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Banca de DEFESA: GEORGE LAYLSON DA SILVA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEORGE LAYLSON DA SILVA OLIVEIRA
DATA: 07/11/2014
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do Núcleo de Pesquisa de Plantas Medicinais
TÍTULO:

ENSAIOS NÃO CLÍNICOS COM O ACETURATO DE DIMINAZENO: UMA ABORDAGEM CONTRA O AGENTE INFECCIOSO Schistosoma mansoni Sambon


PALAVRAS-CHAVES:

Aceturato de diaminazeno; Antioxidante; Esquistomicida; Toxicidade; S. mansoni.


PÁGINAS: 136
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
SUBÁREA: Análise e Controle de Medicamentos
RESUMO:

 

O agente antiparasitário aceturato de diaminazeno (C14H15N7·2C4H7NO3) é uma diamidina aromática que tem sido estudado com relação a seu potencial terapêutico para outras doenças e consequentemente tem despertado o interesse pelo desenvolvimento de novas pesquisas. Desta forma, o presente estudo teve por objetivo determinar a atividade antiparasitária in vitro do aceturato de diminazeno contra vermes adultos de Schistosoma mansoni, bem como sua toxicidade aguda em camundongos. Para a avaliação da toxicidade aguda, o aceturato de diminazeno em dose única (0, 1.000 e 2.000 mg/kg) foi administrado por via oral e intraperitoneal em camundongos Swiss e os parâmetros fisiológicos, bioquímicos, hematológicos e alterações no comportamento (atividade locomotora e coordenação motora) analisados. Além destes procedimentos, o presente estudo determinou a toxicidade em Artemia salina, capacidade hemolítica em eritrócitos de ratos e antioxidante in vitro. Os resultados obtidos com a administração aguda do aceturato de diminazeno indicaram alterações (p<0,05) em alguns parâmetros bioquímicos e hematológicos, interferiu no Sistema Nervoso Central pela redução da capacidade comportamental (atividade locomotora e coordenação motora) e provocou a morte de camundongos de ambos os sexos. Neste estudo também foi observado que camundongos fêmeas tratados por via oral são mais suscetíveis ao aceturato de diminazeno na dose de 1.000 mg/kg e principalmente na dose de 2.000 mg/kg, na qual, foi observado uma taxa de mortalidade três vezes maior (60%). Em relação a exposição ao aceturato de diminazeno por meio da via intraperitoneal, 100% dos animais de ambos os sexos tradados nas doses de 1.000 e 2.000 mg/kg morreram apresentandos vários sinais de toxicidade. Diferentemente do observado em camundongos, o aceturato de diminazeno não foi tóxico para as A. salina e apenas foi observado taxa de mortalidade a partir de 72 horas de exposição. Além da baixa toxiciadade em A.salina, o aceturato de diminazeno não demonstrou ser citotóxico pelo rompimento das membranas das bicamadas lipídicas de eritrócitos de ratos. Os resultados antioxidantes in vitro indicaram baixa capacidade antioxidante contra os radical radicais DPPH• e ABTS•+, bem como a sua capacidade de transferir elétrons pelo potencial redutor. Para a avaliação da atividade esquistomicida in vitro, os resultados obtidos demonstraram que o aceturato de diminazeno nas concentrações de 242,5, 484,2 e 969,9 nM provocou uma redução da atividade motora e elevada taxa de mortalidade dos vermes S. mansoni (p<0,05). Os resultados também demonstraram que o aceturato de diminazeno tem a capacidade de separar todos os casais adultos de S. mansoni (inibição da oviposição) e na análise por microscopia confocal a laser foram observados alterações morfológicas na superfície de vermes machos de S. mansoni como desintegração de tubérculos. Sendo assim, no presente estudo foi constatado que o aceturato de diminazeno induziu vários sinais de toxicidade quando administrado por via oral e intraperitoneal em dose única (1.000 e 2.000 mg/kg) ao longo de um período de tempo de 14 dias em camundongos e também descreveu uma nova atividade farmacológica contra vermes adultos de S. mansoni in vitro por meio de observações nos parâmetros de mortalidade, redução na atividade motora, alterações tegumentares e oviposição.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1638285 - RIVELILSON MENDES DE FREITAS
Interno - 1439403 - GILBERTO SANTOS CERQUEIRA
Externo à Instituição - ARNOBIO ANTONIO DA SILVA JUNIOR - UFRN
Notícia cadastrada em: 16/10/2014 09:00
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