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Banca de DEFESA: ANDRÉ BASTOS DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRÉ BASTOS DA SILVA
DATA: 16/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório TROPEN
TÍTULO: Conhecimento ecológico tradicional do manejo da ictiofauna na comunidade de pescadores artesanais de Amarante, Piauí, Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Etnoictiologia. Conhecimento ecológico local. Pesca artesanal. Bacia do rio Parnaíba
PÁGINAS: 51
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO: As interações entre seres humanos e os recursos pesqueiros remontam milhares de anos e consistem em uma conexão básica nas comunidades pesqueiras para fins de subsistência, segurança alimentar, economia e cultura. No entanto, esta relação trouxe fortes pressões sobre os estoques de peixes. Neste contexto, ressalta-se a necessidade de envolvimento das comunidades pesqueiras no processo de manejo da pesca, a partir conhecimento ecológico local dos pescadores. O principal objetivo deste estudo foi avaliar quais fatores socioeconômicos influenciam no conhecimento de pescadores artesanais sobre a diversidade da ictiofauna conhecida e localmente manejada na comunidade pesqueira de Amarante, no médio Parnaíba, Nordeste brasileiro. Entrevistas semiestruturadas e técnicas de observação direta e participante foram empregadas para coleta de dados. Estes foram analisados por estimadores de riqueza, estatísticas multivariadas e não-paramétricas. Um total de 70 pescadores artesanais participou desta pesquisa (41 homens e 29 mulheres) com idades entre 25 e 65 anos (média ± DP: 43,4 ± 9,07 anos). Entre estes entrevistados foram reconhecidas 61 espécies, variando de cinco a 53 (31,28 ± 9,71 espécies) por pescador entrevistado, com esforço amostral de 95,37% (Sobs/Jack 2) para 99,20% (Sobs/Chao 2), considerado satisfatório dado que as curvas de acumulação de espécies Chao 2 e Jack 2 atingiram suas respectivas assíntotas. As informações obtidas ratificaram a importância das ordens Characiformes e Siluriformes para a pesca artesanal na região neotropical, especialmente para o Brasil. A disparidade encontrada entre os números mínimo e máximo de espécies registradas nas entrevistas indica que o conhecimento sobre peixes não está distribuído de forma igual entre os pescadores. No geral, estima-se que os peixes mais citados sejam também os mais pescados na região, pois estes tendem a atrair mais atenção dos pescadores por serem mais frequentes nas pescarias, em feiras públicas ou nas residências. Observou-se que o conhecimento dos pescadores sobre a riqueza de espécies variou significativamente em função das variáveis socioeconômicas gênero, quantidade de turnos empregados ao dia e número de instrumentos utilizados na pesca. Estes fatores, da variável tempo de vivência na pesca, também exerceram influência no conhecimento da composição de espécies. Essas variáveis podem ser consideradas preditoras importantes na seleção dos pescadores para estratégias participativas de manejo e conservação dos recursos pesqueiros, reforçando a importância das comunidades locais.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1670535 - CLARISSA GOMES REIS LOPES
Interno - 1046342 - ELAINE APARECIDA DA SILVA
Externo à Instituição - FÁBIO JOSÉ VIEIRA - UESPI
Interno - 423289 - JOAO BATISTA LOPES
Externo à Instituição - RODRIGO FERREIRA DE MORAIS - UESPI
Notícia cadastrada em: 26/01/2018 14:30
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