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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCIANA KELLY DA SILVA FONSECA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIANA KELLY DA SILVA FONSECA
DATA: 12/12/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Online/Remoto - Google Meet
TÍTULO: QUALIDADE DE VIDA, VELHICE E PANDEMIA DA COVID-19: UM ESTUDO COMPARATIVO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE MULHERES IDOSAS BRASILEIRAS E ESPANHOLAS
PALAVRAS-CHAVES: Qualidade de Vida, COVID-19, Mulher Idosa, Representações Sociais
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Introdução: Sabe-se que a esperança de vida das pessoas vem denunciando progressivamente o aumento no percentual do envelhecimento demográfico da população, originando processos singulares para a sociedade, famílias, cuidadores e gerências mundiais (Marques; Faria; Longo, 2021; Salgado et al., 2017). No que diz respeito às mulheres, no atual contexto, sabe-se que são idosas que envelhecem em um cenário de modificações sociais, culturais e econômicas. Assim, com o advento da Pandemia da COVID-19 emergiu-se uma sequência de mudanças adicionais nas atividades sociais, educacionais e econômicas que tiveram impacto direto na maneira de viver das pessoas, principalmente dos idosos no mundo todo, estes passaram a ser atingidos de forma significativa (Romero et al., 2020; Siqueira & Tatibana, 2022). Os estudos que são desenvolvidos a respeito desta temática denunciam que o recorte entre gênero postula substanciais diferenças quando se fala sobre o fenômeno da velhice, o que pode acarretar uma modificação considerável na qualidade de vida da mulher idosa (Sabbadini, Mendes, Gerolamo & Correa, 2021; Sampaio & Dos Santos Gonzales, 2021). Nesse sentido, a Qualidade de Vida (QV) foi um dos construtos que inspiraram preocupação, podendo haver representações sociais negativas em relação a esse fenômeno na velhice, associadas tanto a fatores de personalidade quanto às diferenças culturais e ao contexto atual (Sousa et al., 2021). A conjuntura em que a pandemia se instalou fez emergir situações que otimizou a precarização de políticas públicas e aumentou a disseminação do discurso de ódio sobre a velhice, da mesma forma que desenvolveu um difícil acesso aos serviços de atenção e proteção às pessoas com 60 anos e/ou mais no mundo (Pocahy, 2022). Nesse interim, o construto da QV vem sendo afetado diante da nova realidade dos idosos em razão da Pandemia vigente, intervindo na percepção das pessoas idosas quanto a sentir-se em produtividade, saudáveis e seguras (Alvarenga et al., 2020; Scherrer et al., 2022). É importante evidenciar que o decurso do envelhecimento e seus impactos se dá de diferentes formas no mundo, apontando desigualdades em como essa temática é trata e observada em variadas realidades. Assim, estudar países desenvolvidos e em desenvolvimento se faz importante para conseguirmos elaborar como os impactos que a pandemia da COVID-19 trouxe para a QV da população alvo desta pesquisa. Sendo assim, os países escolhidos para a execução desta pesquisa são Brasil e Espanha, que podem nos revelar como a população de mulheres idosas encara os impactos de ser uma pessoa idosa, do fenômeno da QV e da pandemia corrente a partir de suas especificidades e desigualdades. Outrossim, na Espanha nota-se que o fenômeno do envelhecimento da população é contemplado de maneira a ser correlacionado aos avanços nas conjunturas de longevidade. Logo, o símbolo que marca o envelhecimento da população deste país em específico, é a diminuição das taxas de fertilidade (Nagarajan & Silva, 2016). Já no Brasil, esse crescimento vem decorrendo de forma vertiginosa sem reestruturação dos serviços de saúde e políticas públicas que ofereçam melhorias nas necessidades básicas de vida (Ferreira, Meireles, & Ferreira, 2018). Na Espanha, observa-se que foi promovido uma reposta a pandemia com sua sustentação direcionado a uma governança intergovernamental e intersetorial, com estratégias de controle da propagação do vírus, com a consolidação do sistema sanitário, apoio social e econômico, e comunicação com a sociedade (Pereira et al., 2021). No Brasil, o Ministério da Saúde reconhecia a emergência em saúde pública de importância Nacional em decorrência da Infecção pelo novo Coronavírus através da Portaria nº 188/2020, em 04.02.2020, tal instrumento teve como objetivo organizar um Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-nCoV) para planejar, organizar, coordenar e controlar as ações das autoridades de saúde federais para enfrentamento da pandemia. Assim, nesses países as diferentes estratégias tinham por objetivo a adoção de um conjunto de normas para preservação das empresas e dos empregos, amparadas pela flexibilização de direitos trabalhistas, mecanismos e substituição de renda, isenção de contribuições empresariais dentre outras. Cada um destes países teve que enfrentar a pandemia com diferentes estratégias a partir de seu contexto e poder aquisitivo, o que se revelou estratégias totalmente diferentes entre eles, porém observa-se que as repostas obtidas tanto pelo Brasil quanto pela Espanha foram catastróficas (Pereira et al., 2021). Destarte, em meio a estudos que são direcionadas para compreender os fatos aqui mencionados, encontra-se os fundamentos da Teoria das Representações Sociais (TRS), que permite um entendimento da maneira em que um determinado grupo constrói, introjeta e compartilha um aglomerado de conhecimento sobre determinado objeto durante acontecimentos do cotidiano (Jodelet, 2001; Moscovici, 1978; Moscovici, 2007). Neste sentido, surge o questionamento: como as mulheres brasileiras e espanholas percebem o seu processo de envelhecimento e sua qualidade de vida na pandemia da COVID-19? A partir disso, propõe-se com este estudo investigar em especial a população idosa feminina na interface Brasil e Espanha na tentativa de compreensão de como estes países e suas mulheres, tidas como diferentes de variadas formas, concebem as RS da QV desta população frente a pandemia da COVID-19. Objetivos: Nesse aspecto, objetiva-se de maneira geral apreender e comparar de maneira transcultural as nuances psicossociais da Qualidade de Vida na velhice feminina frente a COVID-19 entre as pessoas idosas do Brasil e Espanha através do aporte teórico-metodológico das representações sociais. Assim como, de maneira especifica: 1- Compreender as representações sociais de mulheres idosas brasileiras e espanholas a respeito da velhice; 2- Realizar análise comparativa das representações sociais de mulheres idosas brasileiras e espanholas em relação à QV; 3- Comparar sob a ótica de mulheres idosas brasileiras e espanholas suas representações sociais sobre a Pandemia da COVID-19; 4- Elaborar materiais informativos em saúde, como: cartilhas bilingues que possam ser disponibilizadas às idosas, cuidadores e profissionais de saúde. Método: A presente pesquisa trata-se de um estudo de cunho exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa, com amostra não-probabilística e por conveniência. Objetiva-se contar com uma amostra de 100 idosas, sendo estas 50 brasileiras e 50 espanholas. Destarte, evidencia-se que o tamanho escolhido da amostra segue as orientações dos estudiosos Camargo e Justo (2016), que orientam pelo menos 20 textos de segmentos textuais para que sejam analisados satisfatoriamente no software Iramuteq. Visto isso, os critérios de inclusão basearam-se em estudo prévio (Castro et al., 2020), (1) ter 60 anos ou mais de idade; (2) ser brasileira; (3) não apresentar comprometimentos que afetem a capacidade comunicativa; (4) não possuir declínio cognitivo; (5) aceitar participar voluntariamente da pesquisa e (6) assinar ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Serão excluídos do estudo os participantes que não tiverem condições de responder os instrumentos ou que iniciarem o estudo e, por alguma razão, não responderem integralmente os instrumentos de coleta de dados. Serão utilizados três instrumentos para a coleta de dados, a saber, (1) Questionário sociodemográfico, com o propósito de aquisição da descrição da amostra; (2) Técnica de Associação Livre de Palavras – TALP que tem como escopo a evocação de vocábulos, a partir de palavras estímulos indutores, cujas palavras utilizadas serão “mulher idosa”, “qualidade de vida”, “covid-19”; (3) Entrevista semiestruturada elaborada para obter informações sobre as representações sociais das mulheres idosas sobre a sua velhice, qualidade de vida e pandemia da COVID-19. Esta pesquisa faz parte do projeto “guarda-chuva” intitulado “Qualidade de Vida e Atitudes frente a Pandemia do COVID-19: um Estudo Transcultural entre Idosos”, o qual foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa – CEP da Universidade Federal do Piauí – Campus Ministro Petrônio Portella e aprovado em 30 de agosto de 2021, conforme o parecer de número 4.942.097 e CAEE 47883121.5.0000.5214. Foram observadas as recomendações apresentadas nas resoluções do Conselho Nacional de Saúde (CNS) de nº 466/2012 e nº 510/2019, que tratam da realização de pesquisa com seres humanos e determina diretrizes éticas específicas para as ciências humanas e sociais. Os dados coletados a partir do questionário sociodemográfico serão submetidos à análise das estatísticas descritivas por meio do software IBM SPSS 25.0, os dados da TALP e a entrevista semiestruturada serão analisadas por meio do software Iramuteq (Souza, et al., 2018). Resultados esperados: Espera-se que sejam otimizados estudos que simbolize aspectos psicossociais da pandemia de Covid-19 a partir de questões voltadas aos aspectos de gênero e idade relacionados ao constructo da QV sob a ótica da pessoa idosa feminina transculturalmente. Assim, encontra-se em desenvolvimento o estudo I que se coaduna com o primeiro objetivo específico, até o presente momento foram coletadas 60 entrevistas do total estimado para alcance da amostra da dissertação, sendo importante relatar que já é possível obter dados textuais susceptíveis de análises no software Iramuteq, tendo como resultado parcial uma análise do tipo nuvem de palavras como forma de visualização dos possíveis resultados da investigação proposta.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ISABELLE PATRICIÁ FREITAS SOARES CHARIGLIONE - UnB
Presidente - 1551072 - LUDGLEYDSON FERNANDES DE ARAUJO
Interno - 2441003 - RAQUEL PEREIRA BELO
Notícia cadastrada em: 30/11/2022 12:31
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb05.ufpi.br.instancia1 20/04/2024 14:53