Esta dissertação analisa os impactos da racionalidade instrumental no ensino de Filosofia no Ensino Médio, tomando como referência a crítica filosófica de Theodor W. Adorno. A pesquisa parte do diagnóstico de que a educação contemporânea tem sido progressivamente orientada por mecanismos de padronização, performatividade e mercantilização do conhecimento. Nesse contexto, investiga as formas pelas quais tais processos contribuem para a produção da semiformação (Halbbildung) e para o enfraquecimento da autonomia intelectual dos estudantes. Inicialmente, desenvolve uma análise conceitual da razão instrumental e de sua relação com a indústria cultural no interior da Teoria Crítica. Em seguida, examina os desafios enfrentados pelo ensino de Filosofia no contexto da educação brasileira contemporânea. Por fim, apresenta contribuições teórico-pedagógicas inspiradas na crítica adorniana, articulando experiência formativa, autorreflexão crítica e autonomia docente como fundamentos para uma prática filosófica emancipadora.