INTRODUÇÃO: As fraturas orbitárias frequentemente evoluem com alterações que repercutem na estética e função. Embora a reconstrução cirúrgica tenha como objetivo restaurar a arquitetura óssea da órbita, observa-se que uma parcela dos pacientes evolui com enoftalmia tardia, sugerindo que fatores como modificações nos tecidos moles intraorbitais e a geometria óssea podem estar envolvidos com esta sequela. Nesse contexto, a análise isolada do volume ósseo parece insuficiente para explicar completamente a enoftalmia tardia. OBJETIVO: Avaliar as alterações volumétricas ósseas, os parâmetros geométricos orbitários e as variações do volume de tecidos moles intraorbitários na órbita previamente fraturada e reconstruída, comparando-as com a órbita contralateral não afetada, correlacionando esses achados com o grau de enoftalmia tardia. MATERIAL E MÉTODO: Consistirá em um estudo observacional no qual serão avaliados pacientes com histórico de fratura orbital unilateral tratados do Hospital Universitário da UFPI, que apresentem tomografia computadorizada (TC) com pelo menos três meses após a cirurgia. Aqueles que se adequarem aos critérios de inclusão e não a possuírem, serão convidados a realizar nova avaliação clínica e TC. A imagens serão padronizadas e segmentadas para mensuração do volume da cavidade orbitária, volume de gordura e musculatura, além de parâmetros geométricos como altura retrobulbar e inclinação do assoalho orbitário. O grau de enoftalmia será mensurado tomograficamente por meio de medidas lineares, possibilitando análise comparativa e posterior correlação entre as variáveis.