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Banca de DEFESA: MARIA GABRIELLY GONÇALVES DA SILVA SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA GABRIELLY GONÇALVES DA SILVA SOUSA
DATA: 28/01/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala do PPGBiotec e https://meet.google.com/jsc-obwp-vib
TÍTULO: AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTILEISHMANIA E CITOTÓXICA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Eugenia patrisii VAHL EM Leishmania (Leishmania.) amazonensis
PALAVRAS-CHAVES: Óleo essencial; Eugenia; antileishmania; Leishmania (Leishmania) amazonensis.
PÁGINAS: 76
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
SUBÁREA: Toxicologia
RESUMO:

As leishmanioses compõem um grupo de doenças tropicais negligenciadas (DTNs) causadas por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de flebotomíneos. Estão entre as enfermidades mais desafiadoras em termos de saúde pública, devido à diversidade clínica, alta morbidade e limitações nas opções terapêuticas disponíveis, que incluem toxicidade, custos elevados e o surgimento de cepas resistentes. Diante desse cenário, a busca por alternativas mais eficazes e seguras tem motivado investigações com produtos naturais, entre eles os óleos essenciais. O óleo essencial de Eugenia patrisii Vahl (OEEp), uma espécie da família Myrtaceae encontrada na região amazônica, demonstrou propriedades citotóxicas e antiproliferativas significativas contra as linhas celulares tumorais SKMEL-19 e HCT116, indicando seu potencial para aplicações farmacológicas. Apesar do potencial farmacológico dessa espécie, ainda são escassos os estudos sobre sua ação contra Leishmania spp. Este estudo teve como objetivo avaliar a atividade antileishmania do OEEp frente a Leishmania (Leishmania) amazonensis, além de investigar sua citotoxicidade em macrófagos J771.A1 e seus mecanismos de ação. Os resultados demonstraram que o OEEp possui expressiva atividade leishmanicida in vitro. O OEEp apresentou valores de CI₅₀ de 2,72 µg/mL para formas promastigotas, CE₅₀ de 2,30 µg/mL para amastigotas axênicas e 3,48 µg/mL para amastigotas intramacrofágicas, todos significativamente inferiores aos observados para a miltefosina, fármaco de referência. A citotoxicidade para macrófagos apresentou um CC50 de 345,72 µg/mL, demonstrando maior seletividade em relação ao CI50 e CE50, com índices de seletividades (IS) superiores a 99,34, indicando um perfil de segurança superior ao da miltefosina. Além disso, o tratamento com OEEp reduziu a carga parasitária intracelular em macrófagos infectados, promoveu danos à membrana plasmática do parasita, inibiu a enzima tripanotiona redutase e estimulou a resposta imune Th1, com aumento na produção de TNF-α , IL-12, NO e EROs e redução de citocinas Th2 (IL-6 e IL-10) e da atividade da enzima arginase.  Os achados indicam que o OEEp possui ação leishmanicida potente, associada a múltiplos mecanismos de ação e baixa toxicidade para células hospedeiras, destacando-se como um candidato promissor ao desenvolvimento de novas terapias contra a leishmaniose.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2362290 - KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
Interno - 841.***.***-10 - LEIZ MARIA COSTA VERAS - UFPI
Externo à Instituição - 084.***.***-25 - DAIANA KARLA FRADE SILVA - IFPB
Externo à Instituição - 026.***.***-10 - Mayara Cristina Pinto da Silva - UFMA
Notícia cadastrada em: 10/08/2026 15:34
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