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Banca de QUALIFICAÇÃO: ALEXANDRE XAVIER DE LIRA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALEXANDRE XAVIER DE LIRA DA SILVA
DATA: 05/08/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Núcleo de Tecnologia Farmacêutica
TÍTULO:

Bioprospecção do hemiterpenóide prenol: contribuição científico-tecnológica e perspectivas para o desenvolvimento de um medicamento.


 


PALAVRAS-CHAVES:

Prenol; Hemiterpenos; Toxicidade; Farmacologia pré-clínica. 


PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

A busca por novas moléculas com propriedades farmacológicas presentes nas plantas é uma área de interesse crescente. O hemiterpenóide prenol, utilizado como intermediário na indústria química para a síntese de fármacos e químicos aromáticos, ocorre naturalmente em frutas cítricas e espécies vegetais da região Nordeste, como Malpighia sp. (acerola), Spondias tuberosa L. (umbu), Theobroma grandiflorum Schum (cupuassu), Morinda Citrifolia (noni), Solanum lycopersicum (tomate) e Passiflora incarnata (maracujá). Em virtude da escassa literatura sobre os efeitos biológicos do prenol, e ressaltando-se a importância dos terpenóides como fontes para o desenvolvimento de novos fármacos, foram realizados estudos com este terpeno via modelos toxicológicos e farmacológicos. O trabalho foi dividido em 04 capítulos. No capítulo I foi realizada uma prospecção científica e tecnológica sobre as propriedades biológicas dos hemiterpenos, através do levantamento de artigos científicos em bases especializadas e nos pedidos de patentes depositados em bancos nacionais e mundiais. A maior parte dos trabalhos é de origem asiática e nenhum de origem brasileira. No Brasil também não há registro de hemiterpenos protegidos, evidenciando uma lacuna nesta área de pesquisa em países ricos em biodiversidade. O capítulo II teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda do prenol sobre parâmetros bioquímicos, hematológicos, fisiológicos e comportamentais em camundongos, bem como avaliar a citotoxicidade frente ao microcrustáceo Artemia salina. Durante o tratamento, nenhuma morte foi registrada nas doses de 300 e 2000 mg/kg-1, o que permite estimar uma faixa de DL50 entre 2000 e 5000 mg/kg. O prenol não alterou a massa corpórea dos animais, consumo de água, ração e volume de excretas durante o período de 14 dias de observação. Houve, entretanto sinais e sintomas de toxicidade na maior dose. Quase todos os parâmetros hematológicos e bioquímicos se apresentaram dentro da faixa de referência, observando-se pequenas alterações nos valores dos neutrófilos segmentados, glicose e ácido úrico. Resultados da citotoxicidade do prenol frente à Artemia salina indicam altas médias de sobrevivência das larvas, com a CL50 estimada em aproximadamente 8254 µg/mL, indicando a baixa toxicidade deste terpeno. No capítulo III avaliou-se a capacidade antioxidante in vitro do hemiterpeno prenol via inibição dos radicais hidroxila, nitrito, espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH) e 2,2’-azinobis-3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico (ABTS).  O prenol exibiu potencial antioxidante in vitro frente ao radical hidroxila, significativamente superior ao padrão ácido ascórbico (AA) e foi semelhante a este frente aos radicais nitrito e espécies reativas ao TBARS. Também exibiu potencial antioxidante in vitro frente aos radicais sintéticos DPPH e ABTS, embora de maneira inferior ao AA. Pode ser sugerido que o prenol pode formar um complexo com radicais livres, ao doar hidrogênios, convertendo-os em espécies menos reativas. O capítulo IV teve como objetivo avaliar as atividades antimicrobianas do prenol, bem como investigar a interferência do mesmo na atividade de antibióticos e antifúngicos. Ensaios preliminares in vitro indicam que o prenol não apresentou atividade significativa do ponto de vista clínico (CIM ≤ 1024 µg/mL) frente às cinco linhagens analisadas; entretanto, exibiu atividade moduladora das quinolonas ciprofloxacino e norfloxacino, com uma redução de 75% e 50%, respectivamente, do valor da CIM frente à cepa Staphylococcus aureus SA1199B. Os presentes resultados enriquecem a literatura sobre este hemiterpenóide e trazem perspectivas para a realização de novos testes que permitam o uso do prenol como fitomedicamento ou produto biotecnológico.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1313503 - HUMBERTO MEDEIROS BARRETO
Interno - 2055638 - JESSICA PEREIRA COSTA
Presidente - 1350350 - MARIA DAS GRACAS FREIRE DE MEDEIROS
Externo ao Programa - 1795831 - STANLEY JUAN CHAVEZ GUTIERREZ
Notícia cadastrada em: 15/07/2015 14:55
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