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JEFFERSON GONÇALVES MARTINS
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COMPATIBILIDADE FUNCIONAL ENTRE Bradyrhizobium brasilense E Trichoderma spp. DETERMINA O DESEMPENHO DE BIOFORMULAÇÕES DE ALGINATO PARA A SOJA
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Orientador : ELAINE MARTINS DA COSTA
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Data: 31/07/2026
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A coencapsulação de microrganismos com funções complementares pode ampliar o desempenho de bioinoculantes, mas seus efeitos dependem da compatibilidade funcional entre os parceiros. Este estudo avaliou a encapsulação individual e a coencapsulação, em alginato de sódio, de duas estirpes de Bradyrhizobium brasilense (UFLA 06-19 e UFLA 06-22) e dois isolados de Trichoderma spp. (UFPIT04 e UFPIT13), bem como os efeitos das formulações na soja. A compatibilidade foi examinada por inoculações simultânea e sequencial, seguidas da caracterização das cápsulas e da recuperação microbiana. Em casa de vegetação, o experimento foi conduzido em blocos casualizados, com dez tratamentos e oito repetições. Avaliaram-se nodulação, crescimento, pigmentos fotossintéticos, nutrição mineral e componentes de produção. Todas as combinações apresentaram crescimento conjunto, sem halos de inibição. As cápsulas apresentaram massa e diâmetro médios de 22 mg e 3,11 mm e permitiram recuperar ambos os microrganismos das formulações coencapsuladas. UFLA 06-19 + UFPIT13 apresentou as maiores médias de número e massa seca de nódulos, com 11,50 nódulos planta⁻¹ e 0,455 g planta⁻¹, mas essa resposta não se converteu nas maiores biomassas radicular e total. UFLA 06-22 + UFPIT04 reuniu as maiores médias de massa seca radicular e total, com 11,52 e 23,28 g planta⁻¹, acúmulo consistente de nutrientes nas raízes, elevada eficiência de utilização de N e S e o maior peso de mil grãos, de 92,16 g. UFPIT04, isoladamente, apresentou os maiores valores absolutos de clorofila total, carotenoides e área foliar. Sob fornecimento de N mineral, UFPIT13 favoreceu a aquisição de N e apresentou o maior número de grãos e a maior produção, com 145,75 grãos e 11,03 g planta⁻¹, valor 64,4% superior ao controle fertilizado. A recuperação de B. brasilense e Trichoderma spp. a partir da mesma cápsula confirmou a compatibilidade dos microrganismos com a matriz de alginato. Entretanto, a coencapsulação não produziu respostas aditivas para todas as características avaliadas. O desenvolvimento dessas formulações para a soja deve, portanto, partir da seleção específica da estirpe bacteriana e do isolado fúngico de acordo com a resposta agronômica pretendida.
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KARMEM GUIMARÃES BEZERRA
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MACRONUTRIENT DEFICIENCIES ALTER GROWTH, NUTRITIONAL STATUS, AND ANTIOXIDANT METABOLISM IN Schizolobium amazonicum SEEDLINGS
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Orientador : JULIAN JUNIO DE JESUS LACERDA
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Data: 31/07/2026
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A identificação precoce de deficiências minerais é essencial para a produção de mudas florestais de elevada qualidade. Objetivou-se caracterizar os efeitos da omissão individual de N, P, K, Ca, Mg e S sobre o crescimento, o estado nutricional, a eficiência nutricional, os pigmentos fotossintéticos, o metabolismo antioxidante e os sintomas visuais de mudas de Paricá (Schizolobium amazonicum). O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento em blocos casualizados, com solução nutritiva completa e seis tratamentos de omissão, quatro repetições e duas plantas por unidade experimental. Os sintomas surgiram primeiro sob omissão de Mg, seguidos por N, P, S e K; não foram observados sintomas foliares de Ca até 150 dias após o transplantio. A omissão de N reduziu a área foliar em 61,76% e a massa seca da parte aérea em 33,07%, enquanto as omissões de K e S também reduziram a altura. As deficiências alteraram o acúmulo e as eficiências de nutrientes e induziram respostas antioxidantes dependentes do nutriente e do tecido. Conclui-se que N, K e S foram os nutrientes que mais limitaram o crescimento inicial, enquanto as respostas a P, Ca e Mg foram detectadas principalmente por indicadores nutricionais, radiculares ou bioquímicos. A combinação de sintomas visuais, crescimento e marcadores oxidativos amplia a capacidade de diagnóstico nutricional de mudas de S. amazonicum.
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MIKAEL RIBEIRO DA SILVA
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Diversificação de porta-enxertos para limeira-ácida 'Tahiti': modulação do desempenho morfofisiológico e da nutrição, durante o crescimento inicial, no Semiárido de Alvorada do Gurguéia-PI
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Orientador : GABRIEL BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
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Data: 31/07/2026
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A diversificação de porta-enxertos é fundamental para aumentar a adaptação e o desempenho de pomares cítricos em ambientes semiáridos. No entanto, ainda são escassas as informações sobre os efeitos integrados dos porta-enxertos sobre processos fisiológicos e metabólicos relacionados ao crescimento da lima ácida ‘Tahiti’. Este estudo avaliou a influência de 22 porta-enxertos sobre o crescimento vegetativo, a nutrição mineral, os pigmentos fotossintéticos e o metabolismo primário da lima ácida ‘Tahiti’ CNPMF-5059 durante a fase de estabelecimento do pomar em condições semiáridas. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, com três repetições e quatro plantas por parcela. Aos 25 meses após o transplantio, foram avaliadas características morfológicas, teores foliares de nutrientes, pigmentos fotossintéticos e compostos bioquímicos. Os porta-enxertos influenciaram significativamente o crescimento, a composição mineral, os pigmentos e o metabolismo da copa. O porta-enxerto BRS N Gimenes Fernandes apresentou o melhor desempenho geral, destacando-se pela maior altura de planta (1,076 m), volume de copa (1,522 m³), índice de vigor vegetativo (3,280), teores de clorofilas e carotenoides, além de maiores concentrações de aminoácidos livres e carboidratos solúveis. Diferenças significativas também foram observadas para os teores foliares de P, Ca, Mg, S, Cu, Mn e Zn, bem como para os índices de equilíbrio nutricional. Os resultados demonstram que os porta-enxertos regulam diferencialmente processos fisiológicos e metabólicos relacionados ao crescimento vegetal, destacando o BRS N Gimenes Fernandes como alternativa promissora para o cultivo da lima ácida ‘Tahiti’ em condições semiáridas.
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JOSÉ LUCAS VIEIRA PINHEIRO
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MODELAGEM DE COPA E ESPAÇO VITAL PARA O CRESCIMENTO DO MOGNO-AFRICANO E SUAS IMPLICAÇÕES NO MANEJO FLORESTAL
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Orientador : ANDRESSA RIBEIRO
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Data: 10/07/2026
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Esta pesquisa teve como foco compreender a dinâmica de crescimento, a arquitetura de copa e o manejo de povoamentos de mogno-africano, visando fornecer subsídios técnicos para o planejamento silvicultural e a otimização da produção florestal. No Capítulo 2, foi avaliada a simetria de copa de duas espécies de mogno-africano, Khaya grandifoliola e Khaya senegalensis, em diferentes plantações localizadas nos estados de Minas Gerais e Goiás, Brasil. O estudo investigou o número mínimo de medições de raios de copa (R) necessárias para estimar com precisão o diâmetro de copa (DC) e analisar sua relação com o diâmetro do tronco (D). Os resultados mostraram que ambas as espécies apresentaram copas predominantemente simétricas, embora K. grandifoliola tenha desenvolvido copas maiores que K. senegalensis. Verificou-se que a realização de pelo menos quatro medições sistemáticas de R, distribuídas em ângulos superiores a 45°, é suficiente para estimar adequadamente o DC. Além disso, foi constatado que o número e a disposição dos raios medidos influenciam diretamente as relações alométricas utilizadas para modelar o crescimento das árvores. No Capítulo 3, o estudo avançou para a definição da densidade ótima de árvores em plantios de K. grandifoliola, determinando o número máximo de indivíduos que podem ser mantidos por unidade de área antes do início da competição intensa entre árvores. A partir de relações alométricas entre D, DC, idade e incremento médio anual diamétrico, foram estabelecidas classes de produtividade e simulados diferentes regimes de desbaste para variados espaçamentos de plantio. Os resultados indicaram que o manejo baseado na manutenção da densidade próxima ao limite máximo suportado pelo povoamento permite controlar a competição, promover o crescimento diamétrico e planejar intervenções ao longo da rotação florestal. As simulações mostraram a necessidade de remoções graduais de árvores por meio de desbastes sucessivos, variando conforme a produtividade do sítio e o espaçamento inicial, possibilitando estimativas de produção e apoio à tomada de decisão técnica. Enquanto o Capítulo 2 estabelece procedimentos confiáveis para a mensuração e modelagem da copa, o Capítulo 3 utiliza essas informações para definir densidades de manejo e estratégias de desbaste que favoreçam o crescimento das árvores e a produtividade dos plantios.
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KENNEDY DE PAIVA PORFIRIO
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Caracterização de progênies de Dimorphandra mollis Benth. provenientes do sul do Piauí, Brasil
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Orientador : ANTONIO CARLOS FERRAZ FILHO
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Data: 16/04/2026
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Dimorphandra mollis Benth. conhecida popularmente como (fava-d'anta) é uma árvore nativa dos biomas Cerrado e Caatinga brasileira, possui elevado valor econômico e ecológico, sendo responsável por aproximadamente 50% da produção mundial de rutina, bioflavonoide amplamente utilizado pelas indústrias farmacêutica e cosmética. Toda a sua produção comercial depende exclusivamente do extrativismo em populações naturais, sem cultivo estabelecido, aliado ao desmatamento e às queimadas recorrentes, impõe riscos crescentes de erosão genética. Nesse contexto, a presente tese foi desenvolvida em três capítulos complementares, visando ampliar o conhecimento científico sobre a espécie em aspectos estratégicos para sua conservação e melhoramento. O Capítulo 1 realizou uma revisão sistemática e análise bibliométrica da produção científica sobre D. mollis a partir de 19 artigos selecionados nas bases Scopus e Web of Science (2004 a 2025), organizados em seis eixos temáticos, complementados por inferências dendrométricas do Inventário Florestal Nacional. Os resultados evidenciaram que a produção científica concentrou-se entre 2004 e 2012, com lacunas expressivas nas décadas seguintes e ausência de revisões sistemáticas específicas. Os dados do Inventário Florestal Nacional revelaram probabilidade de ocorrência da espécie de apenas 3,97% em parcelas quando lançadas no Cerrado, densidade média de 63 indivíduos por hectare e predominância nas menores classes diamétricas, indicando comprometimento do recrutamento para estágios adultos e desequilíbrio estrutural nas populações naturais. O Capítulo 2 estimou parâmetros genéticos quantitativos em um teste de progênie instalado em São Gonçalo do Gurguéia, Piauí, com 72 árvores matrizes distribuídas em quatro populações. Avaliações de altura e diâmetro do coleto foram realizadas aos 30, 90, 150, 480 e 570 dias após a semeadura, abrangendo as fases de viveiro, rustificação e campo, com parâmetros estimados pelo método REML/BLUP. A herdabilidade média variou de moderada a alta (0,21 a 0,84), indicando expressivo controle genético e bom potencial de ganhos por seleção. Dez progênies mantiveram ganhos superiores em altura em todas as fases avaliadas, e a análise de divergência genética resultou em cinco grupos distintos, confirmando ampla variabilidade na população e potencial para programas de conservação e melhoramento. O Capítulo 3 avaliou parâmetros morfológicos de germinação em 67 progênies das mesmas populações, por meio de testes de germinação em câmaras BOD e Análise de Componentes Principais, integrada aos parâmetros genéticos do Capítulo 2. A PCA explicou 74,99% da variância total, revelando correlação positiva entre germinação e comprimento de raiz, e negativa entre vigor e contaminação fúngica. A integração com os dados de campo confirmou que o vigor inicial em laboratório é um bom preditor do desempenho genético a longo prazo, embora a interação genótipo × ambiente exerça influência relevante sobre o desempenho final no campo. Em conjunto, os três capítulos demonstram que D. mollis detém expressivo potencial genético, mas permanece vulnerável à erosão genética decorrente do extrativismo predatório e do desmatamento. A regulamentação do extrativismo, a criação de bancos de sementes com representatividade genética regional e o avanço em pesquisas integradas de melhoramento constituem as principais prioridades para garantir a conservação e o uso sustentável da fava-d'anta no Cerrado brasileiro.
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ANA PAULA MARTINS DE SOUSA ALMEIDA
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QUALIDADE FÍSICA DO SOLO EM CRONOSSEQUÊNCIA DE USO AGRÍCOLA EM LATOSSOLO DO CERRADO PIAUIENSE
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Orientador : RONNY SOBREIRA BARBOSA
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Data: 08/04/2026
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A intensificação agrícola no Cerrado tem alterado a funcionalidade física de Latossolos sob cultivo mínimo prolongado. Este estudo avaliou os efeitos de diferentes tempos de adoção do cultivo mínimo (12, 18 e 24 anos) sobre a qualidade física de um Latossolo Amarelo distrófico, tendo vegetação nativa de Cerrado como referência. Amostras foram coletadas desde a superfície do solo até 0,5 m de profundidade para determinação da estabilidade de agregados, porosidade, densidade, resistência à penetração, carbono orgânico total e dos índices S e de estabilidade estrutural. A qualidade física apresentou acentuada estratificação vertical. O cultivo mínimo manteve a estabilidade estrutural na superfície (DMG entre 2,01–2,24 mm), mas reduziu a macroporosidade. A principal restrição estrutural ocorreu na camada intermediária (0.1–0.3 m), onde a densidade atingiu ~1,60 g cm⁻³ e a resistência à penetração aproximou-se dos limites críticos após duas décadas de uso. Em subsuperfície (0.3–0.5 m), a menor qualidade associou-se a fatores pedogenéticos. O carbono orgânico total apresentou forte estratificação, evidenciando seu papel na funcionalidade estrutural. Os índices S e SI permitiram distinguir alterações induzidas pelo manejo das limitações naturais. Embora o cultivo mínimo favoreça as condições superficiais, a persistência de restrições mecânicas em subsuperfície limita a sustentabilidade física de longo prazo. A persistência de restrições mecânicas em subsuperfície, mesmo sob cultivo mínimo, evidencia a necessidade de estratégias complementares (plantas de cobertura com sistema radicular profundo e manejo do tráfego) para assegurar a sustentabilidade física de longo prazo do solo.
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GONÇALVES ALBINO DAUALA
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Papel de bactérias promotoras de crescimento no metabolismo e defesa da palma forrageira (Nopalea cochenillifera) P. Mill. sob déficit hídrico
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Orientador : RAFAEL DE SOUZA MIRANDA
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Data: 31/03/2026
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A restrição hídrica tem sido um cenário recorrente no globo terrestre, especialmente nas áreas produtivas das regiões áridas e semiáridas. Embora a palma forrageira (Nopalea cochenillifera) apresente elevada tolerância à limitação hídrica, seu potencial produtivo é reduzido sob estresse prolongado. Nesse contexto, as bactérias promotoras de crescimento de plantas (BPCPs) representam uma estratégia promissora para aumentar a tolerância ao déficit hídrico. Assim, este estudo foi desenvolvido para testar a hipótese de que estirpes de BPCPs dos gêneros Bacillus e Paenibacillus, associadas à adubação nitrogenada, aumentam a tolerância ao déficit hídrico em plantas de palma forrageira das variedades Doce Miúda e Baiana, por meio da modulação de metabólitos e processos bioquímicos relacionados à homeostase hídrica e redox. O capítulo 1 apresenta a fundamentação teórica do estudo. Os capítulos 2 e 3 contemplam os resultados dos ensaios em casa de vegetação, conduzidos com plantas da variedade Doce Miúda, em delineamento em blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial 8 × 2. Os tratamentos consistiram em oito combinações de inoculação [três estirpes de BPCPs (Paenibacillus sp. IPAC C38 e IPACC55 e Bacillus subtilis IPACC29) com e sem adubação nitrogenada (N), além de dois controles não inoculados (UI), com e sem N] e dois regimes hídricos [controle (50% da capacidade de campo do solo - CC) e déficit hídrico (25% da CC)]. As avaliações foram realizadas após 150 dias de estresse. O capítulo 2 demonstra que as estirpes de BPCPs, especialmente IPAC-C29 associado ao N, atenuam os danos do déficit hídrico, promovendo maior acúmulo de N e compostos orgânicos, incremento da biomassa seca radicular e maior tolerância relativa ao estresse. Já o capítulo 3 aborda os mecanismos antioxidantes, teores de solutos orgânicos e perfil metabólico. Sob déficit hídrico, plantas inoculadas com IPACC29 apresentaram redução nos danos oxidativos, uma resposta associada com menores teores de H2O2 e MDA nos cladódios, acionamento de antioxidantes enzimáticos (atividade da SOD e APX) e não enzimáticos (prolina, proteínas solúveis e ácidos orgânicos) e maior acúmulo de metabólitos primários (como ácido málico, sacarose e frutose) e marcadores moleculares de estresse. As respostas indicaram maior eficiência do metabolismo CAM frente ao déficit hídrico. Por fim, o capítulo 4 apresenta os ensaios no campo, visando a validação dos resultados em casa de vegetação. Nessa etapa foram conduzidos dois ensaios paralelamente com as variedades Baiana e Doce Miúda, em DBC, esquema fatorial 3 × 2, com três tratamentos de inoculação (UI, IPACC29 e IPACC55, todos com 50% da dose de N) e dois regimes hídricos com lâmina fixa de 8,5 mm (controle - irrigação a cada 7 dias e déficit hídrico - irrigação a cada 30 dias). Na ocasião, as avaliações foram realizadas aos 108 dias após a imposição do déficit hídrico. Os resultados demonstraram que a inoculação com IPACC29 favorece o acúmulo de água e biomassa de cladódios sob condição bem irrigada. Sob déficit hídrico, embora haja ativação de repostas de defesa sob inoculação com IPACC29, como acúmulo de pigmentos fotossintéticos e status hídrico, esses ajustes foram insuficientes manter a produtividade. Conclui-se que as BPCPs são promissoras mitigar os danos do déficit hídrico na palma forrageira, promovendo ajustes bioquímicos, regulação metabólica e redução do estresse oxidativo. A IPACC29 se mostrou efetiva para maior acúmulo de água e biomassa sob disponibilidade hídrica adequada no campo. O uso de BPCPs configura-se como estratégia biotecnológica sustentável para aumentar a produção de biomassa em regiões semiáridas.
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STEFANE DA SILVA RODRIGUES
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Propriedade inseticida do óleo essencial da polpa dos frutos de pequi in natura e em nanoemulsão contra Bemisia tabaci MEAM1 em soja e seus efeitos inibitórios sobre a acetil coenzima A carboxilase
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Orientador : FRANCISCA DIANA DA SILVA ARAUJO
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Data: 02/03/2026
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Caryocar brasiliense Camb. é uma espécie nativa do Cerrado brasileiro, cujo óleo essencial ainda é pouco explorado quanto às suas propriedades inseticidas. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar a eficácia inseticida de nanoemulsões contendo óleo essencial da polpa do fruto de C. brasiliense (pequi) sobre Bemisia tabaci MEAM1 em folhas de soja. A análise química revelou predominância de ésteres, sendo o hexanoato de etila o composto majoritário (92,82±0,56%). A nanoemulsão apresentou eficácia estatisticamente semelhante ao inseticida sintético 24 h após a aplicação, nas concentrações de 10000 e 20000 ppm, sem causar fitotoxicidade, enquanto o óleo essencial in natura provocou efeitos fitotóxicos na maior concentração. As concentrações letais para reduzir o número de indivíduos em 50% (CL₅₀) da nanoemulsão foram de 12368,0, 7162,8, 5364,9 e 3251,6 ppm após 48, 72, 96 e 120 h de exposição, respectivamente. Para o óleo essencial in natura, os valores de CL₅₀ foram de 12617,5, 1102,3 711,2 e 253,5 ppm, indicando aumento da toxicidade ao longo do tempo de exposição, embora tenham sido observados efeitos fitotóxicos a partir de 72 h. Análises de docking molecular indicaram interação do hexanoato de etila com a enzima acetilCoA carboxilase, sugerindo interferência na biossíntese lipídica como possível mecanismo de ação inseticida. Esses resultados demonstram o potencial inseticida do óleo essencial de C. brasiliense e evidenciam a nanoemulsificação como uma estratégia promissora para o desenvolvimento de formulações mais seguras, estáveis e eficazes no manejo sustentável de B. tabaci.
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SARA DO LAGO GOMES
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Bacillus pumilus RS11 no controle de Macrophomina phaseolina: eficácia em casa de vegetação, estudo do modo de ação usando metabolômica por espectrometria de massas e desenvolvimento de biofungicida
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Orientador : FRANCISCA DIANA DA SILVA ARAUJO
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Data: 27/02/2026
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Esta dissertação investigou o potencial de Bacillus pumilus RS11, isolada de raízes de plantas de soja cultivadas no sudoeste piauiense, para o controle biológico da doença podridão de carvão causada por Macrophomina phaseolina, integrando abordagens microbiológicas, fisiológicas, metabolômicas e tecnológicas voltadas ao desenvolvimento de um bioinsumo agrícola sustentável. No Capítulo II, foi realizada a caracterização e validação biológica da cepa em experimentos conduzidos em casa de vegetação, os quais revelaram que B. pumilus RS11 foi capaz de controlar a doença causada por M. phaseolina nas plantas de soja, com resultados reprodutíveis em ensaios independentes. Além do efeito fitossanitário, observou-se incremento expressivo nos parâmetros de crescimento vegetal, incluindo aumento de biomassa aérea e radicular, comprimento de raízes, número de folhas e altura das plantas, mesmo sob estresse biótico. Esses resultados evidenciaram efeito multifuncional, combinando antagonismo ao patógeno e promoção de crescimento vegetal. Análises metabolômicas por espectrometria de massas demonstraram a produção de metabólitos associados à atividade antimicrobiana e à promoção de crescimento vegetal, sendo observado que o cocultivo com o fitopatógeno induziu a ativação de vias biossintéticas relacionadas à defesa microbiana, reforçando o caráter responsivo da cepa frente ao estresse biótico. Com base na robustez biológica observada, o Capítulo III descreve o desenvolvimento de um biofungicida líquido formulado com B. pumilus RS11. A formulação apresentou estabilidade físico-química satisfatória, manutenção da viabilidade celular sob estresse térmico e eficácia reprodutível no controle da doença em sementes e plantas de soja. Estudos histopatológicos por microscopia eletrônica de varredura evidenciaram preservação da arquitetura vascular em plantas tratadas com a bioformulação, sugerindo ocupação de nicho e possível formação de biofilme como mecanismo adicional de proteção in planta. A bioformulação demonstrou desempenho superior ou equivalente a fungicidas biológico e químico comerciais, além de potencializar o efeito promotor de crescimento quando comparada à aplicação da suspensão bacteriana isolada.
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PAULO HENRIQUE DALTO
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SOIL FERTILITY, MICROBIAL ACTIVITY, AND CARBON STOCKS IN A CULTIVATION CHRONOSEQUENCE IN THE BRAZILIAN CERRADO
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Orientador : RONNY SOBREIRA BARBOSA
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Data: 27/02/2026
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The growing demand for food has driven the conversion of native areas into arable land, a process that has significantly impacted the Cerrado biome (Brazilian Savanna) in recent years, bringing important implications for the soil carbon (C) balance. In Cerrado soils, typically acidic, nutrient-poor, and usually sandy, the development of cropping systems that promote C accumulation is crucial for agricultural sustainability. In this regard, this study evaluated a cultivation chronosequence (native vegetation vs. 12, 18, and 24 years of cultivation) to identify temporal changes in fertility, microbial activity, and C stocks in the upper 0.5 m of a Oxisol (Latossolo Amarelo Distrófico) under the Cerrado biome in the state of Piauí, Brazil. Total organic carbon (SOC), microbial biomass carbon (MBC), basal soil respiration (C-CO₂), microbial quotient (qMic), metabolic quotient (qCO₂), soil acidity (pH), and stocks of C, Ca, Mg, K, P, S, Fe, Mn, Zn, B, and Cu, as well as CO₂ sequestration, were analyzed at five depths (0.0-10, 10-20, 20-30, 30-40, and 40-50 cm). No significant differences were observed among the areas for MBC, qMic, and qCO₂, however, there was an increase in SOC content, C-CO₂, and C stocks as cultivation time extended. Improvements relative to the native area occurred down to a depth of 50 cm in the sum of bases, base saturation, and stocks of C, Ca, and S. For cation exchange capacity and stocks of Mg and K, the improvement was restricted to the upper 30 cm. Al reduction and pH changes reached 20 cm, while the increase in P stocks and micronutrients (Cu, Mn, Zn, and B) was limited to the surface layer (0.0-10 cm). CO₂ sequestration rates were 0.96, -0.06, and 1.69 Mg ha⁻¹ year⁻¹ for the areas cultivated for 12, 18, and 24 years, respectively. Overall, cultivation time increased microbial activity (providing CO₂ sequestration), chemical fertility, and C and nutrient stocks down to a depth of 50 cm. On average for the profile (0-50 cm), after 24 years of cultivation, base saturation increased by 429% and the sum of bases by 660%. These results indicate that the study of local management systems is fundamental for long-term agricultural sustainability, considering that regional environmental and climatic characteristics directly influence the effectiveness of implemented agricultural practices and their outcomes.
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CARLOS AUGUSTO ZANGRANDO TONELI
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Modelo Digital para Estimativa da Biomassa Aérea Florestal
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Orientador : ANTONIO CARLOS FERRAZ FILHO
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Data: 27/02/2026
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O monitoramento da biomassa acima do solo (AGB) é fundamental para aprimorar estimativas de carbono, orientar políticas de mitigação climática e fortalecer estratégias de conservação dos recursos naturais. No Brasil, a elevada heterogeneidade vegetal e a variação climática entre biomas impõem desafios significativos à modelagem da biomassa florestal. No Capítulo1 é apresentada a revisão geral sobre o assunto. No Capítulo 2, foi realizada a avaliação da acurácia do mapeamento de florestas naturais no bioma Cerrado entre 2007 e 2022, utilizando 5.243 amostras de validação obtidas via Collect Earth Online (CEO/FAO) e parcelas do Inventário Florestal Nacional (IFN). Os resultados evidenciaram que a classe Florestas Naturais apresenta acurácia moderada a alta, entre 66–70% (CEO/FAO) e 81–84% (IFN). Entretanto, observou-se elevada inconsistência na classe Outras Terras Arborizadas, com erros entre 33–42% (CEO/FAO) e 14–53% (IFN), refletindo dificuldades em representar formações abertas com árvores isoladas. No Capítulo 3 foi desenvolvido um método baseado na altura do dossel para estimar biomassa total acima e abaixo do solo com uma resolução de pixels de 10 m para todo o Cerrado. As estimativas obtidas demonstraram forte alinhamento com valores reportados na literatura para savanas e florestas. As maiores incertezas entre altura e biomassa ocorreram em áreas de arbustos, devido à baixa continuidade estrutural do dossel. Foram gerados mapas de estimativa para biomassa aérea, biomassa subterrânea das raízes, serrapilheira, necromassa e biomassa total, constituindo o primeiro produto espacialmente explícito de 10 m para todo o Cerrado com essa abordagem. No Capítulo 4 foi realizada a modelagem estatística da biomassa acima do solo avaliando três tipos de altura do dossel (1, 10 e 30 m) e gradientes ambientais (precipitação e temperatura), utilizando dados de 6.070 parcelas do IFN distribuídas por cinco biomas brasileiros. Entre os modelos avaliados, a função de Gompertz apresentou melhor desempenho, com altura do dossel de 10 m de pixel, explicando 71% da variação de AGB (r = 0,84), com erro médio de 43,9 Mg ha-1 e valor máximo de 385,70 Mg ha-1. A inclusão de variáveis ambientais nos parâmetros do modelo aprimorou o comportamento assintótico e a curvatura, refletindo respostas não lineares da vegetação aos gradientes climáticos, melhorando assim a modelagem da biomassa, resultando em estimativas escaláveis e ecologicamente consistentes no Brasil.
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MARCOS PAULO RODRIGUES TEIXEIRA
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IDENTIFICAÇÃO DE FONTES DE SEDIMENTOS EM BACIAS DA AMÉRICA LATINA [BRASIL/PERÚ]
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Orientador : YURI JACQUES AGRA BEZERRA DA SILVA
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Data: 26/02/2026
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A intensificação dos processos erosivos em bacias hidrográficas degradadas do semiárido brasileiro tem promovido elevados aportes de sedimentos em suspensão, com implicações diretas para a qualidade da água, a dinâmica fluvial e a sustentabilidade ambiental. Nesse contexto, a identificação e quantificação das fontes dominantes de sedimentos constituem etapas fundamentais para subsidiar estratégias eficazes de manejo e recuperação ambiental. Este estudo aplicou uma abordagem integrada de fingerprinting de sedimentos em suspensão na Bacia Hidrográfica do Piripiri (BHP), no núcleo de desertificação de Gilbués, combinando traçadores geoquímicos e óptico-espectrais, técnicas estatísticas de discriminação e modelagem bayesiana de mistura. As fontes potenciais de sedimentos foram classificadas como voçoroca (GU), banco de canal (CB), cerrado (CE) e estrada não pavimentada (UR), enquanto os sedimentos em suspensão (SS) foram amostrados ao longo do curso principal do rio. A seleção dos traçadores seguiu uma estratégia hierárquica em três etapas: (i) aplicação de um teste de intervalo para identificação de propriedades conservadoras; (ii) aplicação do teste H de Kruskal-Wallis (p<0,1) para identificar propriedades estatisticamente discriminantes entre as fontes; e (iii) aplicação da análise discriminante linear (LDA, p<0,1), com seleção de variáveis baseada na minimização do Lambda de Wilks, visando definir os subconjuntos de traçadores. No conjunto geoquímico (GEO), a seleção progressiva de elementos reduziu o Lambda de Wilks de 0,6031, obtido com o Mg isoladamente, para 0,0998 com a inclusão de Mg, Sr, Fe, Nb, Rb e Al, acompanhada de redução do erro acumulado de classificação de 46,7% para 16,7%. Conjuntos espectrais baseados em scanner (SCAN) apresentaram desempenho intermediário, com redução do erro acumulado de 35,0% para 21,7%, enquanto os conjuntos obtidos por espectroscopia portátil (NIX) exibiram menor ganho discriminante, com erro final de 25,0%. A combinação de traçadores geoquímicos e espectrais (GEO + SCAN) apresentou o melhor desempenho discriminante na LDA, com Lambda de Wilks mínimo de 0,0364 e erro acumulado de apenas 3,3%. A modelagem bayesiana no MixSIAR foi avaliada com base em misturas virtuais, utilizando métricas probabilísticas e determinísticas. O conjunto GEO apresentou desempenho global consistente, com P95 = 0,85, W95 = 0,28, NSE = 0,87, R2 = 0,98, RMSE = 3,87 e MAE = 3,17. Em contraste, os conjuntos SCAN e NIX, quando utilizados isoladamente, apresentaram probabilidades elevadas, porém NSE globais negativos (−1,48 e −2,74) e erros elevados, indicando que métricas probabilísticas isoladas podem mascarar limitações na acurácia determinística do modelo. Entre os conjuntos combinados, o GEO + NIX apresentou o melhor equilíbrio entre precisão probabilística e desempenho determinístico, com P95 = 1,0, W95 = 0,24, NSE = 0,44, RMSE = 8,29 e MAE = 6,85. As estimativas indicaram as voçorocas como a principal fonte de sedimentos em suspensão na BHP, refletindo elevada erosividade, fragilidade ambiental e avançado estado de degradação dessas feições. De modo geral, os resultados demonstram que a integração criteriosa de traçadores, aliada a uma estratégia rigorosa de seleção e avaliação do desempenho dos modelos, é essencial para reduzir incertezas e aprimorar a confiabilidade de estudos de fingerprinting em bacias semiáridas degradadas.
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FELIPE TOTE NUNES PONTES
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O equilíbrio entre nitrogênio e potássio aumenta a produtividade e a qualidade dos frutos e reduz sinais de estresse oxidativo no abacaxizeiro Pérola
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Orientador : GABRIEL BARBOSA DA SILVA JÚNIOR
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Data: 25/02/2026
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A adubação de cobertura com nitrogênio e potássio é determinante para a produtividade e a qualidade dos frutos de abacaxi, porém a definição de doses que conciliem alto rendimento, qualidade e manutenção da maquinaria fisiológica da planta ainda é pouco consolidada para condições da região Meio-Norte do Piauí. Nesse contexto, tem-se a hipótese que combinações adequadas de N e K, incrementam o tamanho dos frutos, a produtividade e a qualidade dos frutos, reduzindo custos fisiológicos associados ao desequilíbrio nutricional. Assim, objetivou-se avaliar os efeitos de doses de N e K2O nos parâmetros nutricionais, fisiológicos, bioquímicos, de produção e qualidade de frutos do abacaxizeiro ‘Pérola’. O experimento foi conduzido na área experimental do Frutagro, Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal do Piauí, em Teresina, de outubro de 2022 a fevereiro de 2024, com abacaxizeiro ‘Pérola’ em fileiras duplas no espaçamento de 0,90 × 0,40 × 0,40 m, a irrigação ocorreu por gotejamento. O delineamento foi em blocos casualizados, esquema fatorial 4 × 2, quatro doses de N (0, 160, 320 e 640 kg ha-1) e duas de K2O (240 e 480 kg ha-1), com 4 repetições, usando ureia e KCl, aplicados em cobertura de forma parcelada aos 60, 150, 210 e 270 dias após o transplantio (DAT). A indução floral ocorreu aos 360 DAT com Ethrel® 720 e a colheita aos 480 DAT, no estádio comercial. Foram avaliados os teores de clorofila a, b e total; atividade antioxidante das enzimas SOD, CAT, APX e G-POD em folhas e raízes; teores foliares de macronutrientes na folha ‘D’ e acúmulo e eficiências nutricionais de absorção, translocação e uso; massa seca da parte aérea e das raízes, comprimento e largura da folha ‘D’; massa do fruto com coroa e sem coroa, produtividade, rendimento de polpa; pH, acidez titulável, sólidos solúveis, ratio, vitamina C, proteínas totais e açúcares totais dos frutos. Os dados foram submetidos a ANOVA e aplicado análise de regressão. Complementarmente, realizou-se PCA, rede de correlação de Pearson e aplicado a função de desejabilidade. As análises foram realizadas no software R. Os resultados evidenciaram que as combinações de N e K2O apresentaram padrões de resposta que organizaram os tratamentos em três grupos. O primeiro, associado ao melhor desempenho, com maior teor de clorofila a, b e total, maior produtividade e melhores respostas aos atributos físico-químicos do fruto correspondeu às doses intermediárias de N aplicadas. O segundo grupo, representando aspectos característicos de restrição nutricional, com a presença de menor vigor da planta, menor produção e maior associação a respostas de ajuste fisiológico, compreendeu às doses baixas de N. O terceiro grupo associado ao excesso de N, foi caracterizado por maior demanda de mecanismos de proteção metabólica e incremento vegetativo sem retorno proporcional em produção e características de qualidade dos frutos. O desempenho do abacaxizeiro ‘Pérola’ é fortemente influenciado pelo manejo de nitrogênio e potássio, evidenciando a importância do equilíbrio entre o suprimento desses nutrientes. A combinação de 355 kg ha-1 de N e 480 kg ha-1 de K2O proporciona o melhor desempenho agronômico, com aumento da produtividade e aprimoramento dos atributos de qualidade dos frutos.
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MARCELO MORITA LINDOLFO
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DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL NO CRESCIMENTO, PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DA FIBRA DO ALGODOEIRO EM LATOSSOLO AMARELO DISTRÓFICO
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Orientador : JULIAN JUNIO DE JESUS LACERDA
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Data: 23/02/2026
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O algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) desempenha papel estratégico na indústria têxtil e na produção de subprodutos. No Brasil, o desempenho produtivo e a qualidade da fibra são condicionados pelo estado nutricional, cuja disponibilidade adequada é determinante para o desenvolvimento vegetativo e a expressão das propriedades tecnológicas da fibra. Objetivou-se avaliar os efeitos da omissão de macro e micronutrientes sobre o crescimento, desenvolvimento radicular, produtividade e qualidade tecnológica da fibra do algodoeiro. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, com 16 tratamentos e quatro repetições: controle completo com todos os nutrientes, controle sem adubação, tratamentos com deficiência induzida de N, P, K, Ca, Mg, S, B, Cu, Fe, Mn, Zn e Mo, além de adubação só com micronutrientes e adubação só com macronutrientes. Foram avaliadas variáveis biométricas, componentes de rendimento, atributo de qualidade da fibra (HVI) e a composição química do solo e tecidos. As omissões de N, P, K e Ca promoveram as reduções mais expressivas no crescimento e na produtividade. Entre os micronutrientes, a ausência de boro foi a mais limitante, reduzindo drasticamente o número e a massa de capulhos. O teor de nutrientes na fibra mostrou-se sensível às omissões, especialmente para B, K, N e Ca, refletindo variações na eficiência de redistribuição interna. Embora a produtividade seja o componente mais afetado, os atributos tecnológicos da fibra também sofreram alterações significativas sob desequilíbrio nutricional. Conclui-se que o manejo nutricional equilibrado é indispensável não apenas para o rendimento quantitativo, mas para a manutenção dos padrões qualitativos exigidos pela indústria.
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MARIA DE FÁTIMA MARQUES PIRES
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RESPOSTA DO FEIJÃO-CAUPI À APLICAÇÃO DE SAPROLITO E À INOCULAÇÃO BACTERIANA EM LATOSSOLOS COM TEXTURA CONTRASTANTE
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Data: 12/02/2026
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A busca por uma agricultura sustentável tem incentivado alternativas que reduzam a dependência de fertilizantes minerais, destacando-se os remineralizadores, que promovem a liberação lenta de nutrientes e a melhoria da química do solo, e os microrganismos promotores de crescimento, que atuam na solubilização de nutrientes e na fixação biológica de nitrogênio. Objetivou-se com esse trabalho avaliar os efeitos da inoculação bacteriana associada a um material saprolítico do Núcleo de Desertificação de Gilbués, Piauí, Brasil, caracterizado como potencial remineralizador, sobre a fertilidade do solo, o acúmulo de nutrientes e o desenvolvimento do feijão-caupi cultivado em solos de textura e fertilidade contrastantes, como alternativa à adubação mineral. Foram conduzidos dois experimentos, utilizando Latossolo Amarelo distrófico com 200 e 443 g kg-1 de argila e 59,3% e 16,73% de saturação por bases, respectivamente. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 6x4, com 4 repetições. Os tratamentos consistiram em seis condições de cultivo: solo sem adubação (CC1), apenas remineralizador (CC2), solo adubado com NPK (CC3), solo adubado com 20 t ha⁻¹ de remineralizador (CC4), solo adubado com 20 t ha⁻¹ de remineralizador + solubilizador (CC5) e solo + solubilizador (CC6); e quatro tratamentos de inoculação: UFPI CB1-8, UFPI B7-3, CIAT 899 e sem inoculação. No solo franco-arenoso o tratamento CC3 proporcionou maior crescimento, biomassa e eficiência, enquanto o CC4 associado à estirpe CIAT 899 aumentou significativamente a biomassa em relação ao CC2. No solo argilo-arenoso, o CC3 também se destacou no crescimento, e a inoculação com CIAT 899 e UFPI CB1-8 no CC1 elevou a eficiência das plantas. Em ambos os solos, a adubação com NPK aumentou os índices de clorofila, enquanto o remineralizador apresentou maior efeito sobre o sistema radicular e a nodulação. O material saprolítico manteve suas propriedades características de remineralizador, porém sem refletir em maior acúmulo de nutrientes nas plantas aos 53 dias. O tratamento CC3 foi responsável pelo maior acúmulo de nutrientes nos dois solos. As estirpes bacterianas foram mais eficientes em solos adubados com NPK, enquanto o remineralizador mostrou efeito limitado em cultivos de curta duração, sendo sua integração com a inoculação dependente da textura e da fertilidade inicial do solo.
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LUIS BORGES ROCHA
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Adubação fosfatada, dinâmica do fósforo, nutrição e produtividade da soja em Latossolo Amarelo no cerrado maranhense
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Data: 11/02/2026
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No Cerrado, a disponibilidade de fósforo (P) é limitada, entre outros fatores, pelas características químicas do solo. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes fontes e doses de fertilizantes fosfatados na dinâmica do P, na produtividade da soja e na nutrição de plantas de Glycine max cultivadas em um Latossolo Amarelo do Cerrado maranhense. Dois experimentos foram conduzidos em delineamento em blocos casualizados durante a safra 2021/2022. O primeiro experimento seguiu um esquema fatorial 5 × 3, com cinco fontes de P (um controle e quatro fontes corretivas) e três profundidades de amostragem do solo. O segundo experimento utilizou o histórico de adubação corretiva das áreas do primeiro estudo como primeiro fator e três doses de P₂O₅ aplicadas na semeadura como segundo fator, com três repetições. No solo, foram avaliados o P ligado ao ferro (P-Fe), o P ligado ao cálcio (P-Ca), o P ligado ao alumínio (P-Al) e o P disponível; na planta, foram determinados a produtividade de grãos, a massa de mil grãos, a matéria seca total e a concentração de P nas folhas, nos grãos e na planta inteira. Observou-se interação entre as fontes de P e as profundidades do solo para P-Fe e P-Ca (0–0,10 > 0,10–0,20 > 0,20–0,40 m), indicando baixa mobilidade vertical do P no perfil do solo. Além disso, o aumento das doses de P₂O₅ elevou os teores de P no solo e nos tecidos vegetais em todos os tratamentos. Para a fonte Itafós, o teor de P no solo aumentou de 2,66 para 4,22 mg kg⁻¹ nas doses de 0,0 e 120,0 kg ha⁻¹ de P₂O₅, respectivamente, o que resultou em um expressivo incremento na produtividade de grãos de soja, passando de 1484,93 kg ha⁻¹ na dose 0,0 kg ha⁻¹ para 3418,60 kg ha⁻¹ na dose de 120,0 kg ha⁻¹ de P₂O₅, evidenciando a importância de uma adubação fosfatada adequada para sistemas agrícolas em solos do Cerrado. O P-Al apresentou correlação positiva com o P disponível no solo, enquanto o P-Fe correlacionou-se com os tratamentos TSP10, TSP0 e Itafós20.
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ADENILSON PEREIRA CAVALCANTE
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FONTES DE POTÁSSIO PARA SUCESSÃO SOJA-MILHETO EM SOLO DO CERRADO
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Orientador : JULIAN JUNIO DE JESUS LACERDA
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Data: 30/01/2026
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O aumento da demanda por fertilizantes potássicos no Brasil reflete a crescente necessidade de nutrientes para sustentar a expansão da produção agrícola, impulsionada tanto pelo avanço da fronteira agrícola sobre áreas de baixa fertilidade natural quanto pela adoção de culturas com maiores exigências nutricionais. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o potencial da polihalita (Plhl) como fonte multinutriente em estratégias de adubação potássica para solos do Cerrado piauiense. O experimento foi conduzido na Fazenda São Pedro, localizada na Serra do Pirajá, município de Currais, PI. Os tratamentos consistiram em diferentes estratégias de adubação potássica: T1 – controle; T2 – 50 kg ha⁻¹ de Plhl; T3 – 25 kg ha⁻¹ de Plhl + 25 kg ha⁻¹ de KCl; T4 – 50 kg ha⁻¹ de KCl; T5 – 50 kg ha⁻¹ de Plhl + 25 kg ha⁻¹ de KCl; T6 – 25 kg ha⁻¹ de Plhl + 50 kg ha⁻¹ de KCl; T7 – 75 kg ha⁻¹ de Plhl; T8 – 75 kg ha⁻¹ de KCl; T9 – 100 kg ha⁻¹ de Plhl; T10 – 100 kg ha⁻¹ de KCl; T11 – 50 kg ha⁻¹ de Plhl + 50 kg ha⁻¹ de KCl; T12 – 25 kg ha⁻¹ de Plhl + 75 kg ha⁻¹ de KCl; e T13 – 100 kg ha⁻¹ de KCl parcelado, expressos em kg ha⁻¹ de K₂O. Os tratamentos T3, T4, T6, T8, T11 e T13 apresentaram incrementos na produtividade da soja variando entre 18% e 41% em relação ao tratamento controle. Os tratamentos T3 e T4 destacaram-se quanto à rentabilidade e eficiência agronômica, com margem financeira 12% superior ao controle e índice de resposta entre 20 e 30 kg de soja por kg de K₂O aplicado. O balanço de potássio no sistema soja/milheto mostrou-se negativo quando aplicadas doses inferiores a 100 kg ha⁻¹ de K₂O. A aplicação de Ca, Mg e S, nutrientes fornecidos pela polihalita, não resultou em maior extração ou exportação de nutrientes no sistema soja/milheto. A polihalita apresentou comportamento típico de fertilizante de liberação lenta em Latossolo Amarelo distrófico do Cerrado piauiense, indicando que sua utilização exclusiva como fonte de potássio não é recomendada em solos com teores do nutriente classificados como baixos. Os resultados contribuem para o avanço do conhecimento sobre estratégias de manejo da adubação potássica em solos do Cerrado piauiense, especialmente diante do cenário de mudanças climáticas, que tende a aumentar a frequência de anos com precipitação reduzida e ocorrência de veranicos prolongados.
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TAILANDE NOVAES DE AQUINO
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GENÓTIPOS DE FEIJÃO-FAVA RESISTENTES E SUSCETÍVEIS RECRUTAM COMUNIDADES BACTERIANAS DISTINTAS DA RIZOSFERA E FILOSFERA EM RESPOSTA A COLLETOTRICUM TRUNCATUM
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Orientador : ADEMIR SERGIO FERREIRA DE ARAUJO
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Data: 30/01/2026
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A resistência das plantas a patógenos resulta da interação entre fatores genéticos e do microbioma associado. Este estudo investigou como genótipos resistente e suscetível de feijão-fava (Phaseolus lunatus L.) estruturam as comunidades bacterianas da rizosfera e da filosfera sob inoculação por Colletotrichum truncatum. Utilizando sequenciamento do gene 16S rRNA, análises de diversidade, estrutura bacteriana, abundância diferencial e redes de coocorrência, foi avaliado o papel dos dois compartimentos microbianos na resposta à antracnose. A ordenação (CAP) e a PERMANOVA mostraram que o genótipo foi o principal fator na estruturação das comunidades bacterianas em ambos os compartimentos. Na rizosfera, o genótipo resistente apresentou redução da diversidade após inoculação, enquanto o suscetível exibiu aumento, sugerindo instabilidade microbiana frente ao estresse. A composição taxonômica evidenciou o enriquecimento de táxons associados ao biocontrole, como Bacillus, Streptomyces, Shinella e Microbacterium, principalmente no genótipo resistente inoculado (Rs+Ct). A análise de gêneros exclusivos mostrou que plantas resistentes recrutaram mais táxons específicos em ambos os compartimentos. As redes de coocorrência revelaram que o genótipo resistente manteve redes mais coesas e com predominância de interações positivas, sobretudo na filosfera, indicando maior estabilidade e funcionalidade ecológica. Em conjunto, os resultados demonstram que a resistência à antracnose no feijão-fava depende da integração entre genótipo e microbioma, na qual a rizosfera atua como núcleo estabilizador e a filosfera se reorganiza funcionalmente para reforçar a defesa.
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RONATY SILVA SOUSA
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"Por decisão da Comissão Examinadora, o novo título passa a ser:" CRESCIMENTO VEGETATIVO E QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA DE FRUTOS DE CULTIVARES DE MARACUJAZEIRO-AZEDO
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Orientador : GUSTAVO ALVES PEREIRA
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Data: 29/01/2026
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Apesar da importância econômica do maracujá-amarelo no Brasil, a escassez de informações sobre o desempenho agronômico e a qualidade dos frutos de diferentes cultivares em condições não tradicionais de cultivo limita a recomendação técnica em regiões com potencial produtivo. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho vegetativo e as características físico-químicas dos frutos de quatro cultivares de maracujazeiro-amarelo na região Meio-Norte do Piauí. O experimento foi conduzido na área experimental da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina-PI, entre maio de 2024 e maio de 2025, em delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos (FB 200, FB 300, BRS Sol do Cerrado e UNEMAT Conquista), quatro blocos, três parcelas por bloco e cada parcela composta por três plantas dispostas em linha, totalizando 144 plantas conduzidas em espaldeira simples. As avaliações vegetativas, realizadas até 180 dias após o transplante, incluíram altura de planta, diâmetro do colo e comprimento dos ramos secundários e terciários. Na fase pós-colheita, foram analisadas massa do fruto, massa da polpa e das sementes, rendimento de polpa, comprimento e diâmetro dos frutos, espessura da casca, sólidos solúveis totais, pH e teor de vitamina C. Os resultados indicaram maior vigor vegetativo inicial para as cultivares FB 300 e BRS Sol do Cerrado, evidenciando melhor estabelecimento em campo. Entre as características físicas dos frutos, observaram-se diferenças significativas apenas para massa de polpa e de sementes, enquanto massa do fruto, comprimento, diâmetro e espessura da casca apresentaram uniformidade entre as cultivares. As variáveis de qualidade foram significativamente influenciadas pelos tratamentos, especialmente sólidos solúveis totais, rendimento de polpa, pH e vitamina C. Destaca-se a cultivar UNEMAT Conquista, que apresentou maior rendimento de polpa, maiores massas de fruto e polpa, pH mais elevado e maior teor de vitamina C, resultando em frutos maiores, menos ácidos e nutricionalmente superiores. Recomenda-se a realização de novos estudos envolvendo produtividade e outros parâmetros bioquímicos, como açúcares totais e teor de proteínas, entre outros.
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