Banca de DEFESA: GONCALVES ALBINO DAUALA
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GONCALVES ALBINO DAUALA
DATA: 31/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do PPGCA/CPCE; https://meet.google.com/xvb-byen-noi
TÍTULO: Papel de bactérias promotoras de crescimento no metabolismo e defesa da palma forrageira (Nopalea cochenillifera) P. Mill. sob déficit hídrico
PALAVRAS-CHAVES: Inoculantes microbianos, Respostas de defesa, Restrição hídrica, Semiárido, Tecnologia sustentável
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
SUBÁREA: Fitotecnia
RESUMO:
A restrição hídrica tem sido um cenário recorrente no globo terrestre, especialmente nas áreas produtivas das regiões áridas e semiáridas. Embora a palma forrageira (Nopalea cochenillifera) apresente elevada tolerância à limitação hídrica, seu potencial produtivo é reduzido sob estresse prolongado. Nesse contexto, as bactérias promotoras de crescimento de plantas (BPCPs) representam uma estratégia promissora para aumentar a tolerância ao déficit hídrico. Assim, este estudo foi desenvolvido para testar a hipótese de que estirpes de BPCPs dos gêneros Bacillus e Paenibacillus, associadas à adubação nitrogenada, aumentam a tolerância ao déficit hídrico em plantas de palma forrageira das variedades Doce Miúda e Baiana, por meio da modulação de metabólitos e processos bioquímicos relacionados à homeostase hídrica e redox. O capítulo 1 apresenta a fundamentação teórica do estudo. Os capítulos 2 e 3 contemplam os resultados dos ensaios em casa de vegetação, conduzidos com plantas da variedade Doce Miúda, em delineamento em blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 8 × 2. Os tratamentos consistiram em oito combinações de inoculação [três estirpes de BPCPs (Paenibacillus sp. IPAC C38 e IPACC55 e Bacillus subtilis IPACC29) com e sem adubação nitrogenada (N), além de dois controles não inoculados (UI), com e sem N] e dois regimes hídricos [controle (50% da capacidade de campo do solo - CC) e déficit hídrico (25% da CC)]. As avaliações foram realizadas após 150 dias de estresse. O capítulo 2 demonstra que as estirpes de BPCPs, especialmente IPAC-C29 associado ao N, atenuam os danos do déficit hídrico, promovendo maior acúmulo de N e compostos orgânicos, incremento da biomassa seca radicular e maior tolerância relativa ao estresse. Já o capítulo 3 aborda os mecanismos antioxidantes, teores de solutos orgânicos e perfil metabólico. Sob déficit hídrico, plantas inoculadas com IPACC29 apresentaram redução nos danos oxidativos, uma resposta associada com menores teores de H2O2 e MDA nos cladódios, acionamento de antioxidantes enzimáticos (atividade da SOD e APX) e não enzimáticos (prolina, proteínas solúveis e ácidos orgânicos) e maior acúmulo de metabólitos primários (como ácido málico, sacarose e frutose) e marcadores moleculares de estresse. As respostas indicaram maior eficiência do metabolismo CAM frente ao déficit hídrico. Por fim, o capítulo 4 apresenta os ensaios no campo, visando a validação dos resultados em casa de vegetação. Nessa etapa foram conduzidos dois ensaios paralelamente com as variedades Baiana e Doce Miúda, em DBC, esquema fatorial 3 × 2, com três tratamentos de inoculação (UI, IPACC29 e IPACC55, todos com 50% da dose de N) e dois regimes hídricos com lâmina fixa de 8,5 mm (controle - irrigação a cada 7 dias e déficit hídrico - irrigação a cada 30 dias). Na ocasião, as avaliações foram realizadas aos 108 dias após a imposição do déficit hídrico. Os resultados demonstraram que a inoculação com IPACC29 favorece o acúmulo de água e biomassa de cladódios sob condição bem irrigada. Sob déficit hídrico, embora haja ativação de repostas de defesa sob inoculação com IPACC29, como acúmulo de pigmentos fotossintéticos e status hídrico, esses ajustes foram insuficientes manter a produtividade. Conclui-se que as BPCPs são promissoras mitigar os danos do déficit hídrico na palma forrageira, promovendo ajustes bioquímicos, regulação metabólica e redução do estresse oxidativo. A IPACC29 se mostrou efetiva para maior acúmulo de água e biomassa sob disponibilidade hídrica adequada no campo. O uso de BPCPs configura-se como estratégia biotecnológica sustentável para aumentar a produção de biomassa em regiões semiáridas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1342777 - RAFAEL DE SOUZA MIRANDA
Interno - 1275725 - ELAINE MARTINS DA COSTA
Externo ao Programa - 1979669 - EVERALDO MOREIRA DA SILVA
Externo à Instituição - 035.***.***-19 - EDIVAN RODRIGUES DE SOUZA - UFRPE
Externo à Instituição - 030.***.***-89 - STELAMARIS DE OLIVEIRA PAULA MARINHO - UFC
Externo à Instituição - 043.***.***-74 - WAGNER LUIZ ARAUJO - UFV