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Banca de QUALIFICAÇÃO: GIZELA COSTA FALCAO DE CARVALHO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GIZELA COSTA FALCAO DE CARVALHO
DATA: 22/12/2018
HORA: 16:00
LOCAL: Museu da Vila
TÍTULO: ATELIÊ-ESCOLA DO MUSEU DA VILA COQUEIRO DA PRAIA | LUÍS CORREIA | PIAUÍ
PALAVRAS-CHAVES: Patrimônio cultural; Design de moda e produto; Economia Criativa; Sustentabilidade.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Museologia
RESUMO:

Neste estudo e intervenção estamos a construir desde janeiro de 2018, com um dez mulheres entre 30 a 60 anos, residentes no Bairro Coqueiro da Praia em Luís Correia no Piauí, e com cinco profissionais do designde moda e produto um ateliê-escola no Museu da Vila - o Ateliê da Vila, espaço o Mestrado Profissional em Museologia da Universidade Federal do Piauí e da Associação de Moradores do Bairro Coqueiro da Praia estão sediados. No Ateliê da Vila está sendo construída de forma participativa e colaborativa a coleção moda-praia “Navegar é preciso”. O processo iniciou com oficinas de design de moda e produto em local adaptado, na residência de uma das moradoras do Bairro, apenas com uma máquina de costura, com tecidos e outros materiais que adquirimos. Hoje, o Ateliê já ocupa uma das salas do Museu da Vila, e recebe diariamente as mulheres do Bairro que estão a construir a coleção com o uso de seis máquinas industriais e tecidos doados por empresas parceiras. O ateliê-escola e a coleção moda-praia têm o objetivo de pesquisar, documentar e comunicar a paisagem cultural da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba, que abriga uma população detentora de um rico e complexo patrimônio cultural, é um território berçário de espécies em perigo de extinção como as tartarugas marinhas, o peixe-boi e cavalo marinho. No Bairro vive uma população cuja marca de identidade são as artes de pesca, o artesanato em taboa, carnaúba, barro, linha, madeira. Os homens exercem o ofício da pesca artesanal e as mulheres são domésticas, professoras e têm habilidade para o artesanato. Nos últimos 30 anos, as artes de pesca e o artesanato são patrimônio em risco, as canoas começam a desaparecer da orla da praia do Coqueiro e o artesanato local praticamente não existe mais, sendo possível encontrar poucas senhoras, com idade bem avançada (50 a 80 anos), no referido Bairro, a manterem os modos de saber-fazer dos trançados em taboa, carnaúba e crochê. Há uma quantidade significativa de população entre 18 a 30 anos sem emprego ou subempregada, portanto, uma população vulnerável, que necessita de emprego e renda, solução que pode estar na museologia e inovação social, no empreendedorismo, que permita o conhecimento e reconhecimento do valor do patrimônio cultural e natural como elemento econômico e sustentável, e o design de moda e produto é a expressão cultural do grupo social que o criou e consome. Assim, construir um ateliê-escola, uma coleção de moda é imergir na cultura local, perceber  costumes, tradições, valores, códigos de convivência de uma comunidade. Neste trabalho, abrimos mão da autoria e dividimos a capacidade criativa com o grupo de mulheres, no preocupamos menos com os detalhes técnicos e mais com a estética sensível da construção do processo, que nos movimenta e nos envolve enquanto mulher trabalhando como tantas outras mulheres, criando uma coleção atenta à modelagem, tecidos, produção e, sobretudo, no ambiente sócio, histórico e cultural da comunidade de onde ela emerge. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1344635 - ARTEMISIA LIMA CALDAS
Externo ao Programa - 1313121 - MARIA DE JESUS FARIAS MEDEIROS
Presidente - 217.303.853-20 - RITA DE CÄSSIA MOURA CARVALHO - ULB
Notícia cadastrada em: 14/12/2018 09:34
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb05.ufpi.br.instancia1 03/06/2020 23:03