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Banca de QUALIFICAÇÃO: LIVIA QUEIROZ DE SOUSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIVIA QUEIROZ DE SOUSA
DATA: 01/12/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Núcleo de Tecnologia Farmacêutica
TÍTULO: Análise da capacidade antitumoral in vitro e in vivo do bufadienolídeo marinobufagina e de alterações fisiológicas induzidas em animais
PALAVRAS-CHAVES: Bufadienolídeos. Marinobufagina. Atividade Antitumoral. Toxicidade pré-clínica.
PÁGINAS: 112
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

O câncer é considerado a segunda maior causa de morte no mundo. Nesse contexto, os produtos naturais tem se mostrado uma importante fonte de compostos farmacologicamente ativos, inclusive de quimioterápicos contra tumores sólidos e hematológicos. Dessa forma, as secreções da pele de anfíbios aparecem como uma recente fonte de exploração de novas moléculas, com destaque para a marinobufagina, um bufadienolídeo cardiotônico e natriurético que apresenta uma maior afinidade pela subunidade α1 da Na+/K+-ATPase resistente à ouabaína. O presente estudo teve por objetivo avaliar a atividade citotóxica, antitumoral e toxicológica do composto marinobufagina, isolado de extratos do veneno do sapo Rhinella marina. A revisão de literatura sobre a capacidade anticâncer dos bufadienolídeos extraídos de venenos de anfíbios demonstrou que esta classe surge como uma incrível fonte natural de biodiversidade química com uma seletividade moderada contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células murinas provavelmente devido a diferenças estruturais entre subunidades da Na+/K+-ATPases humanas e de camundongos. A marinobufagina foi avaliada quanto à atividade citotóxica in vitro frente a diferentes linhagens de células normais e tumorais utilizando os ensaios de MTT e frente à cultura primária do tumor Sarcoma 180 (S180), pelo ensaio Alamar Blue, após 72 h de exposição. Para complementação da avaliação citotóxica, foi realizado o ensaio de micronúcleo com bloqueio de citocinese (CBMN) em células do S180 (0,01; 0,1; 0,5 e 1 µg/mL) e a toxicidade por meio do modelo vegetal Allium cepa. Para a avaliação do potencial antitumoral in vivo, a marinobufagina foi administrada via intraperitoneal nas doses de 2,5 e 5 mg/kg/dia, durante 7 dias e 15 dias consecutivos em camundongos transplantados com o tumor Sarcoma 180 e camundongos imunodeficientes transplantados com células de carcinoma de cólon humano (HCT-116), respectivamente. Assim, o composto estudado apresentou elevada ação antiproliferativa com valores de CI50 entre 0,06 µg/mL (HL-60, leucemia promielocítica) e 2,94 µg/mL (HEP-2, carcinoma de laringe), não apresentou citotoxicidade em cultura primária de S180, mas foi citotóxico para células mononucleares de sangue periférico humano (CMSP, 4,35 µg/mL). A marinobufagina também inibiu o crescimento das raízes de Allium cepa, revelando toxicidade macroscópica (P<0,05) e mostrou possível potencial clastogênico e/ou aneugênico na concentração de 1 µg/mL devido a formação de micronúcleos. Nos testes in vivo, o composto reduziu somente o crescimento de tumores humanos (HCT-116) com percentuais de inibição de 26,3 e 46,5% nas doses de 2,5 e 5 mg/kg/dia, respectivamente e foi incapaz de interferir no crescimento do tumor S180. Os camundongos imunodeficientes tratados com marinobufagina na dose de 5 mg/kg apresentaram uma redução significante na massa corpórea final e aumento significativo dos níveis séricos de creatinina (P<0,05). Dessa forma, a marinobufagina mostrou potencial antitumoral in vitro e in vivo contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células murinas, com indício de nefrotoxicidade nos animais imunodeficientes tratados com o composto.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1888044 - GERARDO MAGELA VIEIRA JUNIOR
Externo ao Programa - 2148219 - JUAN CARLOS RAMOS GONCALVES
Externo ao Programa - 654.275.213-72 - LIDIANE DA SILVA ARAÚJO - USP
Interno - 3302639 - LUCIANO DA SILVA LOPES
Interno - 2199134 - MARCILIA PINHEIRO DA COSTA
Presidente - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Notícia cadastrada em: 21/11/2016 10:12
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