A produção in vitro de embriões (PIVE) constitui uma biotecnologia estratégica para a multiplicação de animais geneticamente superiores. Contudo, sua eficiência pode ser limitada por fatores associados à qualidade oocitária, ao microambiente folicular e ao estresse oxidativo. Características morfofuncionais ovarianas, como tamanho, número e volume folicular, influenciam diretamente a competência oocitária e a qualidade embrionária. Adicionalmente, o hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), um polímero atóxico, tem sido estudado como aditivo em meios de cultivo in vitro, com potencial para mimetizar condições fisiológicas e reduzir danos oxidativos. Portanto, objetivou-se avaliar a interação entre características morfofuncionais ovarianas e a utilização de aditivos na maturação in vitro de oócitos, a fim de otimizar protocolos de biotecnologias reprodutivas em bovinos. Os ovários foram obtidos em abatedouro, classificados conforme dimensões ovarianas e submetidos à aspiração folicular. Foram realizadas análises morfométricas, dosagens hormonais, e avaliações do estresse oxidativo no fluido folicular. Em seguida, os complexos cumulus-oócito foram submetidos à maturação in vitro (MIV), com e sem suplementação de (0%; 0,5% e 1%) HPMC, e após 24h foi realizado avaliação de maturação oocitária e coleta do meio de MIV para avaliação do estresse oxidativo. Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância, para geração de médias e desvios padrão, e quando significativo foi aplicado teste de Tukey para comparação de médias. Espera-se que ovários de maior biometria apresentem melhor desempenho reprodutivo e que a adição de HPMC reduza o estresse oxidativo, promovendo maior qualidade oocitária, contribuindo para o aprimoramento dos protocolos de PIVE em bovinos.