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Banca de QUALIFICAÇÃO: KAREN YASMIN DE ALBUQUERQUE FALCÃO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KAREN YASMIN DE ALBUQUERQUE FALCÃO
DATA: 16/01/2024
HORA: 10:15
LOCAL: Online/Remoto - Google Meet
TÍTULO: TRAÇOS DE PERSONALIDADE E ANSIEDADE DE PROVA: EXPLORANDO O PAPEL DAS ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO
PALAVRAS-CHAVES: ...
PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO:

Introdução. O Ensino Superior marca uma transição altamente significativa na jornada dos estudantes, introduzindo-os a um novo ambiente educacional repleto de desafios que precisam ser enfrentados no dia a dia acadêmico. Esses desafios abrangem várias esferas, como as acadêmicas, pessoais, sociais, institucionais e vocacionais (Soares et al., 2019). Entre essas dimensões, destaca-se o âmbito acadêmico como uma fonte significativa de estresse, especialmente no que diz respeito às avaliações, com ênfase nas provas (Maia, 2019). A obtenção de resultados educacionais está diretamente vinculada ao desempenho consistente os alunos, tornando as avaliações uma parte integral do processo educacional (Lowe, 2021).   A ansiedade de prova, entendida como a resposta a estímulos ligados a situações de avaliação, emerge como um fenômeno relevante e impactante no contexto educacional (Medeiros et al., 2020; Spielberger & Vagg, 1995). Neste cenário, surge a necessidade de explorar as conexões teóricas entre traços de personalidade dos estudantes e a ansiedade de prova, investigando como certas dimensões da personalidade podem estar associadas a esse tipo de ansiedade (Asghari et al., 2013; Fitch, 2004). Por exemplo, a literatura sugere que indivíduos com níveis elevados de neuroticismo tendem a ser mais suscetíveis a experiências ansiosas em ambientes educacionais, enquanto aqueles que apresentam altos níveis de conscienciosidade são frequentemente mais organizados e menos propensos à ansiedade de prova (Silva et al., 2022). Diante dessa interação entre traços de personalidade e ansiedade de prova, surge o seguinte questionamento: Como as estratégias de enfrentamento empregadas pelos estudantes moderam a relação entre os traços de personalidade e a ansiedade de provas? Para responder esse questionamento, este projeto tem como objetivo principal: investigar o papel moderador das estratégias de enfrentamento na relação de traços de personalidade e ansiedade de prova em estudantes universitários, e em segundo plano disponibilizar uma medida de ansiedade de prova numa perspectiva multidimensional. Método: são propostos três estudos independentes, de natureza não experimental, do tipo ex-post-facto. Para todos os estudos o processo de recrutamento das amostras levará em conta como critérios de inclusão: (a) ser estudante regularmente matriculados em um curso graduação; (b) ter idade igual ou superior a 18 anos; e, após informados sobre os objetivos, riscos e benefícios do estudo no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), devem concordar em participar voluntariamente da pesquisa. Dentre os Procedimentos éticos e de coleta de dados, o estudo está atualmente em fase de coleta de dados e encontra-se aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Delta do Parnaíba, com o parecer: 6.539.113, ou seja, respeitar-se-á todas as diretrizes éticas das resoluções 466/12 e 510/16 do Conselho Nacional de Saúde. O Estudo 1tem como objetivo principal reunir evidências de validade baseada na estrutura interna do “Test Anxiety Measure for College Students - Short Form (TAM-C-SF)”, desenvolvida por Lowe (2021), composta por 24 itens, abrangendo cinco dimensões: preocupações sociais, preocupação geral, interferência cognitiva, hiperexcitação fisiológica e comportamentos irrelevantes para a tarefa, além de incluir mais uma dimensão de ansiedade facilitadora. Essa escala utiliza uma avaliação de 4 pontos, variando de 1(nunca) a 4 (quase sempre). Este estudo envolve a tradução da medida, avaliação de sua estrutura fatorial e verificação da consistência interna e confiabilidade. Os participantes (N=200) responderão à medida após a etapa de tradução. Naorganização e análise dos dados, primeiramente, os dados coletados serão tabulados através do software Just Another Statistical Program – JASP, onde serão conduzidas as análises descritivas que visam a caracterização da amostra, e em seguida será utilizado o software Factor 12.4 para realizar Análise Fatorial Exploratória (AFE), com o propósito de investigar a estrutura subjacente da medida no contexto brasileiro (Rogers, 2022). Este procedimento adotará o método Hull Comparative Fit Index (CFI)  como critério de decisão do número de fatores a serem extraídos (Damásio, 2012). Após essa etapa, será calculado o coeficiente de Ômega de McDonald para avaliar a consistência interna do instrumento. O Estudo 2tem como objetivo reunir evidências complementares da TAM-C-SF, buscando confirmar a sua estrutura fatorial e fornecer evidências de validade convergente. Os participantes (N=200) responderão à TAM-C-SF juntamente com outras medidas, como a Cognitive Test Anxiety Scale (CTAS), desenvolvida por Cassady e Johnson (2002) e adaptada para o contexto Argentino por Furlan et al. (2009)e para o Brasil por Medeiros et al. (2020). A CTAS é composta por 16 itens que avaliam a ansiedade cognitiva em provas de forma unidimensional, respondidos em escala de quatro pontos tipo Likert, variando entre 1(nada frequente em mim) a 4 (muito frequente a mim). Além disso, será utilizada a  Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21), elaborada por Lovibond e Lovibond (1995) e adaptada para o contexto brasileiro por Vignola e Tucci (2014), composta por 21 itens distribuídos em três fatores: depressão, ansiedade e estresse. Os itens são respondidos em uma escala de quatro pontos, variando de 0 (não de aplicou de maneira alguma) a 3 (aplicou-se muito ou na maioria do tempo). A análise de dados, via JASP, incluirá a Análise Fatorial Confirmatória (AFC) que adotará osindicadores de ajuste: Comparative Fit Index (CFI),com valores iguais ou superiores a 0,90; Tucker-Lewis Index (TLI), com valores acima de 0; Roor-Mean-Square Erros of Approximation (RMSEA), com valores entre 0,05 e 0,08, aceitando até 0,10 (Tabachnick & Fidell, 2007). Adicionalmente, correlações de Pearson serão aplicadas para explorar as relações entre as medidas, com o objetivo de reunir evidências de validade convergente. No Estudo 3o focoserá nas estratégias de enfrentamento como moderadoras na relação entre os traços de personalidade e a ansiedade de provas. As hipóteses incluem associações entre neuroticismo e ansiedade de prova, conscienciosidade e baixa ansiedade de prova, extroversão e baixa ansiedade de prova, bem como efeitos moderadores de estratégias de enfrentamento. Os participantes (N=200) terão acesso à TAM-C-SF descrita nos estudos anteriores, ao Inventário dos Cinco Grandes Fatores da Personalidade (ICGFP), desenvolvido por John et al. (1991) e adaptado para o contexto brasileiro por Gouveia et al. (2021), composto por 20 itens do tipo Likert, variando de 1 “nunca” a 5 “sempre”. Os itens são agrupados em cinco fatores: abertura à mudança, conscienciosidade, extroversão, amabilidade, neuroticismo. Além disso, será utilizado o Coping With Pre-Exam Anxiety and Uncertain (COPEAU), elaborado por Stöber (2004), adaptado para o contexto brasileiro, embora ainda não tenha sido publicado oficialmente. Essa escala é composta por 20 itens, divididos em três fatores distintos: orientação de tarefa e preparação; busca de apoio social e evitação. Os itens são respondidos em uma escala de seis pontos do tipo Likert variando de 1 “nunca faço” a 6 “sempre faço”. A análise dos dados será realizada por meio do software estatístico JASP. Inicialmente, serão realizadas as estatísticas descritivas para caracterizar a amostra. Em seguida, serão conduzidas correlações de Pearson para verificar as associações preliminares entre as variáveis: traços de personalidade, ansiedade de provas e estratégias de enfrentamento. Por fim, para testar a hipótese de moderação das estratégias de enfrentamento na relação entre os traços de personalidade e a ansiedade de provas, serão realizadas regressões múltiplas. Resultados esperados: Os resultadosdeste estudoconsistem em fornecer uma medida confiável e adaptada para avaliar a ansiedade de prova no contexto brasileiro, adotando uma abordagem multidimensional. Além disso, compreender as interações entre traços de personalidade, ansiedade de prova e estratégias de enfrentamento, possibilitando o desenvolvimento de orientações personalizadas para auxiliar os estudantes na gestão da ansiedade de prova. Os benefícios individuais estendem-se para além do contexto pessoal, contribuindo para a saúde mental nas instituições acadêmicas ao identificar grupos de risco e direcionar esforços preventivos. O estudo tem potencial de resultar em um modelo explicativo enriquecedor para a área de Avaliação Psicológica e Psicologia Escolar e Educacional, beneficiando profissionais e pesquisadores.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3258152 - CYNTIA MENDES DE OLIVEIRA
Presidente - 2730053 - EMERSON DIÓGENES DE MEDEIROS
Externo à Instituição - JOSÉ AUGUSTO EVANGELHO HERNANDEZ - UERJ
Notícia cadastrada em: 10/01/2024 07:47
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