A presente dissertação analisa o controle de efetividade das políticas públicas exercido pelos Tribunais de Contas, identificando seus desafios normativos e institucionais no contexto de uma Administração Pública Democrática. A pesquisa parte da premissa de que as Cortes de Contas ultrapassaram seu papel tradicional de mera fiscalização contábil-financeira para assumir uma função estratégica no aprimoramento da gestão pública e na concretização de direitos fundamentais. Adotando uma abordagem qualitativa, com ampla revisão bibliográfica e análise documental, o estudo propõe uma categorização dos tipos de controle exercidos pelos Tribunais de Contas: persuasivo, repressivo, cautelar e pedagógico. Examina-se o ciclo das políticas públicas e como o controle externo se insere em cada uma de suas fases, desde a formação da agenda até a avaliação. A pesquisa identifica que os principais desafios institucionais residem na necessidade de equilibrar a atuação fiscalizatória com o respeito à discricionariedade administrativa, evitando tanto a inércia quanto o ativismo excessivo dos órgãos de controle. Conclui-se que os Tribunais de Contas, ao calibrarem adequadamente os diferentes tipos de controle e ao privilegiarem uma atuação preventiva e dialógica, podem contribuir significativamente para a eficiência das políticas públicas e para a efetivação do direito fundamental à boa administração, desde que sua atuação seja pautada por parâmetros democráticos e ferramentas adequadas de fiscalização.