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Banca de DEFESA: FRANCISCO IGOR RIBEIRO DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FRANCISCO IGOR RIBEIRO DOS SANTOS
DATA: 12/02/2021
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/uam-msdi-sba
TÍTULO: INFLUÊNCIA DO CONHECIMENTO ECOLÓGICO LOCAL DE COMUNIDADES RURAIS NA SUCESSÃO ECOLÓGICA EM FRAGMENTOS FLORESTAIS TROPICAIS SAZONALMENTE SECOS
PALAVRAS-CHAVES: Regeneração natural. Conhecimento tradicional. Etnobotânica. Florestas Secas.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Outra(s)
ÁREA: Ciências Ambientais
RESUMO:

As florestas tropicais sazonalmente secas (FTSS) sofrem diversos impactos relacionados à pressão humana no uso das terras, e a perda de biodiversidade é iminente. A constante degradação das florestas indica que futuramente a maioria das florestas maduras serão substituídas por manchas florestais em diferentes níveis de sucessão. O conhecimento ecológico local dos agricultores, bem como a verificação das espécies conhecidas e utilizadas nos fragmentos florestais, é uma ferramenta importante e pode subsidiar políticas de manejo para regeneração de áreas antropizadas. Diante do exposto, este trabalho tem por objetivos: (I) investigar os conhecimentos ecológicos das comunidades circunvizinhas de um fragmento de floresta tropical seca, bem como sobre o processo sucessional deste tipo vegetacional (II) avaliar a relação das variáveis preditoras e do conhecimento dos agricultores de diferentes comunidades sobre as espécies iniciais e tardias em fragmentos florestais secundários. O estudo foi realizado em fragmentos florestais do Eco Resort Nazareth (José de Freitas, PI) e em duas comunidades do entorno: Segurança II e Assentamento São Domingos. A pesquisa foi desenvolvida com agricultores que possuem bastante conhecimento sobre os fragmentos florestais e sobre as áreas abandonadas. O universo amostral foi definido de acordo com a técnica bola de neve. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e turnê guiadas para coletas das espécies vegetais. Obtivemos a participação de 36 agricultores (9 mulheres e 27 homens). Foram reconhecidos pelos agricultores 137 espécies em áreas de regeneração, sendo divididas em colonizadoras iniciais (32,84%), tardias (27,1%) e plantas que são iniciais e tardias (40,15%).  A riqueza de espécies no geral na comunidade Segurança II foi de 126 espécies, sendo 91 espécies colonizadoras iniciais e 82 tardias. Na comunidade São Domingos a riqueza geral foi de 73 espécies, sendo 43 para colonizadoras iniciais e 40 espécies para as tardias. No modelo linear generalizado (GLMs) em ambas as comunidades as variáveis preditoras para conhecimento da riqueza de espécies iniciais foram idade, tempo e a junção entre essas variáveis. Para as espécies tardias, as variáveis número de visitas aos fragmentos florestais, tempo de regeneração dos fragmentos e a junção entre essas variáveis atuaram significativamente nos modelos. Em ambas as comunidades, os idosos reconhecem mais as espécies colonizadoras inicias, enquanto as espécies tardias foram mais reconhecidas pelos agricultores mais jovens. Os informantes indicaram que as plantas em áreas em regeneração, logo após o corte raso, são capazes de retornarem e que a ação antrópica pode invalidar o processo de sucessão ecológica de acordo com o grau de perturbação dos fragmentos florestais. No geral as experiências e vivências dos agricultores contribuíram para a formação do conhecimento das transformações das áreas de fragmentos florestais.  Conclui-se que os agricultores possuem conhecimento em relação às espécies de plantas encontradas nos fragmentos florestais e esse conhecimento é estratégico para o manejo e conservação dos recursos florestais tropicais sazonalmente secos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1670535 - CLARISSA GOMES REIS LOPES
Interno - 1167785 - ROSELI FARIAS MELO DE BARROS
Interno - 423289 - JOAO BATISTA LOPES
Externo à Instituição - FÁBIO JOSÉ VIEIRA - UESPI
Externo à Instituição - Josiene Maria Falcão Fraga dos Santos - UNEAL
Notícia cadastrada em: 05/02/2021 12:20
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