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Banca de DEFESA: PEDRO JULIO SANTOS DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PEDRO JULIO SANTOS DE OLIVEIRA
DATA: 06/03/2017
HORA: 10:00
LOCAL: Sala 459
TÍTULO: OS DISCURSOS DO PROFISSÃO REPÓRTER SOBRE VIOLÊNCIA: A APROPRIAÇÃO DA LINGUAGEM DE DOCUMENTÁRIO E A PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES
PALAVRAS-CHAVES: Análise de Discurso Crítica; Documentário; Subjetivação; Profissão Repórter; Violência Urbana.
PÁGINAS: 286
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Comunicação
RESUMO:

O presente trabalho visa analisar como são construídos os sentidos, a partir da apropriação da linguagem de documentário, nos discursos do programa televisivo Profissão Repórter a cerca da violência urbana no Brasil. Como corpus desse estudo, analisamos três edições do programa que foram ao ar nos dias 24 de janeiro, 18 de agosto e 22 de setembro de 2015, pela rede Globo de Televisão. O aporte teórico-metodológico que utilizamos foi a Análise de Discurso Crítica (ADC), a partir da perspectiva dialético-relacional de Fairclough (2001; 2003). Essa perspectiva observa a linguagem como prática social e um instrumento de poder, onde o discurso (constituído e constituidor do social) é entendido como um momento que oferece pistas para a compreensão das práticas sociais investigadas. O estudo traz reflexões sobre a linguagem audiovisual, atentando para esta enquanto materialidade discursiva e suas particularidades genéricas. Refletimos, ainda, sobre a produção de subjetividades, possibilitados pelos discursos midiáticos, e discorremos sobre a violência enquanto problema social. Para análise, aliado a ADC agregamos o método de análise fílmica proposto por Goliot-Lété e Vanoye (1994). Ao final, percebemos que o enunciador mostra os bastidores do programa – por meio da linguagem documentária - como retórica para reafirmar o discurso de verdade jornalística. Nas edições analisadas o programa apresenta certa estética do jornalismo iniciante e opera como produtor de subjetividades, visto que em suas discursividades emergem vários tipos de sujeitos, dentre os quais podemos destacar: o sujeito jornalista, o sujeito amedrontado e conformado com a violência, o sujeito reativo, o preso provisório, as mulheres de presidiários e o sujeito político. No que diz respeito à violência, os discursos desse meio propõe reflexões a respeito da temática apresentando as relações de poder e embates ideológicos existentes no meio social, além de tecendo críticas e avaliações ao modelo carcerário brasileiro e a defesa da politica armamentista. Os dizeres do programa acabam também por legitimar e naturalizar os atos violentos e suas representações midiáticas, principalmente para com os sujeitos que moram na periferia das cidades.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANA NADJA LELIS COUTINHO - IFPI
Interno - 1354316 - ANA REGINA BARROS REGO LEAL
Presidente - 423514 - FRANCISCO LAERTE JUVENCIO MAGALHAES
Notícia cadastrada em: 15/02/2017 17:17
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