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Banca de QUALIFICAÇÃO: RODRIGO DE CARVALHO BRITO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RODRIGO DE CARVALHO BRITO
DATA: 16/07/2020
HORA: 08:00
LOCAL: Modo Remoto. Link a ser definido.
TÍTULO: USO DE ÓLEOS ESSENCIAIS E α-PINENO NO MANEJO DE PRAGAS DE GRÃOS ARMAZENADOS E SEUS EFEITOS SOBRE A FISIOLOGIA DA MILHO E FEIJÃO-CAUPI.
PALAVRAS-CHAVES: Toxicidade, Repelência, Persistência, Vigor e Fitotoxicidade
PÁGINAS: 159
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Agronomia
RESUMO:

Sitophilus zeamais (Mots.) (Coleoptera: Curculionidae), Callosobruchus maculatus (Fabr.) (Coleoptera: Chrysomelidae: Bruchinae) e Zabrotes subfasciatus (Bohemann, 1833) (Coleoptera: Chrysomelidae: Bruchinae) são as principais pragas que atacam o milho, feijão-caupi e feijão comum, respectivamente. O controle dessas pragas, geralmente é feito com químicos fumigantes, porém o uso de produtos à base de plantas tem ganhado visibilidade, sendo indicados como promissores. Portanto, o objetivo deste trabalho foi investigar a eficiência de óleos essenciais e α-pineno no tratamento de grãos de feijão comum, sementes de milho e feijão-caupi em condições de armazenamento, para o manejo de Z. subfasciatus, C. maculatus e S. zeamais, respectivamente, bem como avaliar os possíveis efeitos dos tratamentos sobre a germinação das sementes de milho e feijão-caupi. O estudo foi dividido em três capítulos, cada um dedicado a um inseto praga e seu respectivo hospedeiro, para avaliações de toxicidade e fitotoxicidade dos produtos. As composições dos óleos variaram entre si e os componentes majoritários identificados foram: Salicilato de metila (96%) para G. procumbens, α-Pinene (67%) para J. communis, Limeneno (40,1%) para P. heptaphyllum e o-Cymene (31,17%) para P. pallidum. Para S. zeamais, concentrações letais para toxicidade via contato variaram entre os produtos e as menores CL foram aferidas para G. procumbens (CL30: 16,79 e CL50: 26,83) e P. pallidum (CL95: 71,74). Já para C. maculatus e Z. subfasciatus exibiram CL30, CL50 e CL95 de 0,31, 0,47 e 1,68 µL/20g e 0,82, 1,09 e 2,68, respectivamente, para G. procumbens, sendo esse mais tóxico via contato dentre todos os produtos. Todos os produtos foram capazes de diminuir a oviposição e a emergência de novos adultos de C. maculatus e Z. subfasciatus, em testes de contato. O modelo de regressão linear foi o que melhor se ajustou aos parâmetros avaliados, exceto para G. procumbens em Z. subfasciatus que melhor foi explicado pelo modelo quadrático. Na toxicidade por fumigação, as menores concentrações letais foram vistas para óleo essencial de G. procumbens independente dos insetos alvo, com exceção da CL95: 514,27 µL/L para P. heptaphyllum quantificada para S. zeamais. No geral, todos os produtos aqui testados são tóxicos por contato e fumigação para os diferentes gorgulhos. Todos os produtos testados são repelentes a S. zeamais, porém o óleo de G. procumbens e composto α-pineno, não causaram repelência significativa em C. maculatus e Z. subfasciatus, respectivamente. A repelência, quando significativa, é indicada como um efeito subletal. Em sementes de milho tratadas, a persistência do óleo de G. procumbens permaneceu por 71 dias, já para J. communis diminuiu ao longo dos dias do armazenamento, contrariamente, o α-pineno tem baixa persistência, causando baixa mortalidade logo após 5 dias da aplicação. O percentual de germinação do milho tratado permaneceu acima de 85%, exceto para G. procumbens. O óleo de G. procumbens atrasou a velocidade da germinação do milho. O tempo médio de germinação, bem como a velocidade média de germinação do milho não foram afetados por nenhum dos produtos. O óleo de G. procumbens diminui o peso de massa fresca em pelo menos um tempo de armazenamento. Todos os produtos diminuem a massa seca em pelo menos um tempo de armazenamento. Conclusivamente, os produtos testados influenciam negativamente ou positivamente sobre a germinação do milho em uma ou mais variáveis analisadas. Já para sementes de feijão-caupi tratadas com os produtos, permaneceram com percentual de germinação acima de 85%. Houve incremento de massa seca nos tratamentos de J. communis e α-pineno, nos tempos 38 e 46, respectivamente. O tempo médio e a velocidade média de germinação não são afetados pelos produtos. Apenas o óleo de J. communis atrasou a germinação, especificamente no tempo 71. No quesito massa seca, houve um incremento nos tratamentos de J. communis e α-pineno, nos tempos 38 e 46 quando comparados com a testemunha. Não foram vistas diferenças significativas nos quesitos tempo médio e velocidade média de germinação. O óleo de J. communis foi o único a atrasar a germinação, no tempo 71. Foi quantificado um incremento de massa fresca no tratamento de J. communis no tempo 38. Não foram observadas diferenças significativas de massa fresca para os tratamentos dentro dos tempos 56 e 71, individualmente. Resumidamente, os produtos aumentam ou diminuem o vigor a depender da variável analisada dentro dos fatores.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - DOUGLAS RAFAEL E SILVA BARBOSA - IFMA
Interno - 1188870 - LUCIA DA SILVA FONTES
Presidente - 422661 - LUIZ EVALDO DE MOURA PADUA
Externo ao Programa - 2323147 - LUZINEIDE FERNANDES DE CARVALHO
Interno - 043.286.014-23 - SOLANGE MARIA DE FRANCA - UFPI
Notícia cadastrada em: 06/07/2020 16:13
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb05.ufpi.br.instancia1 03/08/2020 17:53