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Banca de DEFESA: PAULO GUSTAVO DE ALENCAR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAULO GUSTAVO DE ALENCAR
DATA: 23/03/2018
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório TROPEN
TÍTULO: Cajucultura no Semiárido piauiense: sistemas agrários e dinâmica espacial
PALAVRAS-CHAVES: Cajucultura. Agricultura sustentável. Sistemas Agrários. Convivência com o Semiárido
PÁGINAS: 326
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

A cajucultura é reconhecida como uma das principais atividades econômicas para o Estado do Piauí, principalmente pela geração de trabalho, renda e divisas em situações adversas. O cajueiro é considerado uma planta resistente e adaptada ao Semiárido, onde localiza-se a área de estudo da presente pesquisa. A cajucultura tem passado por diversas crises que resultaram na redução da área plantada no Piauí. A atividade foi incluída como prioritária em ações de desenvolvimento sustentável coordenadas pelos governos do Estado para o território Vale do rio Guaribas. As ações institucionais atualmente têm sido pontuais e desarticuladas, e dificultam a viabilização das estratégias de recuperação da cajucultura. A presente pesquisa tem como objetivo geral avaliar a dinâmica da atividade da cajucultura nos municípios interligados pelas rodovias BR-020 e BR-230/316, visando a compreensão da sua importância para o desenvolvimento sustentável do Semiárido piauiense. São objetivos específicos discutir o conceito de agricultura sustentável para o Semiárido, levantar o histórico de introdução da atividade na área de estudo, realizar um diagnóstico dos sistemas agrários da cajucultura e fazer o mapeamento e a análise espaço-temporal da cajucultura na área de estudo. A metodologia pautou-se em uma análise sistêmica e interdisciplinar onde foram associados dados de pesquisa qualitativa obtidos em entrevistas e observações de campo, dados de revisão bibliográfica, dados de instituições oficiais e análise de dados espaciais e de sensores remotos. As discussões sobre a convivência com o Semiárido delimitam princípios, estratégias, diretrizes e tecnologias para o desenvolvimento territorial sustentável. A expansão da cajucultura para o Semiárido piauiense ocorreu com adoção de estratégias diferenciadas, com subsídios para as empresas e estimulo dos pequenos produtores por meio da rede de assistência técnica e oferta de crédito. A expansão dos pequenos e médios plantios ocorreram em função da expectativa de geração de renda. A instalação de agroindústrias para o processamento do pedúnculo em municípios da área de estudo tem gerado trabalho e renda nos diversos segmentos da cadeia produtiva. Os produtos agroindustrializados ainda são pouco diversificados e o mercado da matéria prima continua controlado pela rede de atravessadores. A concentração fundiária e a pulverização das terras dos agricultores familiares são entraves para o desenvolvimento de uma cajucultura sustentável. A dinâmica da atividade tem sido marcada pelo impacto inicial das áreas extensivas sobre a Caatinga, seguido de redução das áreas extensivas empresariais e expansão da cajucultura familiar, a substituição do cajueiro comum pelo anão-precoce, a disseminação do uso de agrotóxicos e a mecanização excessiva. O desenvolvimento da cajucultura dentro da perspectiva de desenvolvimento sustentável exige mudanças estruturais, como a desconcentração fundiária, e adoção de medidas que permitam o fortalecimento da agricultura familiar, como a disseminação das pesquisas científicas consolidadas, adequação das estratégias de concessão de crédito ao planejamento de desenvolvimento da cajucultura estadual, disponibilização de assessoria técnica e capacitação para os processos de gestão e produção orgânica e a adoção de sistemas produtivos mais diversificados e estáveis.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2098982 - GIOVANA MIRA DE ESPINDOLA
Interno - 423676 - ANTONIO CARDOSO FACANHA
Interno - 905801 - GERSON ALBUQUERQUE DE ARAUJO NETO
Externo à Instituição - RENATO SÉRGIO SOARES COSTA - IFPI
Externo à Instituição - VALDIRA DE CALDAS BRITO VIEIRA - IFPI
Notícia cadastrada em: 02/03/2018 11:16
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 20/01/2020 14:26