INTRODUÇÃO: A corrida de rua é uma das modalidades esportivas que mais cresce no Brasil, no entanto, os efeitos da combinação do treinamento de força com a corrida sobre parâmetros fisiológicos e de bem-estar em corredores amadores ainda são pouco explorados. OBJETIVO: Comparar os parâmetros antropométricos, cardiorrespiratórios, neuromusculares, bioquímicos, bem como qualidade de vida entre corredores amadores praticantes apenas de corrida (GC) e aqueles submetidos ao treinamento combinado (corrida + força – GCF). METODOLOGIA: Estudo observacional, analítico, transversal e comparativo. Foram feitas avaliações de bioimpedância e composição corporal, qualidade de vida (WHOQOL-BREF), flexibilidade (banco de Wells), força central, potência (salto contramovimento com e sem balanço de braço), agilidade (Illinois Agility Test) e função cardiorrespiratória por meio da mensuração de frequências cardíaca e respiratória e pressão arterial e teste de Cooper. Também foram avaliados marcadores sanguíneos de estresse oxidativo (nitrito) e resposta inflamatória (mieloperoxidase). Utilizou-se estatística descritiva e inferencial (Teste t, Mann–Whitney e ANOVA de duas vias), com nível de significância de 5%. RESULTADOS: A qualidade de vida apresentou escores elevados em todos os domínios, independentemente da prática do treinamento de força. Não houve diferenças significativas nas variáveis de aptidão física ou no teste de Cooper, embora o GCF tenha apresentado tendência a melhor classificação na agilidade e VO₂máx. Ambos os grupos exibiram resposta cardiovascular aguda típica ao exercício, sem diferenças intergrupos, e não foram observadas alterações significativas nos níveis de nitrito e MPO. CONCLUSÃO: Corredores amadores apresentam perfis fisiológicos, funcionais, hemodinâmicos e oxidativos semelhantes, independentemente da inclusão do treinamento de força em sua rotina.