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Banca de DEFESA: MAURICIO EDUARDO CHAVES E SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAURICIO EDUARDO CHAVES E SILVA
DATA: 27/04/2012
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO TROPEN/UFPI
TÍTULO:

TÍTULO: ESTRUTURA POPULACIONAL E ETNOBOTÂNICA DA PALMEIRA BABAÇU (Attalea speciosa Mart. ex Spreng) COMO SUBSÍDIOS PARA EXTRATIVISMO SUSTENTÁVEL NO PIAUÍ, BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Ecologia de populações. Saber tradicional. Produtos Florestais Não Madeireiros. Manejo sustentável. Babaçu.


PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

O babaçu (Attalea speciosa Mart. ex Spreng) é uma palmeira nativa presente na “região dos cocais”, estados do Maranhão e Piauí, onde é tradicionalmente utilizada por pequenos produtores rurais. As densas populações naturais dessa espécie, os babaçuais como são reconhecidos regionalmente, possuem destaque pelo grande potencial de exploração econômica e pelo papel social que exerce, através do seu extrativismo que vai desde suas folhas até as sementes. O estímulo ao manejo de produtos florestais não madeireiros (PFNMs), entre os quais se incluem os produtos do babaçu, é uma alternativa promissora, mas que, no entanto, é necessário conhecimento amplo sobre a ecologia e saber tradicional das espécies. Este trabalho teve por objetivo descrever e analisar a estrutura populacional do babaçu, bem como documentar aspectos etnobotânicos relacionados ao conhecimento e uso da palmeira em comunidades rurais extrativistas do norte do Piauí. Os estudos populacionais da palmeira foram desenvolvidos em parcelas amostrais de 50x10m em quatro áreas, localizados nos municípios de Esperantina, José de Freitas e Teresina, onde a população estudada foi classificada em cinco estádios de desenvolvimento: Plântula, Jovem I, Jovem II, Adulto não-reprodutivo e Adulto reprodutivo. A investigação etnobotânica se deu em três comunidades rurais extrativistas mediante entrevistas semiestruturadas aplicadas a 43 informantes-chave. Foi amostrado nas áreas estudadas um total de 2.163 indivíduos, sendo na área I (508), área II (723), área III (631) e área IV (301). Os resultados indicam que, em geral nas quatro áreas, as populações de babaçu são abundantes, com formação de floresta oligárquica, apresentando potencial de regeneração, pois em todas as áreas estudadas a estrutura das populações apresentaram formato J invertido, o que evidencia a tolerância a distúrbios antrópicos, como queimadas, presença de gado e colheita de frutos, demonstrando a significativa capacidade de resiliência dos babaçuais. No entanto, em locais onde o extrativismo é intenso, verificou-se evidências iniciais de que a atividade extrativa poderia estar reduzindo o número de indivíduos presentes nas classes iniciais. Sugerindo, dessa forma que a prática atual contribui negativamente na sua demografia. Em relação às informações etnobotânicas verficamos que a palmeira pode apresentar múltiplos usos, tanto para a subsistência das famílias, como de maneira comercial, sendo que seus frutos e folhas são mais utiizados no cotidiano dessas comunidades. Os resultados das entrevistas indicam amplo conhecimento e uso da espécie, de modo que por meio da atividade da quebra do coco, muitas famílias complementam, ou até mesmo, constitui a única fonte de renda familiar. Porém, verificou-se que as novas gerações estão começando a se distanciar das tradições locais, sejam por meio do acesso as novas oportunidades ou mesmo por uma questão de melhoria econômica dessas famílias. Espera-se que os resultados deste trabalho possam contribuir na implementação de políticas públicas para a proteção e uso racional dos babaçuais; subsidiando a definição de um plano de manejo e conservação que levem em conta estudos com embasamento no conhecimento ecológico e saber tradicional da espécie. Pois o manejo sustentável pode favorecer a conservação das florestas e de seus serviços e se tornar uma alternativa produtiva que permita a associação entre geração de renda e manutenção dos meios de vida das comunidades locais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELISÂNGELA SOUSA DE ARAÚJO - UFMA
Interno - 1167538 - JOSE MACHADO MOITA NETO
Presidente - 1167785 - ROSELI FARIAS MELO DE BARROS
Notícia cadastrada em: 17/04/2012 08:32
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