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Banca de DEFESA: FLAVIANE ALVES DE PINHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FLAVIANE ALVES DE PINHO
DATA: 14/05/2015
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório do Núcleo de Pós-Graduação em Ciências Agrárias
TÍTULO:

QUANTIFICAÇÃO DE mRNA DE IGF-I EM PELE, FÍGADO, BAÇO E LINFONODO POPLÍTEO DE CÃES NATURALMENTE INFECTADOS POR Leishmania (Leishmania) chagasi


PALAVRAS-CHAVES:

leishmaniose visceral, cão, insulin-like growth factor I, pele


PÁGINAS: 61
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
RESUMO:

A leishmaniose visceral (LV) é uma enfermidade infecciosa generalizada, crônica, que acomete preferencialmente órgãos ricos em células do sistema fagocítico mononuclear. O protozoário causador da LV nas Américas é Leishmania (Leishmania) chagasi. O cão doméstico é considerado o principal reservatório da LV. Durante a infecção, o fator de crescimento insulina símile-I (“insulin-like growth factor-I” = IGF-I) por exercer papel modulador na resposta imune, sobretudo por sua ação direta sobre a leishmânia, tem-se destacado como um fator importante no desenvolvimento da LV. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a participação de IGF-I no desenvolvimento da infecção e na patogenia da LV em cães naturalmente infectados por Leishmania (Leishmania) chagasi e em cães não infectados, analisando a sua expressão em pele, fígado, baço e linfonodo poplíteo. Foram utilizados seis cães infectados com manifestação clínica para LV e seis cães não infectados controle. Os animais foram examinados clinicamente e foram realizados exames hematológicos e bioquímicos. Foram coletados fragmentos da orelha, região ungueal anterior, fígado, baço e linfonodo poplíteo. Foram preparados imprints dos órgãos em lâminas para análise citológica e em seguida fragmentos foram fixados em formol a 10% para análise histopatológica, e em meio RPMI 1640 com glicerol a 10% para RT-PCR e PCR em tempo real. Os achados clínicos mais freqüentes foram lesões de pele (100%) e linfadenopatia (66,67%). Os exames laboratoriais revelaram anemia normocítica normocrômica, aumento de transaminase glutâmica pirúvica (TGP), aumento de proteínas totais com hiperglobulinemia e hipoalbuminemia em 80% dos cães infectados. Na análise citológica observou-se uma correlação positiva entre o parasitismo na pele e linfonodo poplíteo (r=0,99). A análise histopatológica em pele revelou, dentre outras alterações, infiltrado inflamatório difuso e/ou focal predominantemente linfohistioplasmocitário. Havia correlação entre as alterações inflamatórias presentes na orelha e região ungueal (r= 0,85). O fígado apresentou como lesão mais severa, metamorfose gordurosa. Havia hipertrofia e hiperplasia de células de Kupffer em intensidade maior no grupo de animais infectados quando comparado ao grupo controle (P= 0,0476). No baço, foi encontrado depleção de células da bainha periarteriolar e granulomas. No linfonodo poplíteo observou-se infiltrado inflamatório linfohistioplasmocitário na cápsula e hiperplasia de folículos em intensidade maior do que no grupo controle (P= 0,0274). Além disso, havia depleção de folículos e de células da região paracortical. Ao analisar os níveis séricos de IGF-I, observou-se que os animais infectados apresentavam níveis diminuídos quando comparado ao grupo controle, mas sem diferença significante. A análise da expressão de mRNA de IGF-I permitiu observar que em pele, baço e fígado, ocorreram valores maiores de IGF-I nos cães infectados quando comparados aos animais controles. Em contrapartida, em linfonodo poplíteo os animais infectados apresentaram expressão de IGF-I menor quando comparados aos animais controles. De um modo geral, fígado de cães apresentava uma maior expressão de mRNA de IGF-I quando comparados aos demais órgãos. Nos animais com um quadro clínico mais avançado para LV, observou-se uma notável queda na expressão de IGF-I em pele, baço e linfonodo, exceto no fígado. Conclui-se que animais com LV apresentaram uma maior
expressão de IGF-I em pele, baço e fígado, sugerindo que a expressão de IGF-I pode estar associada com o estabelecimento da infecção leishmaniótica.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 063.579.198-61 - CÉLIA MARIA VIEIRA VENDRAME - USP
Interno - 2221697 - MARIA DO SOCORRO PIRES E CRUZ
Presidente - 423624 - SILVANA MARIA MEDEIROS DE SOUSA SILVA
Notícia cadastrada em: 15/04/2015 08:53
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