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Banca de DEFESA: GRASIELLY ROCHA SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GRASIELLY ROCHA SOUZA
DATA: 31/08/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório de Farmácia – UFPI
TÍTULO: Obtenção Tecnológica de Comprimidos de Liberação Modificada de Ácido alfa-lipoico
PALAVRAS-CHAVES: Doenças Inflamatórias Intestinais; ácido alfa-lipoico; comprimidos de liberação modificada.
PÁGINAS: 119
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

As doenças inflamatórias intestinais (DII) podem ser representadas pela doença de Crohn (DC) e pela retocolite ulcerativa (RCU), essas patologias caracterizam-se pelo caráter crônico e recidivante da inflamação. Ainda não existe consenso acerca do agente etiológico, mas alguns estudos apontam para a existência de fatores ambientais, genéticos, da microbiota intestinal, imunológicos, além do estresse oxidativo. Sabe-se que a formação de espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio está aumentada durante o processo inflamatório, sendo um fator agravante para a fisiopatologia das DII. Dessa forma, a utilização de um agente antioxidante como adjuvante no tratamento seria uma possibilidade para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O ácido alfa-lipoico (AAL) é um composto organossulfurado, contendo oito átomos de carbono e dois átomos de enxofre, está presente em células procarióticas e eucarióticas apresentando um papel central no metabolismo energético, além de possuir um potencial redox de -0,32 V, sendo denominado de antioxidante universal. Assim, o objetivo principal desse trabalho foi obter comprimidos de liberação modificada de AAL para utilização como adjuvante no tratamento das DII. Como etapas preliminares, realizou-se uma prospecção científica e tecnológica, a fim de verificar a utilização pré-clínica desse composto nas DII; desenvolveu-se e validou-se uma metodologia analítica para quantificar o AAL por espectrofotometria UV-Vis, realizou-se um estudo de pré-formulação do AAL, por meio da análise das propriedades de fluxo e pela caracterização do material utilizado como matéria-prima através da comparação com padrão analítico pelas técnicas de espectroscopia no infravermelho e ressonância magnética nuclear (RMN) e formulou-se os comprimidos com liberação modificada. Através da prospecção científica foi possível confirmar a eficácia do AAL nas DII, sendo a atividade atribuída principalmente as suas propriedades antioxidantes, enquanto que a prospecção tecnológica revelou uma área em potencial para exploração, uma vez que poucas patentes foram depositadas com essa aplicação. O método analítico foi desenvolvido, sendo este de fácil execução e de baixo custo, além disso, foi validado, uma vez que atendeu aos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira, sendo seletivo, linear, preciso, exato e robusto. A análise da morfologia das partículas por MEV demonstrou a característica cristalina, que foi confirmada pela difração de raios-X, além disso, apresentou uma média de tamanho de partícula de 250 µm. O estudo das propriedades de fluxo demonstrou a necessidade de utilização de excipientes específicos para a melhoria desta característica, pois o pó apresentou razão de Hausner de 1,51 e índice de Carr de 34,1%, ângulo de repouso e tempo de escoamento infinitos, revelando um fluxo ruim. As técnicas de espectroscopia no infravermelho e RMN confirmaram a identidade da matéria-prima utilizada para a obtenção dos comprimidos através de comparação com o padrão analítico. Foram obtidos comprimidos de AAL com a hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), mesocarpo de babaçu e estearato de magnésio sem e com revestimento com Eudragit® S (lotes 2 e 4, respectivamente), os quais atenderam aos critérios de qualidade exigidos pela Farmacopeia Brasileira. O ensaio de dissolução in vitro mostrou que os comprimidos do lote 2 apresentaram uma liberação convencional, uma vez que 90% do conteúdo foi liberado em 30 minutos nos meios de dissolução com pH 1,2 e 7,4, enquanto que os comprimidos do lote 4 apresentaram uma liberação modificada, uma vez que não houve liberação do conteúdo em pH 1,2, sendo este totalmente liberado após 30 minutos em pH 7,4. Dessa forma, foram desenvolvidos comprimidos de liberação entérica, ideais para utilização por pacientes com DII.  


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 4546016 - HILRIS ROCHA E SILVA
Externo ao Programa - 021.251.943-33 - LAISA LIS FONTINELE DE SÁ - UFPI
Externo à Instituição - LINA CLARA GAYOSO E ALMENDRA IBIAPINA MORENO - UFPE
Presidente - 1512631 - LIVIO CESAR CUNHA NUNES
Notícia cadastrada em: 27/08/2018 09:49
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