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Banca de DEFESA: AMANDA MENDONÇA MARQUES DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMANDA MENDONÇA MARQUES DE OLIVEIRA
DATA: 18/03/2026
HORA: 15:30
LOCAL: CCS 2 - SALA 1- ANTIGA PREXC - UFPI- ININGA
TÍTULO: Fatores associados a tempo de internação prolongado em pacientes cirúrgicos de um hospital terciário do Piauí
PALAVRAS-CHAVES: Cirurgia eletiva. Avaliação pré-anestésica. Jejum pré-operatório. Gestão hospitalar. Segurança do paciente.
PÁGINAS: 74
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

Introdução: O tempo de permanência hospitalar (TPH) é um importante indicador de qualidade assistencial, diretamente relacionado à eficiência da gestão hospitalar e aos desfechos clínicos dos pacientes. Em cirurgias eletivas, diversos fatores podem influenciar a duração da internação, incluindo aspectos clínicos, operatórios e organizacionais. No estado do Piauí, há escassez de estudos que abordem esses determinantes no contexto da rede pública de saúde. Objetivo: Analisar os fatores associados ao tempo de internação prolongado em pacientes cirúrgicos internados no Hospital Getúlio Vargas (HGV), unidade de alta complexidade, localizado em Teresina, Piauí. Métodos: Estudo quantitativo, transversal, descritivo e observacional, realizado com 286 pacientes, entre 18 e 90 anos, submetidos a cirurgias eletivas no HGV durante o segundo semestre de 2023. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos, nutricionais e cirúrgicos. O tempo de internação foi o desfecho principal. A análise estatística utilizou testes não paramétricos, com nível de significância de p<0,05. Resultados: A mediana do tempo de internação foi significativamente maior entre pacientes encaminhados para UTI (12 dias), submetidos a cirurgias de grande porte (16,5 dias), com classificação ASA III e presença de comorbidades. Observou-se que o tempo de jejum pré e pós-operatório apresentou associação com maior tempo de internação, inclusive em pacientes ASA I e II, não encaminhados à UTI e submetidos a cirurgias de pequeno porte, sugerindo efeito independente. A hidratação venosa também esteve associada à internação prolongada em subgrupos de menor risco. A avaliação pré-anestésica foi realizada em apenas 3,5% dos casos. Conclusão: O tempo de internação prolongado esteve associado a fatores clássicos de gravidade, como classificação ASA elevada, presença de comorbidades e porte cirúrgico, mas também a aspectos assistenciais potencialmente modificáveis, como o tempo de jejum e o uso de hidratação venosa. A identificação desses fatores pode subsidiar intervenções de baixo custo voltadas à racionalização da permanência hospitalar e à melhoria da qualidade do cuidado cirúrgico. Reforça-se a necessidade de implementação de protocolos perioperatórios baseados em evidências, como o Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) e o Aceleração da Recuperação Operatória (ACERTO), além da institucionalização da avaliação pré-anestésica.     

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2476016 - ARQUIMEDES CAVALCANTE CARDOSO
Externo à Instituição - 007.***.***-48 - CARLOS GUSTAVO DOS SANTOS SILVA - UESPI
Interno - 1551620 - MARIA ZELIA DE ARAUJO MADEIRA
Interno - 423325 - VIRIATO CAMPELO
Notícia cadastrada em: 09/03/2026 13:33
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