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Banca de QUALIFICAÇÃO: KARINA OLIVEIRA DRUMOND

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KARINA OLIVEIRA DRUMOND
DATA: 28/02/2013
HORA: 14:30
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal
TÍTULO:

CARGA PARASITÁRIA NA PELE DE CÃES COM LEISHMANIOSE VISCERAL SUBMETIDOS A TRATAMENTO EM DIFERENTES FASES DE MANIFESTAÇÃO DA DOENÇA


PALAVRAS-CHAVES:

Leishmania, pele, flebotomínio, xenodiagnóstico


PÁGINAS: 30
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
SUBÁREA: Patologia Animal
ESPECIALIDADE: Anatomia Patologia Animal
RESUMO:

Um dos aspectos mais importantes relacionados à transmissão da leishmaniose visceral (LV) de cães para o vetor Lutzomyia longipapis é o parasitismo cutâneo. Cães sintomáticos apresentam, sabidamente, potencial de transmissão de Leishmania ao vetor, entretanto existem muitas divergências acerca da capacidade de transmissão da doença a partir de cães sem manifestações clínicas de LV. Dessa forma, a possibilidade de eliminação do parasitismo cutâneo em animais com e sem manifestações clínicas de LV pós-tratamento pode contribuir para diminuição da doença. Objetivou-se com esse trabalho verificar o parasitismo na pele de cães infectados com e sem manifestações clínicas de LV e o potencial de transmissão para o vetor, antes e após tratamento com associação de alopurinol e levamisol. Foram utilizados oito cães sintomáticos, com exame sorológico e parasitológico positivo para LV e com três ou mais manifestações clínicas; nove cães assintomáticos, sendo cinco com exame sorológico e parasitológico (PCR e/ou cultura) positivo e quatro com exame sorológico positivo, sem manifestações clínicas; e nove cães não infectados. Os sinais clínicos foram classificados, quanto à severidade, com um escore de 0 a 3: 0 = ausente, 1 = leve, 2 = moderado, 3 = severo. O escore final para cada animal foi resultante da soma dos diversos escores para aquele sinal clínico. Os cães sintomáticos e assintomáticos foram tratados com a associação de alopurinol (20 mg/kg, via oral, duas vezes ao dia) e levamisol (0,5 mg/kg, via oral, em dias alternados), durante cinco e três meses, respectivamente. Xenodiagnóstico foi realizado em todos os cães sintomáticos e assintomáticos antes do tratamento e em oito cães sintomáticos e quatro cães assintomáticos após o tratamento. Xenodiagnóstico foi realizado também em todos os cães não infectados. Fragmentos de pele do pavilhão auricular foram coletados e destinados à realização de histopatologia e imunoistoquímica antes e após tratamento. Foram confeccionados esfregaços de amostras de pele, medula óssea e linfonodos poplíteos para exame direto (microscopia) antes, durante e após tratamento. Durante e após o tratamento foi observada melhora clínica relacionados ao ganho de peso, diminuição das lesões de pele, queratinização do focinho, alopecia, linfadenopatia, apatia, diarréia e epistaxe, evidenciada pela mediana dos escores clínicos. Cães assintomáticos apresentaram perda de peso leve durante os meses de avaliação, assim como os cães do grupo não infectados. Antes do tratamento foram observadas formas amastigotas em amostras de medula óssea e/ou linfonodo poplíteo em todos os cães sintomáticos. Durante e após o tratamento foi observado que as amostras de medula óssea e/ou linfonodo poplíteo foram positivas em três cães sintomáticos. Amostras de imprint de pele da orelha foram positivas apenas antes do tratamento, em um cão sintomático. Entretanto, em cortes histológicos de pele da orelha foram evidenciadas formas amastigotas de Leishmania em quatro cães sintomáticos. Não foram encontradas formas amastigotas de Leishmania em amostras de pele em quatro cães assintomáticos antes, durante e após tratamento. Foi realizado a padronização da reação de imunoistoquímica, tendo sido observada marcação de amastigotas nos cães sintomáticos antes do tratamento mas, após o tratamento, não foram observadas formas amastigotas nos cães sintomáticos. Em cães assintomáticos não foram observadas marcações de amastigotas nem antes e nem após o tratamento. Xenodiagnóstico antes do tratamento revelou que cinco (62,5%) dos oito cães sintomáticos, infectaram os flebotomíneos com taxas de infecção diferentes. Não houve correlação entre o escore clínico dos cães e o número de flebotomíneos infectados. Após o xenodiagnóstico dos cães sintomáticos tratados, não foram observadas formas promastigotas no interior dos flebotomíneos alimentados. Também não houve correlação com o escore clínico. Após xenodiagnóstico realizado em nove cães assintomáticos antes do tratamento verificou-se que nenhum animal apresentou capacidade de infecção para o vetor, bem como em quatro cães assintomáticos tratados. Após xenodiagnóstico realizado em cães não infectados, também não foram observadas formas amastigotas nas fêmeas dissecadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423172 - FRANCISCO ASSIS LIMA COSTA
Externo ao Programa - 423646 - REGINALDO RORIS CAVALCANTE
Externo à Instituição - MARIA DAS GRAÇAS PRIANTI - NENHUMA
Notícia cadastrada em: 14/02/2013 11:58
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