A presente pesquisa se origina do problema relacionado às dificuldades de aprendizagem de conceitos de Cinemática no Ensino Médio. Tendo em vista a necessidade de estratégias pedagógicas que favoreçam aprendizagens mais significativas, partiu-se do pressuposto de que a utilização de histórias em quadrinhos como organizadores prévios favorece a esse tipo de aprendizagem dos conceitos abordados ao estabelecer relações entre os conhecimentos prévios dos estudantes e os novos conteúdos científicos. O objetivo geral foi investigar o uso de histórias em quadrinhos como instrumento para a melhoria da aprendizagem de Cinemática no 1º ano do Ensino Médio. Especificamente, buscou-se: a) identificar as dificuldades conceituais iniciais dos estudantes em relação aos conceitos de Cinemática; b)
desenvolver e aplicar uma sequência didática baseada no uso de histórias em quadrinhos como organizadores prévios; c) comparar o desempenho dos estudantes antes e após a intervenção didática e analisar suas percepções acerca do uso desse recurso pedagógico. A fundamentação teórica ancorou-se na Teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel e na Teoria da Aprendizagem Significativa Crítica de Moreira. Metodologicamente, tratou-se de pesquisa qualitativa, de caráter translacional, realizada no Centro de Ensino em Tempo Integral Demerval Lobão, localizado no município de Angical, Piauí, com 23 estudantes da turma do 1º Ano A do curso Desenvolvimento de Sistemas, no ano de 2026. utilizando questionários pré e pós-teste, entrevista, questionário de satisfação dos estudantes e diário de campo. Os dados foram analisados por meio da Análise de Conteúdo de Bardin. Por fim, Osr esultados obtidos permitem afirmar que a articulação entre histórias em quadrinhos, Aprendizagem Significativa e Unidades de Ensino Potencialmente Significativas constituiu uma proposta coerente e pedagogicamente consistente para o ensino de Cinemática. A experiência desenvolvida demonstrou que abordagens metodológicas fundamentadas na valorização dos conhecimentos prévios, na contextualização dos
conteúdos e na participação ativa dos estudantes podem favorecer a construção de aprendizagens mais duradouras e conceitualmente estruturadas.