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Banca de DEFESA: AIRTON JANES DA SILVA SIQUEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AIRTON JANES DA SILVA SIQUEIRA
DATA: 10/02/2020
HORA: 10:00
LOCAL: PRODEMA/UFPI
TÍTULO: AVES MIGRATÓRIAS DOS ESTUÁRIOS CARDOSO E CAMURUPIM, PIAUÍ, BRASIL: RIQUEZA, ETNORNITOLOGIA E IMPACTO TURÍSTICO
PALAVRAS-CHAVES: Avifauna. Conhecimento Tradicional. Impactos Antrópicos. Migração. Turismo.
PÁGINAS: 102
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

 

A migração de aves é um fenômeno sazonal que leva todos os anos milhares de indivíduos a realizarem longas movimentações em busca de recursos e locais favoráveis à sua sobrevivência. No entanto, os impactos decorrentes da ação antrópicos têm tornado o futuro deste comportamento cada vez mais imprevisível. Dessa forma, o conhecimento das áreas de invernada, assim como os impactos aos quais as aves estão vulneráveis nesses locais é de suma importância para a conservação das espécies. Diante disto, este estudo teve como objetivo levantar e caracterizar as espécies de aves migratórias que invernam nos estuários dos rios Cardoso e Camurupim; analisar os impactos das atividades turísticas sobre suas populações e registrar o conhecimento etnoornitológico dos pescadores da comunidade de Macapá, situada próxima aos estuários. O levantamento da avifauna se deu através de pontos de escuta distribuídos ao longo dos estuários. Os impactos ocasionados pelo turismo foram analisados através da alteração de comportamentos das aves provocados pelas atividades turísticas, sendo consideradas diferentes zonas de impactos. Os dados etnoornitológicos foram coletados por meio de diálogos informais e formulários semiestruturados. Foram levantadas 19 espécies de aves migratórias distribuídas em duas ordens e três famílias. As espécies mais abundantes foram Charadrius semipalmatus, Calidris pusilla, Numenius hudsonicus e Arenaria interpres. Considerando o conhecimento tradicional, foram citadas 14 espécies de aves migratórias que invernam nos estuários, sendo estas mais abundantes entre os meses de novembro a março. Também foi consenso entre a maioria dos pescadores que houve redução na população de aves migratórias nas ultimas décadas, sendo o aumento do fluxo de pessoas, a caça e a perda de hábitat apontados como as principais causas para este declínio. As atividades turísticas que mais impactam as aves na perspectiva dos entrevistados foram: a prática do kitesurf, o passeio de banana boat e o passeio de barco. De acordo com as observações em campo, os distúrbios sobre as aves são ocasionados principalmente pela aproximação de turistas caminhando (66%) e pela prática de kitesurf (30%). Apesar do maior número de distúrbios serem ocasionados por pedestre, as aves se mostraram mais sensíveis ao kitesurf, visto que as reações de fuga foram registradas sempre acima de 60 metros. A área de estudo apresenta uma rica diversidade de aves migratórias, o que significa que a região é um importante local de parada para muitas espécies que migram através da Rota Atlântica. No entanto, as espécies vêm enfrentando distúrbios ocasionados pelo turismo na região, se fazendo necessária a implementação de medidas mitigatórias para garantir um cenário adequado para o futuro das espécies que invernam nos estuários Cardoso e Camurupim.



MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1653145 - ANDERSON GUZZI
Interno - 1291400 - DENIS BARROS DE CARVALHO
Externo à Instituição - FILIPE AUGUSTO GONÇALVES DE MELO - UESPI
Externo à Instituição - Guilherme Fernandez Gondolo - NENHUMA
Interno - 2129289 - MARCIA LEILA DE CASTRO PEREIRA
Notícia cadastrada em: 17/01/2020 16:32
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