférica e os fatores extrínsecos. É importante portanto, que o enfermeiro e os demais profissionais de saúde que trabalham na ESF conheçam o grau de risco a que os pacientes estão sujeitos para o desenvolvimento de lesões ulcerativas nos pés, assim como o conhecimento que os mesmos possuem acerca dos cuidados essenciais com os pés. Objetivou-se avaliar o grau de risco e conhecimento dos pacientes com diabetes mellitus acerca das medidas preventivas para o desenvolvimento do pé diabético. Trata-se de um estudo analítico, quantitativo, realizado com 171 pacientes com diabetes mellitus, assistidos pela Estratégia Saúde da Família da zona urbana do município de Picos-PI. A coleta de dados ocorreu nas Unidades Básicas de Saúde e em domicilio no período de fevereiro a maio de 2018, por meio de 03 formulários, já elaborados e disponíveis para utilização, que englobam: dados demográficos, diagnóstico social e epidemiológico, exame clínico dos pés e conhecimento acerca dos cuidados essenciais com os pés. Os dados foram coletados através de entrevista onde aplicou-se os formulários, seguida do exame físico dos pés. Foram calculadas estatísticas descritivas para variáveis quantitativas; e frequências para variáveis qualitativas. Para inferência analítica foram aplicados testes qui-quadrado bicaudal de Pearson para teste de associação e teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, a fim de testar os diferentes grupos de risco com relação à pontuação sobre conhecimentos essenciais dos cuidados com os pés. No que se refere ao a avaliação do conhecimento, utilizou-se a escala de Zernick e Henderson (1998) adaptada, onde procedeu-se a uma distribuição dos valores por questão e posterior soma com enquadramento em uma das 3 categorias estipuladas referentes ao nível de conhecimento. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal do Piauí, parecer nº 2.389.111. Dos pacientes avaliados observou-se o predomínio do sexo feminino (62,6%), destacaram-se as faixas etárias: 50 a 59 anos (28,7%) e 60 a 69 anos (29,8%), com uma média de 62,2 anos. O diabetes tipo 2 foi citado por 162 (94,7%) participantes. Com relação ao grau de risco observou-se que a maioria 85 (49,7%) apresentam grau de risco igual a um para o desenvolvimento do pé diabético, ou seja baixo risco. No que concerne os cuidados essenciais com os pés por grau de risco, ratifica-se que a distribuição da pontuação nos riscos 0 e 1 são superiores à pontuação dos pacientes em que se enquadram no grupo de risco 2. Já a pontuação entre os grupos 0 e 1 são estatisticamente iguais. Em relação ao nível de conhecimento, 143 (78,4%) possuem bom conhecimento acerca dos cuidados essenciais com os pés. Os achados deste estudo revelam que os pacientes apresentam risco para o desenvolvimento do pé diabético, no entanto, possuem bom conhecimento acerca dos cuidados essenciais com os pés, o que pode ser visto como um fator facilitador na inserção deste individuo no autocuidado. Este conhecimento pode ser ampliado ainda através da adoção de estratégias por parte dos profissionais, em especial o enfermeiro, que motivem tais pacientes a estarem cada dia mais inseridos no seu processo de cuidar, assim como a necessidade de se trabalhar de forma mais ativa os cuidados essenciais com os pés durante a consulta de enfermagem em todos os níveis de atenção.
2014
Descrição
  • HEILA DIAS DE SOUSA PINHO AGUIAR
  • ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO ZINCO E ESTRESSE OXIDATIVO EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Ano: 2014
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  • INTRODUÇÃO: Estudantes universitários tendem a adotar condutas de saúde pouco saudáveis, em especial refeições nutricionalmente desequilibradas. A alimentação inadequada parece contribuir com o aumento do estresse oxidativo e risco para surgimento de doenças crônicas não transmissíveis. Nesse contexto, o zinco (Zn) tem papel importante por integrar o sistema antioxidante. Este estudo avaliou a relação entre, estado nutricional relativo ao zinco e estresse oxidativo em estudantes universitários. MÉTODOS: Estudo de corte transversal, com 242 universitários, de ambos os sexos, idade entre 20 e 30 anos. Foram realizadas medidas do índice de massa corpórea (IMC) e da circunferência da cintura (CC). A análise da ingestão de calorias, macronutrientes e Zn foi realizada utilizando o método do registro alimentar de três dias. O padrão de ingestão de referência para os macronutrientes foi a faixa de distribuição aceitável de macronutrientes. Para a estimativa da prevalência da ingestão inadequada de Zn foi utilizado a Estimated Average Requeriment (EAR) como valor de referência. As concentrações plasmáticas e eritrocitárias do mineral foram determinadas por espectrofotometria de absorção atômica de chama. A atividade da enzima superóxido dismutase (SOD) foi determinada segundo a metodologia do fabricante Randox, e as concentrações do malondialdeído (MDA), por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC/PDA). Os dados foram analisados no programa SPSS for Windows 18.0, adotando-se o nível de significância de 5% na decisão dos testes. RESULTADOS: Os valores de ingestão de macronutrientes encontravam-se dentro das faixas de recomendação. Observou-se que a média da concentração de Zn estava acima da EAR em ambos os sexos. Por outro lado, o percentual de inadequação desse mineral foi de 27,09% para os estudantes do sexo masculino e de 16,85% para o feminino. Os estudantes apresentaram concentrações médias de Zn no eritrócito inferiores aos pontos de corte. As concentrações plasmáticas de Zn estavam adequadas para o sexo masculino em relação ao feminino (p<0,05). A atividade da enzima SOD encontrava-se dentro dos valores de normalidade, enquanto que a média do MDA foi inferior aos valores de referencia, sendo que ambos os resultados não diferiram entre os gêneros (p>0,05). Houve correlação negativa entre o Zn plasmático e a SOD (p<0,05) e positiva entre o Zn eritrocitário e a atividade dessa enzima (p<0,05). Não houve correlação entre os parâmetros do Zn e o MDA (p>0,05). CONCLUSÃO: Os estudantes apresentam comprometimento nutricional e das concentrações de Zn eritrocitário. A correlação positiva entre a atividade da SOD e as concentrações eritrocitárias de Zn reforça a participação desse mineral no sistema de defesa antioxidante, atuando indiretamente como protetor da peroxidação lipídica nas membranas celulares.
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