AS IDEIAS E OS CONCEITOS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE O RISO E O CORPO PARA JOVENS CIRCENSES DA ESCOLA DE CIRCO PÉ DE MOLEQUE, EM TERESINA/PI |
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Circo Social. Riso. Corpo. Sociopoética.
O Circo Social se reveste de um trabalho pedagógico que utiliza a arte como processo de produção de conhecimento: nas técnicas, nas rotinas construídas, nos exercícios, nas brincadeiras e, especialmente, no riso, nos quais estão conhecimentos explícitos e implícitos, pois o corpo todo aprende e qualquer aprendizado se ancora nas experiências corporais. É possível, então, apostar na pedagogia do movimento, do riso – potência motivadora do desejo, elemento fundamental para a aprendizagem. Assim, em meio a essa forma de pensar a Educação, esta investigação tem como problema: Qual a relação entre o riso e o corpo na escola de Circo Social para educadores sociais e jovens artistas circenses? Esta pergunta envolve, sobretudo, a potência de agir do corpo educador e jovem na sua relação com o riso e com a arte circense que o produz. Portanto, a relevância desta pesquisa está em apontar outras possibilidades de práticas educativas que levem em consideração o riso e o corpo como dispositivos potencializadores da aprendizagem, inclusive na educação formal, produzindo o encantamento necessário para transformar espaços educativos em lugares prazerosos. A pesquisa foi realizada com oito participantes da Escola de Circo Pé de Moleque, em Teresina/PI e teve como objetivos: analisar o pensamento de jovens e educadores sociais sobre a relação entre o riso e o corpo na Escola de Circo Social; identificar como os jovens e os educadores sociais pensam a relação entre o riso e o corpo na Escola de Circo Social; favorecer a criação de outras formas de pensar a relação entre o riso e o corpo na escola de Circo Social; identificar o que podem os jovens e os educadores sociais na relação entre o riso e o corpo na Escola de Circo Social. A produção de dados foi inspirada na técnica artística Action Painting, de Jackson Pollock, denominada na pesquisa de Corpo Pincel, e o seu desdobramento foi intitulado Corpo Pele do Riso. Como referencial teórico-metodológico, fez uso da Sociopoética – abordagem filosófica de pesquisa que utiliza a arte como potencializadora da criação –, conforme Gauthier (1999, 2003, 2012), Adad (2005, 2011, 2012) e Petit (2012). Nos debates sobre Circo Social, riso e corpo foram levados em consideração os trabalhos de Mancilla (2012); Silva e Câmara (2009); Santos (2012); Morin (2001); Larrosa (2002, 2010); Oliveira (2012); Alves (2011); Duarte Jr. (2010); Bakhtin (1993); Bergson (2003); Spinoza (2013); Deleuze (2011). As análises dos dados destacaram algumas categorias nas linhas ou dimensões do pensamento do grupo-pesquisador: O que pode o corpo com o aprender circense e com o riso; A relação entre o riso, o circo e o corpo; Sentidos e sentimentos com a experiência pintura em ação; e Conceitos de corpo e de riso.