Esta pesquisa teve como foco compreender a dinâmica de crescimento, a arquitetura de copa e o manejo de povoamentos de mogno-africano, visando fornecer subsídios técnicos para o planejamento silvicultural e a otimização da produção florestal. No Capítulo 2, foi avaliada a simetria de copa de duas espécies de mogno-africano, Khaya grandifoliola e Khaya senegalensis, em diferentes plantações localizadas nos estados de Minas Gerais e Goiás, Brasil. O estudo investigou o número mínimo de medições de raios de copa (R) necessárias para estimar com precisão o diâmetro de copa (DC) e analisar sua relação com o diâmetro do tronco (D). Os resultados mostraram que ambas as espécies apresentaram copas predominantemente simétricas, embora K. grandifoliola tenha desenvolvido copas maiores que K. senegalensis. Verificou-se que a realização de pelo menos quatro medições sistemáticas de R, distribuídas em ângulos superiores a 45°, é suficiente para estimar adequadamente o DC. Além disso, foi constatado que o número e a disposição dos raios medidos influenciam diretamente as relações alométricas utilizadas para modelar o crescimento das árvores. No Capítulo 3, o estudo avançou para a definição da densidade ótima de árvores em plantios de K. grandifoliola, determinando o número máximo de indivíduos que podem ser mantidos por unidade de área antes do início da competição intensa entre árvores. A partir de relações alométricas entre D, DC, idade e incremento médio anual diamétrico, foram estabelecidas classes de produtividade e simulados diferentes regimes de desbaste para variados espaçamentos de plantio. Os resultados indicaram que o manejo baseado na manutenção da densidade próxima ao limite máximo suportado pelo povoamento permite controlar a competição, promover o crescimento diamétrico e planejar intervenções ao longo da rotação florestal. As simulações mostraram a necessidade de remoções graduais de árvores por meio de desbastes sucessivos, variando conforme a produtividade do sítio e o espaçamento inicial, possibilitando estimativas de produção e apoio à tomada de decisão técnica. Enquanto o Capítulo 2 estabelece procedimentos confiáveis para a mensuração e modelagem da copa, o Capítulo 3 utiliza essas informações para definir densidades de manejo e estratégias de desbaste que favoreçam o crescimento das árvores e a produtividade dos plantios.