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Banca de QUALIFICAÇÃO: ILUSKA MARTINS PINHEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ILUSKA MARTINS PINHEIRO
DATA: 27/06/2014
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório do Curso de Farmácia
TÍTULO:

Desenvolvimento tecnológico de emulgel de anfotericina B: estudo de pré-formulação e atividade leishmanicida in vivo.


PALAVRAS-CHAVES:

Anfotericina B, emulgel, leishmania


PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

A leishmaniose cutânea é uma doença parasitária negligenciada, cujo tratamento é de difícil acesso. Dentre os fármacos que tem utilidade clínica no tratamento da leishmaniose destaca-se a anfotericina B (AmB), que tem sua utilização por via oral e parenteral limitada pela sua toxicidade. Assim, o desenvolvimento de formulação tópica como alternativa terapêutica é essencial para permitir maior adesão e efetividade ao tratamento. O presente estudo tem por objetivo o desenvolvimento de emulgel de AmB com a finalidade de aumentar a permeação do fármaco e minimizar problemas relacionados à toxicidade. Nesse estudo, preparou-se organogel com AmB e diferentes promotores químicos de permeação cutânea. Realizou-se ensaios de estabilidade preliminar (ciclo gelo-degelo a temperatura de 5 ± 0,5ºC e 45 ± 0,5 °C) e validou-se metodologia analítica por espectrofotometria no UV/Vis para quantificação do princípio ativo na formulação, segundo RE n° 899/2003 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Além disso, realizou-se cinética de liberação in vitro utilizando membrana artificial de celulose 5µm com células de difusão tipo Franz. Por fim, investigou-se estudo in vivo utilizando camundongos (Mus musculus) e acompanhou-se a evolução das lesões através dos seguintes parâmetros: tamanho das lesões, recuperação de parasitos em fragmentos de pele e realização de histopatológico. A formulação de emulgel de AmB com ácido oléico 5% resistiu à estabilidade preliminar e no ensaio de cinética de liberação apresentou desempenho 6X superior à formulação controle. In vivo, essa formulação apresentou regressão significativa no tamanho das lesões, menor recuperação de parasitos em fragmentos de pele e maior tempo de recidiva da patologia após término do tratamento. Com isso, o bom desempenho do emulgel obtido viabiliza a formulação para novas investigações como promessa de tratamento alternativo eficaz para leishmaniose cutânea.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1668358 - ANDRE LUIS MENEZES CARVALHO
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO MIRANDA DE SOUSA - UFPE
Interno - 1549662 - HERCILIA MARIA LINS ROLIM
Notícia cadastrada em: 16/06/2014 14:37
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