Esta pesquisa analisa a presença e a influência das pseudociências e do negacionismo científico no contexto escolar, com enfoque nos desafios impostos ao ensino de Geografia. A partir de uma abordagem qualitativa e revisão bibliográfica, o estudo investiga como falsas narrativas emergem, circulam e afetam a formação crítica dos estudantes na atual sociedade hiperinformacional. O trabalho aprofunda o problema da demarcação entre ciência e pseudociência por meio da Filosofia da Ciência e de aportes da Psicologia Cognitiva, explicitando os vieses e os mecanismos digitais que sustentam a desinformação. No âmbito educacional, examinam-se as particularidades da Geografia escolar, o impacto do recente desmonte curricular no Ensino Médio e os reflexos dessa fragilização na vulnerabilidade epistêmica dos jovens. A pesquisa sistematiza oito movimentos negacionistas e pseudocientíficos que incidem diretamente nos conteúdos e práticas docentes: antiambientalismo, negacionismo climático, terraplanismo, globalismo, uso da pandemia como arma geopolítica, design inteligente, teorias da Terra Jovem e astrologia. Os resultados evidenciam que o enfrentamento do pensamento anticientífico exige do educador domínio epistemológico e sensibilidade pedagógica para desconstruir crenças ancoradas em identidades ideológicas. Conclui-se que o fortalecimento da disciplina e a abordagem explícita da Natureza da Ciência figuram como instrumentos indispensáveis para o enfrentamento do pensamento anticientífico na escola e para a valorização da Geografia na formação cidadã.