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Banca de DEFESA: LIVIA QUEIROZ DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIVIA QUEIROZ DE SOUSA
DATA: 16/05/2017
HORA: 09:00
LOCAL: CCS
TÍTULO: MARINOBUFAGINA: AÇÃO ANTINEOPLÁSICA in vitro E in vivo E PERFIL TOXICOGENÉTICO
PALAVRAS-CHAVES: Bufadienolídeos. Atividade antiproliferativa. Allium cepa. Toxicidade pré-clínica. Análises histopatológicas.
PÁGINAS: 183
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

O câncer é considerado a segunda maior causa de morte no mundo. Nesse contexto, os produtos naturais têm se mostrado uma importante fonte de compostos farmacologicamente ativos, inclusive de quimioterápicos contra tumores sólidos e hematológicos. Dessa forma, as secreções da pele de anfíbios aparecem como uma recente fonte de exploração de novas moléculas, com destaque para a marinobufagina, um bufadienolídeo cardiotônico e natriurético que apresenta uma maior afinidade pela subunidade α1 da Na+/K+-ATPase resistente à ouabaína. O presente estudo teve por objetivo realizar uma revisão de literatura sobre a capacidade anticâncer dos bufadienolídeos e avaliar a atividade citotóxica, antitumoral e toxicológica do composto marinobufagina, isolado de extratos do veneno do sapo Rhinella marina. A revisão de literatura demonstrou que a classe dos bufadienolídeos surge como uma incrível fonte natural de biodiversidade química com uma seletividade moderada contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células murinas. A marinobufagina foi avaliada quanto à atividade citotóxica in vitro frente a diferentes linhagens de células normais e tumorais utilizando os ensaios de MTT e frente à cultura primária do tumor Sarcoma 180 (S180), pelo ensaio Alamar Blue, após 72 h de exposição. Para complementação da avaliação citotóxica, foi realizado o ensaio de micronúcleo com bloqueio de citocinese (CBMN) em células do S180 e a toxicidade por meio do modelo vegetal Allium cepa. Para a avaliação do potencial antitumoral in vivo, a marinobufagina foi administrada via intraperitoneal nas doses de 2.5 e 5 mg/kg/dia, durante 7 dias e 15 dias consecutivos em camundongos transplantados com o tumor Sarcoma 180 e camundongos imunodeficientes transplantados com células de carcinoma de cólon humano (HCT-116), respectivamente. Assim, o composto estudado apresentou potente ação antiproliferativa com valores de CI50 entre 0.06 µg/mL (HL-60, leucemia promielocítica) e 2.94 µg/mL (HEP-2, carcinoma de laringe) e foi citotóxico para células mononucleares de sangue periférico humano (CMSP, 4.35 µg/mL). A marinobufagina também inibiu o crescimento das raízes de Allium cepa, revelando toxicidade macroscópica (p<0.05) e mostrou ações clastogênicas semelhantes em células de S180 e meristemáticas de raiz A. cepa. Nos testes in vivo, o composto reduziu somente o crescimento de tumores humanos (HCT-116) com percentuais de inibição de 26.3 e 46.5% nas doses de 2.5 e 5 mg/kg/dia, respectivamente e foi incapaz de interferir no crescimento do tumor S180. Os camundongos imunodeficientes tratados com marinobufagina na dose de 5 mg/kg apresentaram uma redução significante na massa corpórea final e aumento significativo dos níveis séricos de creatinina (p<0.05). Em conjunto com as análises teciduais, os resultados dos testes toxicológicos  in vivo revelaram alterações histológicas renais e hepáticas reversíveis e ação epileptogênica na dose de 10 mg/kg. Dessa forma, a marinobufagina mostrou potencial antitumoral in vitro e in vivo contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células murinas, com indício de toxicidade branda e ausência de comprometimento funcional severo nos animais tratados com o composto.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1888044 - GERARDO MAGELA VIEIRA JUNIOR
Interno - 1731057 - JOAO MARCELO DE CASTRO E SOUSA
Presidente - 1638239 - PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
Externo à Instituição - RAQUEL CARVALHO MONTENEGRO - UFC
Notícia cadastrada em: 05/05/2017 15:04
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