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O presente estudo investiga a associação entre os polimorfismos dos genes ACTN3 (R577X) e ECA (I/D) e o desempenho atlético em atletas brasileiros de badminton de diferentes categorias competitivas. Com o objetivo de investigar as frequências genotípicas e alélicas dessas variantes e verificar sua correlação com parâmetros de força muscular e velocidade em diferentes níveis competitivos. Adota um delineamento transversal com 174 atletas (110 homens e 64 mulheres; média de idade 15,7 anos), estratificados nos grupos base, desenvolvimento e elite. Avalia o desempenho físico por meio de testes de salto horizontal, arremesso de medicine ball, dinamometria manual e corrida de 20 metros, além de realizar a genotipagem via Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) a partir de DNA extraído de mucosa bucal. A análise estatística comparou frequências genotípicas entre grupos competitivos e examinou associações entre genótipo e variáveis de desempenho. Os resultados demonstram que não houve diferenças estatisticamente significativas nas frequências genotípicas e alélicas entre os estratos competitivos para ambos os genes (p >0,05). Identifica um desvio do equilíbrio de Hardy-Weinberg para o gene ACTN3 (p = 0,03). Observa, contudo, uma tendência biológica de redução progressiva do genótipo XX (14,5 % para 7,3%) e do alelo X (42,7% para 36,6%) à medida que os atletas avançam para o nível elite. Revela uma associação pontual significativa exclusivamente na categoria de base, na qual portadores do genótipo XX apresentaram maior força de preensão manual (p< 0,05). Conclui que os polimorfismos ACTN3 e ECA não atuam como determinantes isolados do nível competitivo no badminton brasileiro. Ressalta que as tendências observadas sugerem um possível papel seletivo do ACTN3 ao longo da trajetória esportiva, reforçando a natureza multifatorial e poligênica do desempenho atlético de excelência. |