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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSEANE LUSTOSA MACHADO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSEANE LUSTOSA MACHADO
DATA: 22/07/2016
HORA: 08:00
LOCAL: Tropen
TÍTULO:

A “INVISÍVEL” DIVERSIDADE DE OOMICETOS (OOMYCOTA), USOS E QUALIDADE DA ÁGUA DO COMPLEXO AÇUDE JOANA EM PEDRO II, PIAUÍ


PALAVRAS-CHAVES:

Água. Complexo Açude Joana.


PÁGINAS: 130
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

Os Oomicetos (Oomycota) são organismos cosmopolitas, heterotróficos encontrados nos ambientes aquáticos e terrestres como sapróbios ou parasitas. Mesmo com a relevante importância ecológica e econômica destes organismos, poucos estudos correlacionam os usos e a qualidade da água com sua ocorrência, bem como discutem a “invisibilidade” destes organismos e sua relação com o homem. A gestão inadequada dos recursos naturais e as constantes interferências antrópicas têm provocado graves impactos aos ecossistemas, comprometendo a qualidade e manutenção dos corpos d’água doce, realidade comum em diversas cidades brasileiras. O Açude Joana no município de Pedro II, Piauí, é a destinação final de resíduos e dejetos de origem doméstica, agrícola e industrial, que são lançados sem nenhum tratamento no leito do rio Corrente/riacho Pirapora, seu principal alimentador, juntamente com as nascentes Bananeira e Pinga. Nesse contexto, pretende-se identificar a diversidade de Oomicetos, com destaque às espécies com potencial patogênico e analisar os usos e a qualidade da água do complexo Açude Joana e a relação da população utilitária com estes organismos “invisíveis”. Para o estudo da diversidade de oomicetos foram realizadas coletas de água e solo em oito pontos amostrais, conforme Técnica de Iscagem Múltipla de Milanez (1989). Após o isolamento, foram identificados em nível de espécie no Laboratório de Micologia/Fungos Zoospóricos da Universidade Federal do Piauí – UFPI. Com a análise parcial da diversidade de oomicetos a partir de 60 isolamentos, obteve-se a identificação de 11 táxons distribuídos em seis famílias, sendo a mais representativa a família Pythiaceae com quatro táxons: Pythium echinulatum, P. palingenes, P. ultimum var. sporangiiferum e P. vexans; seguido por Pythiogetonaceae representado pelos táxons Pythiogeton dichotomum, P. ramosum, P. uniforme. A família Leptolegniellaceae, representado por Leptolegniella keratinophila, Leptolegniaceae por Plectospira myriandra, Saprolegniaceae por Aphanomyces keratinophilus e Myzocytiopsidaceae por Myzocytiopsis zoophthora. Alguns táxons possuem potencial patogênico relatados na literatura especializada, destacando os pertencentes ao gênero Pythium e Pythiogeton que podem provocar enfermidades em plantas de interesse econômico. Assim, percebe-se a relevância destas análises em virtude dos múltiplos usos do complexo Açude Joana, em especial o abastecimento público, a pesca e irrigação de culturas que podem ser suscetíveis aos oomicetos.

 

Ecologia. Fungos-like. Percepção. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 423676 - ANTONIO CARDOSO FACANHA
Externo à Instituição - DIVAMELIA DE OLIVEIRA BEZERRA GOMES - IFPI
Interno - 1046342 - ELAINE APARECIDA DA SILVA
Presidente - 423426 - JOSE DE RIBAMAR DE SOUSA ROCHA
Externo à Instituição - MITRA MOBIN - UNINOVAFAPI
Notícia cadastrada em: 04/07/2016 09:59
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