Dissertações/Teses

2019
Descrição
  • MAURO MENDES PINHEIRO MACHADO
  • A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NA PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE.
  • Orientador : JOAO MARIA CORREA FILHO
  • Data: 16/12/2019
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  • INTRODUÇÃO: O termo violência obstrética é caracterizado pelo ministério da saúde como: "todo tipo dg agressão física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, incluindo também ações de negligência, discriminação e/ou condutas desnecessárias ou desaconselhadas”.  A adequada  caracterização desta problemática e capacitação dos profissionais na atenção primária é necessária para a  compreensão e criação de estratégias de prevenção primária para o enfrentamento deste agravo. Este estudo objetiva compreender a percepção dos profissionais da Estratégia de saúde da famíiia (ESF) sobre a Violência obstétrica e compara-las aos estudos científicos sobre a temática relatados nos últimos 5 anos na literatura, conhecer o perfil de conhecimento acerca de violência obstétrica por estes profissionais e propor o uso de uma intervenção educativa a partir dos resultados da pesquisa de campo. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo descritivo qualitativo em uma unidade básica de saúde com o objetivo de avaliar através de questionário aberto, o conhecimento dos profissionais sobre violência obstétrica e apresenta-los a uma proposta educacional. RESULTADOS: A maior parte dos profissionais compreende a temática, no entanto os entendimentos são heterogêneos e as estratégias de educação permanente na atenção primária foram reconhecidas como frágeis pela equipe. A intervenção educativa pode se mostrar como uma estratégia para o empoderamento dos profissionais da ESF acerca da temática, podendo reforçar a qualidade da informação repassada à usuária.

  • HENRIQUE CISNE TOMAZ
  • SÍNDROME DE BURNOUT E FATORES ASSOCIADOS EM PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 12/08/2019
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  • Introdução: Burnout compreende uma síndrome caracterizada por exaustão emocional que resulta em despersonalização e diminuição da realização pessoal no trabalho. A crescente prevalência entre os profissionais de saúde nos últimos anos vem sendo apontada como uma ameaça potencial à qualidade dos cuidados de saúde e à segurança do paciente, com atenção especial aos profissionais da atenção básica. Objetivo: Avaliar a presença de componentes da síndrome de burnout e fatores relacionados em profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF). Metodologia: Delineamento transversal analítico, realizado em Unidades Básicas de Saúde da ESF do município de Piripiri (PI), o qual possui 25 equipes, no período de fevereiro a abril de 2019. A população do estudo foi constituída por profissionais da ESF. A amostra foi composta por 94 profissionais que apresentaram vínculo formalizado com a atenção básica e atuavam regularmente em unidades básicas de saúde do município. Para a coleta de dados foi utilizado formulário contendo variáveis sociodemográficas, econômicas e profissionais. Também foi utilizada a Escala Modo de Enfrentamento de Problemas (EMEP), para medir estratégias de enfrentamento em relação a estressores específicos; a Escala de Resiliência (ER), que mede os níveis psicossociais de adaptação positiva em resposta a eventos de vida relevantes; e o Oldenburg Burnout Inventory (OLBI), que foi concebido para avaliar o problema em qualquer categoria profissional. Os dados foram processados no software IBM® SPSS®, versão 23.0, sendo calculadas estatísticas descritivas e inferenciais. Foram atendidas as normatizações éticas para pesquisas com seres humanos. Resultados: O perfil dos profissionais é constituído a maioria por mulheres, com média de idade de 40,9 anos, com atuação no serviço público de saúde e média de 12 anos de trabalho na Atenção Básica. A prevalência de burnout foi de 38,3%, sendo que 21,3% dos profissionais foram classificados como tendo esgotamento e 9,6% com distanciamento do trabalho. As frequências de altos níveis nos componentes foram de 56 (59,6%) para exaustão e 45 (47,9%) para distanciamento. Conclusão: Os resultados mostram altos níveis de burnout, elevada pontuação nos fatores que compõem a resiliência e baixa eficiência no uso de estratégias de combate aos estressores. Além da síndrome instalada, destacou-se como fator ameaçador sintomas de esgotamento, exaustão e distanciamento do trabalho, que surgem e se intensificam quando os trabalhadores não conseguem elaborar formas eficazes de combater os fatores de estresse.

  • CLÓVIS FERREIRA DAS CHAGAS
  • Projeto de Intervenção para a Melhoria da Qualidade da Atenção Básica em uma área da Estratégia de Saúde da Família, em Teresina
  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 11/06/2019
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  • INTRODUÇÃO: Os Projetos de Intervenção em saúde valorizam as práticas avaliativas nos serviços e podem melhorar indicadores de acesso e de qualidade do processo de trabalho de uma ESF. O presente Projeto de Intervenção tem como tema a avaliação da estratégia de saúde da família no sentido da melhoria da qualidade dos processos do trabalho. Justifica-se através da necessidade de melhoria do cuidado na Atenção Básica. OBJETIVO GERAL: a melhoria da qualidade do serviço prestado pela equipe 193, de acordo com as fragilidades identificadas através da AMAQ (Autoavaliação para a Melhoria do Acesso e da Qualidade de Atenção Básica); OBJETIVOS ESPECÍFICOS: fazer uma leitura avaliativa dos dados da AMAQ em relação à equipe, identificando fragilidades, propondo intervenções e organizando o processo de trabalho. METODOLOGIA: O Projeto de Intervenção foi implementado após a releitura do instrumento AMAQ já aplicado à equipe em 2014, identificando-se as fragilidades, fortalezas, ameaças e oportunidades no Processo de Trabalho da equipe e construindo uma Matriz de Intervenção para a melhoria da qualidade do serviço prestado. As informações utilizadas do questionário citado foram referentes às sub-dimensões J, K, L e M (Perfil da Equipe, Organização do Processo de Trabalho, Atenção integral à Saúde e Controle Social e Satisfação do Usuário, respectivamente). A matriz de intervenção foi implementada de acordo com o modelo orientador de Carlos Mattus, para o planejamento e implementação das intervenções identificadas pelos atores responsáveis de acordo com prazos estipulados. RESULTADOS: Inicialmente mobilizou-se a equipe através de encontros, com a participação da coordenação da UBS, no sentido de orientação/conscientização quanto à necessidade de um diagnóstico de saúde e intervenções nos pontos fragilizados elencados. Realizou-se uma releitura da AMAQ aplicado em 2014, priorizando-se os principais padrões insatisfatórios das sub-dimensões J, K, L e M. Daí organizou-se um Planejamento Estratégico. Do total de padrões da AMAQ, 12 dimensões tiveram notas regulares ou insatisfatórias, sendo duas delas relacionadas com a Saúde Bucal, com muito baixa governabilidade e recusa de profissionais em participar das intervenções. Do restante dos problemas priorizados elencaram-se 27 nós-críticos, com 23 planos de ação. Todos os planos foram realizados parcial ou totalmente. Os subprojetos receberam denominações no sentido de ter um planejamento organizado e sistematizado. CONCLUSÃO: A aplicação da AMAQ nos proporcionou evidenciar fragilidades que precisaram sofrer intervenção pronta. O PES, que corresponde ao padrão 4.5 da Dimensão K, da AMAQ foi imprescindível no Projeto de Intervenção, elencando problemas de alta governabilidade e baixo ou nenhum custo, e evidenciando a possibilidade de um processo de trabalho semelhante ao padrão com tecnologias leves e leve-duras. Sugeriu, também, que no processos de produção da saúde em condições adversas, não se pode abrir mão da intersetorialidade (ou parcerias), da integralidade das ações, da educação em saúde, do empoderamento local, da adequação do serviços de saúde às necessidades da população, do trabalho integrado interprofissional, da qualidade da intervenção profissional, e, acima de tudo, da participação das pessoas na definição de suas linhas de cuidado e/ou modos de tratar.

  • JOANA ELISABETH DE SOUSA MARTINS FREITAS
  • Fatores Sociais e de Saúde relacionados à gravidez na adolescência
  • Orientador : MARIZE MELO DOS SANTOS
  • Data: 31/05/2019
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  • A adolescência compreende uma fase do ciclo vital que oferece ao indivíduo uma condição intrínseca de vulnerabilidade, necessitando, assim, de proteção e cuidados físicos, psíquicos e morais. Objetivou-se analisar os fatores sociais e de saúde relacionados à gravidez na adolescência, entre as adolescentes primíparas, primigestas e nuligestas. Estudo transversal controlado e analítico, realizado em unidades básicas de saúde localizadas na zona norte do município de Teresina (PI), com uma amostra de 35 adolescentes primíparas, 35 adolescentes primigestas e 35 nuligestas, totalizando 105 adolescentes. Para a coleta de dados, foram utilizados um formulário contendo variáveis sociodemográficas, econômicas, uso de fumo e álcool e comportamento sexual; e os instrumentos: Alcohol Use Disorder Identification Test (AUDIT), para identificação do consumo de álcool; Parental Bonding Instrument (PBI), para verificação das memóHas do comportamento de criação dos pais; Questionnaire for the Measurement of Social Capital (SC-IQ) from the World Bank - short version, para medida do capital social; e Social Vulnerability Index (SVI), para medida da vulnerabilidade social das adolescentes. Os dados foram processados no software IBM@ SPSS@ e foram calculadas estatísticas descritivas e inferenciais. O estudo mostrou que as nuligestas em relação às primigestas e primíparas, apresentaram melhores condições socioeconômicas; maior nível de percepção de afeto/cuidado dos pais com o vínculo controle sem afeto em relação à mãe e confrole afetivo, em relação ao pai; maior acúmulo de capital social e menor nível de vulnerabilidade social.

  • ENEIDA ANJOS PAIVA
  • O exercício do direito à saúde de travestis e transexuais na cena contemporânea: revisão de literatura
  • Orientador : FRANCISCO JANDER DE SOUSA NOGUEIRA
  • Data: 28/05/2019
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  • Este estudo consiste em uma pesquisa teórica por meio de revisão de literatura com o objetivo de discutir o exercício ao direito à saúde de pessoas travestis e transexuais à luz das teorias contemporâneas de saúde e gênero. Foi consultada base bibliográfica portal da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e adotado o referencial teórico queer na discussão. Observou-se que normas de gênero calcadas no binarismo e o paradigma patologizante são orientadores das práticas de saúde, reforçando as iniquidades nos níveis macro e microestruturais da sua determinação social. As violências estrutural e simbólica permeiam as relações de cuidado em saúde. Conclui-se pela necessidade de ações em educação permanente e formação em saúde, protagonizada pelas pessoas trans e mediadas pelas instituições de ensino superior para o enfrentamento dos obstáculos ao exercício ao direito à saúde.

  • RENATA PAULA LIMA BELTRÃO
  • A assistência de saúde às pessoas vivendo com HIV/AIDS acompanhadas pelo COAS/CTA do município de Parnaíba - Piauí
  • Orientador : FRANCISCO JANDER DE SOUSA NOGUEIRA
  • Data: 27/05/2019
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  • Introdução: O HIV é responsável por uma das mais importantes epidemias na história da humanidade. A AIDS é uma doença infecciosa de caráter crônico, com incidência crescente e contextualização discriminatória e estigmatizante, que representa um desafio nos território social e da saúde. A velocidade nas transformações sócio-político-culturais da atualidade imprime a necessidade de rever as demandas e a assistência prestada às pessoas vivendo com este vírus, direcionando intervenções que resultem em melhoria dos serviços e na qualidade de vida deste púbico. Objetivo: Conhecer a realidade dos pacientes vivendo com HIV/AIDS -PVHA acompanhados no Centro de Orientação e Apoio Sorológico – Centro de Testagem e Aconselhamento – COAS-CTA do município de Parnaíba - Piauí. Métodos: esta é uma pesquisa mista (qualitativa e quantitativa), aplicada em pacientes com HIV/AIDS em acompanhamento clínico-assistencial no COAS-CTA do município de Parnaíba – Piauí. As informações foram coletadas entre julho-agosto de 2018, incluindo 51 sujeitos selecionados aleatoriamente por critério de conveniência, com mais de 18 anos e há pelo menos 6 meses cadastrados no serviço. Na fase inicial foram aplicados questionários semi-estruturados em todos os participantes, com dados tabulados e analisados no software estatístico SPSS, em sua versão 21. Em um segundo momento, foram realizadas 22 entrevistas, submetidas a análise de discurso e a um software de análises de dados textuais chamado Iramuteq (Interface de R pour analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires) (Ratinaud, 2009), que é hospedado no software R (R Development Core Team, 2011). Resultado: Os sujeitos da pesquisa se utilizam preferencialmente do serviço do COAS-CTA, e, coletivamente, não possuem outros itinerários de saúde estabelecidos. Em sua maioria, se declaram satisfeitos com as ações de saúde que recebem no local da pesquisa; entretanto o acesso não atinge a integralidade e mantem-se centralizado. A terapia medicamentosa é vista como parte essencial da assistência de saúde. As demandas sociais, como respeito e inclusão, são comuns. Conclusões: as PVHA assistidas pelo COAS-CTA de Parnaíba ainda não apresentam fluxo de saúde definido e desenvolvem comportamento marginal no sistema de saúde; apesar do sentimento de satisfação, relacionado diretamente com a obtenção da terapia medicamentosa, enfrentam importantes restrições na assistência no tocante a integralidade e acesso; e são submetidas ao preconceito e estigmatização, incrementando o sofrimento físico já imposto pela doença.

  • ADRIANO ROCHA ALENCAR
  • Limitação de atividades, consciência de risco e participação social de pessoas acometidas pela hanseníase
  • Orientador : JOAO MARIA CORREA FILHO
  • Data: 27/05/2019
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  • INTRODUÇÃO: Hanseníase compreende uma doença crônica infectocontagiosa transmitida pelo agente Mycobacterium leprae, que tem predileção por infectar os nervos periféricos, especificamente as células de Schawnn. Caso não seja tratada na sua forma inicial, a doença geralmente evolui de forma lenta e progressiva, levando a deformidades e incapacidades físicas, com consequente limitação na execução de atividades diárias e prejuízo nas relações sociais dos indivíduos acometidos. OBJETIVO: Avaliar a limitação de atividade, consciência de risco e participação social de pessoas acometidas pela hanseníase. METODOLOGIA: Delineamento transversal controlado e analítico. A população do estudo foi constituída por 536 pessoas acometidas por hanseníase cadastradas na Estratégia Saúde da Família da zona urbana de Teresina e a amostra composta por 152 participantes distribuídos de forma probabilística e aleatória em dois grupos com igual número de indivíduos, conforme classificação operacional do Ministério da saúde. A coleta de dados ocorreu no período de Novembro de 2018 a Março de 2019, mediante a aplicação de questionário com características socioeconômicas e dos instrumentos Screening of Activity Limitation and Safety Awareness (SALSA), que mede o grau de limitação de atividade e grau de consciência de risco de pessoas acometidas por hanseníase, diabetes e outras neuropatias periféricas; e do Participation Scale que avalia a participação social de pessoas atingidas pela hanseníase. Os dados foram inseridos em planilha do Microsoft Excel® e processados no software IBM® SPSS® versão 23.0. Na análise dos dados, foram calculadas estatísticas descritivas para as variáveis quantitativas e frequências para as qualitativas. Na análise inferencial dos níveis de limitação de atividade, consciência de risco e participação social como medidas quantitativas, foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para verificação da normalidade dos dados e aplicado o teste t de Student independente. Para as variáveis no nível de mensuração qualitativo, foi utilizado o teste Qui-quadrado de Pearson. Quando não atendidos os pressupostos deste teste, as variáveis foram dicotomizadas para realização do teste Exato de Fisher. Todas as análises foram realizadas ao nível de significância de 5%. RESULTADOS: Os resultados revelaram que não houve diferença significativa de idade entre os grupos, porém ocorreu uma associação maior do sexo masculino entre os multibacilares e uma maior frequência de analfabetos neste grupo em relação aos paucibacilares. Não foi observada associação estatisticamente significativa entre a classificação operacional e as variáveis condição atual de emprego, situação conjugal, convívio familiar e renda familiar. Quanto aos graus de limitação de atividade, consciência de risco e participação social, foi observada uma diferença significativamente maior das médias no grupo dos multibacilares, assim como uma associação significativa entre esse grupo e a presença de consciência de risco envolvido em certas atividades diárias e algum grau de restrição à participação social. CONCLUSÃO: Mesmo após o término do tratamento, a limitação de atividade apresentou níveis expressivos especialmente entre os multibacilares, o que pode ter relação com o maior potencial dessa forma clínica em causar deformidades e incapacidades físicas, assim como apontar para um atraso no diagnóstico e início tardio do tratamento, favorecendo a evolução da doença para formas mais graves. A consciência de risco também apresentou uma relação significativa com o grupo multibacilar, demonstrando que maiores escores na limitação de atividade estão relacionados a uma maior consciência de risco. Por fim, a associação das formas multibacilares com a restrição à participação social evidencia como a hanseníase afeta socialmente a vida das pessoas acometidas, especialmente pela presença de sequelas e da permanência do estigma.

  • CAMILA MÁILA FONTINELE BELTRÃO
  • Proteção solar e agentes comunitários de saúde no município de Luís Correia - PI
  • Orientador : JOAO MARIA CORREA FILHO
  • Data: 27/05/2019
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  • Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) expõem-se frequentemente à radiação solar. Eles são formadores de opinião na comunidade, podendo propagar informações valiosas à população. Objetivou-se com esse trabalho se familiarizar com o perfil dos ACS de Luís Correia – Piauí (PI) - Brasil, visando conhecer os seus hábitos de proteção solar e a importância por eles dada ao repasse de informação referente ao tema à comunidade atendida por eles. É um estudo transversal com os ACS de Luís Correia-PI. Os resultados apontaram que a maioria dos profissionais se expõem frequentemente ao sol, porém não de protegem da forma adequada. Identificouse a necessidade de educação acerca do tema para esses profissionais, a fim de minimizarem os riscos gerados pela exposição solar sem proteção.

  • BRISA FIDELES GANDARA
  • Vigilância do desenvolvimento cognitivo infantil em Parnaíba: Práticas e percepções na Atenção Básica
  • Orientador : JOSE IVO DOS SANTOS PEDROSA
  • Data: 21/05/2019
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  • O desenvolvimento infantil para aquisição de competências psicomotoras e socioafetivas evolui de forma rápida nos primeiros anos de vida, de forma que é de suma importância a redução de fatores de risco negativos para o desenvolvimento e aumento da exposição a estímulos promotores. Este trabalho está pautado na necessidade de melhoria da vigilância do desenvolvimento infantil, como estratégia para reduzir as iniquidades sociais através da garantia de formação de adultos com pleno desenvolvimento cognitivo. Teve-se por objetivo realizar um levantamento das práticas na Atenção Básica acerca do desenvolvimento infantil, das percepções de mães sobre o desenvolvimento das crianças e a assistência prestada. Para tanto, realizou-se entrevistas e aplicação de questionário semiestruturado com médicos e enfermeiros da Atenção Básica em Parnaíba e roda de conversa com mães usuárias do serviço de saúde. Obteve-se como resultado que mais de 80% dos enfermeiros realizam puericultura como estratégia de vigilância do crescimento e desenvolvimento, 36,6% dos profissionais preenchem a caderneta de saúde da criança com informações sobre o desenvolvimento, 70% realizam orientações sobre estimulação precoce e desenvolvimento saudável e 74% dos profissionais se consideram aptos a reconhecer atrasos precocemente, contudo referem carecer de capacitações. Em relação a percepção das mães, constatou-se que a caderneta da criança funciona como um instrumento para acompanhamento do crescimento e vacinação muito mais do que para a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, além disso recorrem mais a experiência de pares e recursos tecnológicos para obterem informações sobre o tema, delegando ao serviço de saúde apenas as condições patológicas. Desta forma percebe-se a necessidade de melhoria das informações tanto na educação em saúde junto as mães quanto no processo de trabalho da equipe e na formação de profissionais com tais competências para garantir o cuidado integral a saúde da criança.

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