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Banca de QUALIFICAÇÃO: KLEYSSA DA SILVA CELESTINO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KLEYSSA DA SILVA CELESTINO
DATA: 28/11/2023
HORA: 14:00
LOCAL: AMBIENTE VIRTUAL
TÍTULO: UNIVERSO PARALELO: UMA ANALISE SOBRE A DIVISÃO SOCIOECONOMICA NO ESPACO DE LAZER DO CAIS DA BEIRA-RIO EM FLORIANO (PI) NOS ANOS 2011 A 2021.
PALAVRAS-CHAVES: Floriano, Lazer, Juventudes, Sociabilidades, Outsiders
PÁGINAS: 62
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

O desejo de cursar um mestrado se enevoava e misturava à minha vida como que num sonho. Por vários momentos cogitei participar de uma seleção, mas o trabalho e outras circunstâncias da vida se encarregavam de adiar o projeto. Por acaso, ou não, tive acesso ao edital do mestrado em História cujo prazo inclusive já estava findando. Porém, não senti o “chamado”, e olha que seria o caminho natural, uma vez que, sou licenciada em História. Passados alguns dias e, bisbilhotando o sítio da Universidade Federal do Piauí, vi novos chamados de editais e dentre eles o de Sociologia. Em nossa primeira aula no Mestrado em Sociologia, um professor pontuou – “ciência social é interventiva”. Foi dessa base que parti com convicção para executar aquilo ao qual tinha me desafiado a construir. Investigar a ocupação do cais da beira-rio na cidade de Floriano no que se refere a prática do lazer, e entender essa relação que desde o insight para me aventurar na seleção do programa de pós-graduação significou uma virada de chave nas minhas certezas e nas minhas posturas diante de muitos eventos naquele espaço e em muitos outros por onde tenho passado desde então. Talvez, por isso, este tema seja tão caro a mim, por ser parte de uma vivência na qual eu transitara, mas era um cenário cuja leitura não era feita de modo que me incomodasse. O mundo que eu enxergava no cais da beira-rio em Floriano era natural e não me causava incômodo. Estar no mestrado e realizar as investigações foi revelador. A dissertação recebeu, provisoriamente, o título UNIVERSO PARALELO: Uma análise sobre a divisão socioeconômica no espaço de lazer do cais da beira-rio em Floriano (PI) nos anos de 2011 a 2021. Com o objetivo geral de conhecer o uso e como é realizada a ocupação do espaço do cais da beira-rio pelos frequentadores da área; e os objetivos específicos: analisar de que maneira a condição socioeconômica atua sobre os indivíduos que frequentam o cais da beira-rio em Floriano em busca de lazer; Compreender os sentidos e práticas de lazer no cais da beira-rio em Floriano; Investigar a influência da condição socioeconômica sobre o uso dos espaços de lazer. Provocar por meio deste trabalho a possibilidade de se discutir esse contrato social não-oficial que ora estimula o afastamento ora promove a criação de bolsões de atração dos indivíduos mais diversos naquele espaço. Partindo da questão – Quanto à ocupação dos espaços de lazer no cais da beira-rio em Floriano, como os indivíduos envolvidos e economicamente diversos se reconhecem diante desse território? Ousei tentar coletar entre os interlocutores por meio de suas memórias e em outros pela experiência do tempo presente, as emoções e sentimentos dessa vivência em busca de lazer naquele espaço. Este trabalho está construído na perspectiva de três capítulos, o primeiro busca situar o leitor sobre a formação da cidade e a importância do cais do porto no aspecto socioeconômico no contexto de territorialidades e para isso a literatura de esteio esteve sustentada em Rolnik (1988) e sua discussão sobre cidades, Raffestin (1993) e a sua geografia das territorialidades nos ajudam a entender diferenças entre espaço e território. o segundo capítulo que investiga os lazeres e as práticas de sociabilidades em espaço de classes sociais dicotômicas, é amparado em Mills (1981) e seu livro Elite do Poder ajudam a compreender como se forjam e se associam os grupos sociais dominantes, Elias & Scotson (2000) ilustram a tensa relação entre os aceitos e os não-aceitos em Os estabelecidos e os Outsiders, uma verdadeira guerra cultural sustentada na face econômica das relações. O terceiro capítulo, ainda provisório, a abordagem será essencialmente sobre as juventudes e sua relação com os lazeres, aqui entendidas não como uma paleta de idades determinadas, nossa ancoragem principal está em Kehl (2004) a psicanalista discute juventude num leque mais amplo e um tanto livre da régua numérica, Margulis (2000), Luz (2013) e Oliveira (2014) que com suas perspectivas sobre as juventudes ajudam a entender o que essa categoria busca, como percebe e vivencia o lazer. Em todos os três capítulos as ancoragens que trazem uma certa proximidade ao leitor deste trabalho são as entrevistas que realizei, duas entrevistas de memórias e quatro entrevistas de jovens que vivenciaram ou vivenciam o cais da beira-rio como seu espaço de lazer.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2174595 - LILA CRISTINA XAVIER LUZ
Externo à Instituição - MAYSA MAYARA COSTA DE OLIVEIRA - UFNT
Interno - 1092682 - THIAGO MENESES ALVES
Notícia cadastrada em: 16/11/2023 10:13
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