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Banca de DEFESA: ROSIANNE MENDES DE ANDRADE DA SILVA MOURA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ROSIANNE MENDES DE ANDRADE DA SILVA MOURA
DATA: 27/04/2018
HORA: 14:30
LOCAL: Prédio da pós-graduação
TÍTULO: Caprinos em área de caatinga do semiárido piauiense: forragem disponível, valor nutritivo da dieta, comportamento e desempenho
PALAVRAS-CHAVES: Cabras, pastagem nativa, plantas forrageiras, peso corporal
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
SUBÁREA: Pastagem e Forragicultura
ESPECIALIDADE: Avaliação, Produção e Conservação de Forragens
RESUMO:

CARACTERIZAÇÃO ETNOBOTÂNICA, COMPORTAMENTO E VARIAÇÃO DE PESO DE CAPRINOS EM SÍTIOS DE PASTEJO DE VEGETAÇÃO DE CAATINGA NO SEMIÁRIDO PIAUIENSE

 

Pastagens nativas em áreas de Caatinga no Piauí constituem a principal fonte de alimentação de ruminantes domésticos. Nesse cenário, conhecimentos acerca de características físicas e biológicas são essenciais para a definição de manejos destes ecossistemas. Neste trabalho, realizado no Assentamento Lisboa, município de São João do Piauí, no período de outubro de 2015 a outubro de 2016, foram avaliados: a dieta de caprinos, a fitossociologia e a forragem disponível, valor nutritivo da dieta, comportamento e variação no peso de caprinos em dois sítios ecológicos. A dieta foi identificada através de levantamento etnobotânico, e posteriormente, levantamento fitossociológico; quantificou-se a massa de forragem e avaliou-se o valor nutritivo de espécies forrageiras nativas. A distância percorrida e o tempo de pastejo foi estimado com uso de GPS, foram avaliados o peso de 18 cabras adultas no período de um ano com pesagens a cada 14 dias. No levantamento etnobotânico, foram citadas 31 espécies de plantas forrageiras como presentes na dieta de caprinos, porém, somente 16 espécies foram encontradas nos sítios, correspondendo a 47% das citações. Com o estudo fitossociológico, foram inventariados 923 indivíduos, sendo 436 contabilizados na Caatinga arbustiva, e 487 indivíduos na, Caatinga arbórea, nesta ocorreu maior diversidade florística com o H’ de 2,16 nats.ind-1; o H’ na área arbustiva foi 1,02 nats.ind-1. O coeficiente de Jaccard indicou baixa homogeneidade florística entre as áreas, com J igual a 0,13. A fitomassa total variou de 338,32 a 41,13 kg MS.ha-1 (Caatinga arbustiva) e 917,28 a 21,64 kg MS.ha-1 (Caatinga arbórea), nos meses de março e julho, respectivamente. Em outubro a produção de serapilheira foi de 1.785,96 na caatinga arbustiva e 1.587,28 kg MS ha-1 na arbórea. O maior peso das matrizes foi registrado no mês de maio, 33,1 kg.PV-1, época de transição entre a chuva e a seca, e o menor peso médio, 26,93 kg.PV-1, no final do período seco. Os animais tinham acesso a uma área de cerca de 2.880 ha, contudo o ponto de água foi um fator que definiu as áreas de pastejo e o deslocamento. No período chuvoso percorreram ao longo do dia uma média de 6,43 km dia-1, sendo que na época seca, essa distância percorrida foi 7,36 km dia-1. Com relação as atividades desenvolvidas pelos animas durante o dia, estimantiva a partir de dados de distância percorrida, a maior parte do tempo foi investida em deslocamento, 62,7%, em pastejo foi 36,5%. Os arbustos e árvores são as principais fontes de forragem para caprinos na caatinga, com destaque para a família Fabaceae A caatinga arbustiva tem menor diversidade que a arbórea, entre estes sítios ocorre uma baixa similaridade. A variação de peso de cabras ao longo do ano reflete a disponibilidade e o acesso a forragem na caatinga.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423364 - MARIA ELIZABETE DE OLIVEIRA
Interno - 2011596 - RICARDO LOIOLA EDVAN
Externo à Instituição - ANA CLARA RODRIGUES CAVALCANTE - EMBRAPA
Externo à Instituição - HENRIQUE NUNES PARENTE - UFMA
Externo à Instituição - MARCONIO MARTINS RODRIGUES - UFMA
Notícia cadastrada em: 10/04/2018 09:49
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