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Banca de DEFESA: PEDRO RAFAEL GONÇALVES CRONEMBERGER

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PEDRO RAFAEL GONÇALVES CRONEMBERGER
DATA: 27/03/2026
HORA: 08:30
LOCAL: SALA DE AULA NÚCLEO DE TECNOLOGIA FARMACÊUTICA (NTF)
TÍTULO: Avaliação do efeito antiproliferativo da hesperitina em células tumorais expostas à quimioterápicos
PALAVRAS-CHAVES: Hesperitina, melanoma, glioblastoma, quimioterapia, flavonoides, citotoxicidade, migração celular, apoptose.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A hesperitina é um flavonoide natural amplamente estudado por suas propriedades antioxidantes e antiproliferativas, sendo considerada um potencial agente adjuvante em terapias antineoplásicas. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos citotóxicos, antimigratórios e as interações farmacológicas da hesperitina isolada e em associação com quimioterápicos convencionais — doxorrubicina e cisplatina — em diferentes linhagens tumorais in vitro, incluindo melanoma murino (B16F10), glioblastoma humano (U87) e câncer de mama humano (MCF7), bem como em células endoteliais murinas não tumorais (SVEC4-10). A citotoxicidade da hesperitina isolada foi avaliada pelo ensaio de MTT, demonstrando efeito dose-dependente em todas as linhagens tumorais analisadas, com valores de IC50 situados na faixa de centenas de micromolar (B16F10: 352,8 μM; U87: ~312 μM; MCF7: ~274 μM), caracterizando uma atividade citotóxica moderada. Em células endoteliais SVEC4-10, a hesperitina apresentou menor toxicidade, com IC50 de 491,8 μM, sugerindo um perfil de seletividade favorável e potencial janela terapêutica. As associações da hesperitina com quimioterápicos revelaram um perfil de interação dependente da linhagem celular. Na linhagem B16F10, a combinação com doxorrubicina apresentou efeito predominantemente aditivo ou antagônico em níveis elevados de efeito, enquanto a associação com cisplatina mostrou efeito sinérgico apenas em altas taxas de morte celular. Em contraste, na linhagem U87, a hesperitina potencializou de forma significativa a ação citotóxica tanto da doxorrubicina quanto da cisplatina, promovendo reduções expressivas nos valores de IC50 e índices de redução de dose (DRI > 1), especialmente em níveis elevados de efeito (Fa = 90%). Esses resultados indicam um efeito sinérgico relevante no modelo de glioblastoma. Na linhagem MCF7, a associação com doxorrubicina mostrou-se predominantemente indiferente ou antagônica, não favorecendo a redução da dose do quimioterápico. A análise das curvas de dose–efeito, do índice de combinação (IC) e do índice de redução de dose (DRI) corroborou a heterogeneidade das respostas observadas, evidenciando que o potencial adjuvante da hesperitina depende fortemente do contexto tumoral e do quimioterápico associado. Adicionalmente, o ensaio de migração celular demonstrou que a hesperitina inibiu de forma dose- e tempo-dependente a migração das células B16F10, sugerindo um potencial efeito antimetastático independente da indução direta de morte celular. Seu maior potencial terapêutico parece residir no uso como agente adjuvante, especialmente no glioblastoma, destacando a importância de estudos adicionais para elucidação dos mecanismos moleculares envolvidos e validação in vivo, visando sua aplicação em estratégias terapêuticas combinadas no tratamento do câncer.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2128442 - FELIPE CAVALCANTI CARNEIRO DA SILVA
Interno - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Externo à Instituição - 008.***.***-09 - JOSÉ ROBERTO DE OLIVEIRA FERREIRA - UNCISAL
Externo à Instituição - 049.***.***-42 - MARIA LUÍSA LIMA BARRETO DO NASCIMENTO - UFPI
Interno - 1943330 - MAURICIO PIRES DE MOURA DO AMARAL
Notícia cadastrada em: 17/03/2026 14:12
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