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Banca de QUALIFICAÇÃO: KEYLLA DA CONCEIÇÃO MACHADO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KEYLLA DA CONCEIÇÃO MACHADO
DATA: 31/07/2014
HORA: 14:30
LOCAL: NPPM
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS DO FERULATO DE ISOPENTANOÍLA


PALAVRAS-CHAVES:

Ansiedade. Antioxidante. Camundongos. Epilepsia.


PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Farmacologia
SUBÁREA: Neuropsicofarmacologia
RESUMO:

O ferulato de isopentanoíla (FI) é éster um derivado do ácido ferúlico obtido por meio de uma reação de esterificação. Contudo, ainda não há pesquisas quanto as propriedades farmacológicas e toxicológicas, principalmente sobre o sistema nervoso central (SNC) deste fenilpropanoíde. Diante disto, o objetivo deste estudo foi avaliar a toxicidade e investigar o potencial antioxidante e as propriedades farmacológicas sobre o SNC do FI. Para tanto, foi realizada inicialmente uma prospecção tecnológica, seguida pela a avaliação da toxicidade no teste de Artemia salina e a ação antioxidante in vitro pelos métodos 1,1difenil-2-picrilhidrazil, ácido 2,2'-azinobis-3 etilbenzotiazolina-6-sulfónico, Hidroxila e oxido nítrico. Além disto, foi verificada sua capacidade em inibir a peroxidação lipídica por meio da determinação das substâncias reativas com o ácido tiobarbitúrico (TBARS), bem como seu potencial redutor nas concentrações 3,4; 6,8; 13,6; 27,2 e 54,4 nM. Os testes do campo aberto e do rota rod foram aplicados para avaliar o efeito sobre a atividade psicomotora em camundongos Swiss que foram tratados por via intraperitoneal (i.p.) com 25; 50; 75 ou 150 mg/kg de FI, grupo controle (salina, 10 mL/kg) e diazepam (1 mg/kg) (i.p., controle positivo testes ansiolíticos), flumazenil (2,5 mg/kg) e ácido ascórbico (2,5 mg/kg controle positivo testes antioxidantes). A atividade ansiolítica foi observada pelo teste de esconder esferas (TEE). Para avaliação da atividade antiepiléptica com as mesmas doses de FI usadas no teste psicomotores, foram utilizados os modelos de epilepsia induzido por pilocarpina ou pentilenotetrazol. Os testes para avaliar o potencial antioxidante ex vivo foi feita por meio da hemólise dos eritrócitos de ratos induzida por peróxido de hidrogênio e no hipocampo de camundongos submetidos ao TEE. Na realização da prospecção tecnológica foi encontrado apenas duas patentes relacionada ao ácido ferúlico e suas propriedades sobre o SNC. O FI não demonstrou efeito tóxico frente a taxa de mortalidade sobre os microcrustáceos (p>0,05). Na avaliação antioxidante in vitro, em todos os testes FI apresentou alta capacidade antioxidante. Sobre o estudo comportamental, nos grupos tratados com FI, no teste do campo aberto, não houve redução da atividade locomotora e no teste do rota rod não houve registro de déficit motor. O efeito ansiolítico do FI pode ser mediado pelo sistema GABAérgico, uma vez que este efeito foi revertido pelo flumazenil. Por sua vez, na avaliação da atividade antiepiléptica, foi visto uma redução nas crises epilépticas, bem como um aumento na taxa de sobrevivência nos dois modelos de epilepsia. O FI inibiu a hemólise in vitro e reduziu o nível de peroxidação lipídica e conteúdo de nitrito. Além disso, aumentou a atividade das enzimas catalase, glutationa peroxidase e superóxido dismutase no hipocampo de camundongos, sugerindo que seu papel antioxidante pode ser devido à modulação positiva destas enzimas. Os resultados sugerem que o FI apresenta potencial para desenvolvimento de estudos futuros que visam novas alternativas para o tratamento de doenças neuropsiquiátricas e relacionadas ao estresse oxidativo.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1638285 - RIVELILSON MENDES DE FREITAS
Interno - 2246074 - FRANCISCO DE ASSIS OLIVEIRA
Interno - 423551 - RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
Externo ao Programa - 130.036.743-15 - ANA AMELIA DE CARVALHO MELO CAVALCANTE - UFPI
Notícia cadastrada em: 02/07/2014 15:49
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