Os desafios da poluição aquática exigem métodos para a remoção e inativação de poluentes farmacêuticos. Nanocompósitos que combinam a atividade fotocatalítica de ZnO e TiO₂ com as capacidades de adsorção da haloisita (TiO2-ZnO-haloisita) e da sepiolita (TiO2-ZnO-sepiolita) foram desenvolvidos para a degradação do cloridrato de ciprofloxacina (CIP), um poluente antibiótico que têm atraído a atenção quanto aos impactos deletérios de seus metabólitos à saúde humana e ao meio ambiente. A caracterização foi realizada usando Fluorescência de Raios-X (FRX), Difração de Raios-X (DRX), Espectroscopia Raman, Espectroscopia de Fotoelétrons de Raios-X (XPS), Espectrofotometria de Reflectância Difusa UV-Vis (DRS), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET), análise de adsorção/dessorção N2 e Fotoluminescência (PL). Os resultados de FRX, DRX e XPS indicam a formação de um novos produtos pela combinação dos sistemas TiO2-ZnO-haloisita e TiO2-ZnO-sepiolita. A análise XPS confirmou a presença de Ti⁴⁺ em TiO2-ZnO-haloisita e, Ti⁴⁺ e Ti3⁺ em TiO2-ZnO-sepiolita, apontando para alto potencial fotocatalítico das amostras sintetizadas. As imagens de MEV e MET, com respectivas composições dos átomos constituintes na superfície, revelaram dispersão uniforme de partículas de ZnO e TiO₂ na superfície da sepiolita e da haloisita obtendo a formação de heterojunções, contribuindo para a adsorção eficiente e a degradação fotocatalítica. Houve diminuição da banda proibida em todas as amostras em comparação com o ZnO e TiO2 puros. Os testes de fotodegradação de CIP (30 mg L⁻¹ ) mostraram que a amostras com maior dopagem tiveram melhor desempenho: 5Zn-Ti-Hal com eficiência de remoção de 71,45% (fotocatálise 42,57% e adsorção 28,58%); 5Zn-Ti-Sep com 78,99% (adsorção 52,43% e fotocatálise 26,56%). Nos bioensaios aplicados, não houve toxicidade para Artemia salina (100% de sobrevivência) e um número significativo de bactérias foi encontrado na degradação da CIP, tanto para TiO2-ZnO-haloisita (Staphylococcus aureus com efeito inibitório de 50,35%), como para TiO2-ZnO-sepiolita (Escherichia coli 78,50% e Staphylococcus aureus 67,97%), confirmando a inibição antibiótica do medicamento pós-degradação. Esses resultados indicam que os nanocompósitos de ZnO–TiO₂–haloisita e TiO2-ZnO-sepiolita são uma tecnologia verde promissora para remediação aquática, oferecendo degradação eficiente de CIP, inativação de antibiótica e segurança ambiental.