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Banca de DEFESA: TAILINE RODRIGUES VALERIO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TAILINE RODRIGUES VALERIO DA SILVA
DATA: 20/03/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Vídeo II
TÍTULO: Buscando a indisciplina sensorial: reflexões antropológicas sobre o Museu do Piauí – Casa de Odilon Nunes
PALAVRAS-CHAVES: Museu do Piauí – Casa de Odilon Nunes; Disciplina; Indisciplina; Sensorial.
PÁGINAS: 153
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Antropologia
SUBÁREA: Antropologia Urbana
RESUMO:

Apresento neste trabalho a composição de uma pesquisa a partir de uma autorreflexão, ou seja, relato meu devir pesquisadora. Caminho entre teorias e experimentações próprias, buscando demostrar as sensações, afetações e atravessamentos vivenciados no Museu do Piauí – Casa de Odilon Nunes. Procurei problematizar se há, e como ocorrem, disciplinas e controles sensoriais na exposição de longa duração do Museu, quer dizer, procurei compreender se a instituição agencia processos disciplinares sobre corpos, coisas e tempos. Em meio a essa problematização me percebi não só como sujeito pesquisadora, mas principalmente como um corpo que sente, que percebe e vivencia atravessamentos e agenciamentos diversos, sendo assim, o meio que encontrei para falar sobre o Museu partiu das sensações e vivências que tive ali. Nesse processo de experimentação e vivência, compreendi que as disciplinas corporais e sensoriais presentes no Museu do Piauí se alinham a outros mecanismos disciplinares de nossas instituições sociais, como: a escola, o exército, o trabalho, a família, o hospital, que têm por objetivo a obtenção de corpos dóceis (FOLCAULT, 2014). Para além disso, também reflito sobre os processos maquínicos, geridos por uma máquina social capitalística (DELEUZE, GUATTARI, 2012ª; GUATTARI, ROLNIK, 1996) quer dizer, um sistema social que procura gerir, no status da modernidade ocidental, os processos de subjetivação dos corpos, procurando dessa forma uniformizar e homogeneizar as multiplicidades, diminuir suas potencias e seu poder de diferenciação. Por outro lado, identificar os mecanismos disciplinares e de controle foram fundamentais para perceber como ocorrem as indisciplinas, quer dizer, entender quais táticas são ativadas por aquelas que vivenciam o Museu e procuram construir outros modos de existir e habitar nesse espaço institucionalizado. Por fim, apresento uma intervenção com as condutoras e funerárias do Museu do Piauí, seguindo a perspectiva da análise institucional (LOURAU, 1993), onde procurei trabalhar com as sensibilidades, afetações, memórias e sensações, pois percebi que nesse produzir de afetações, podem surgir outros caminhos e relações mais potentes e felizes.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1219998 - ALEJANDRO RAUL GONZALEZ LABALE
Externo ao Programa - 218.949.048-00 - ANDRES ZARANKIN - UFMG
Presidente - 1535017 - JOINA FREITAS BORGES
Interno - 1331905 - MONICA DA SILVA ARAUJO
Notícia cadastrada em: 18/03/2019 11:08
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