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Banca de DEFESA: DAYSEANNY DE OLIVEIRA BEZERRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAYSEANNY DE OLIVEIRA BEZERRA
DATA: 29/05/2018
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL - PPGCA
TÍTULO: USO TERAPÊUTICO DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS E CÉLULAS PROGENITORAS RENAIS NA SÍNDROME DE ISQUEMIA/REPERFUSÃO RENAL EM SUÍNOS
PALAVRAS-CHAVES: terapia celular; rim, células progenitoras, células-tronco mesenquimais, lesão renal aguda.
PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
SUBÁREA: Clínica e Cirurgia Animal
ESPECIALIDADE: Clínica Veterinária
RESUMO:

A síndrome de isquemia/reperfusão renal (IRR) representa cerca de 70% das causas de morbimortalidade relacionadas à lesão renal aguda. Ocorre em diversas doenças, a exemplo da embolia da artéria renal, além de ser característica em transplantes renais. A IRR durante a agressão isquêmica leva à necrose tubular aguda e na reoxigenação celular é caracterizada pelo aumento na peroxidação lipídica, no dano celular e na redução da função de filtração e excreção renal. O objetivo deste estudo foi analisar o comportamento in vitro das células progenitoras renais de suínos (CPR-su) comparando às células-tronco mesenquimais da medula óssea de suínos (CTMMO-su), e avaliar seu potencial terapêutico na síndrome de isquemia/reperfusão renal. Foram utilizados amostras de medula óssea e fragmentos renais de suínos, para isolamento de CTMMO-su e CPR-su. Após estabelecimento da cultura, foram realizados ensaios de cinética celular, unidade formadora de colônia fibroblastoide (UFC-F), citometria de fluxo, diferenciação celular em três linhagens e avaliação da morfologia celular. Para avaliação da terapia celular, foram utilizados 15 suínos machos, sadios, com idade entre 60 a 70 dias, divididos em três grupos de cinco animais (GC – Controle, G1- tratamento com CTMMO-su e G2 - tratamento com CPR-su), os quais foram submetidos à nefropatia por modelo de isquemia total bilateral durante uma hora, seguido de reperfusão sanguínea. As CTMMO-su e CPR-su, foram marcadas com nanocristais fluorescentes (Q-tracker®). Nos animais do GC, foi infundido 1mL de solução fisiológica, via local; nos suínos do G1, a infusão de CTMMO-su (1x106/animal); e no G2, CPR-su (1x106/animal). Os animais foram avaliados por meio de ultrassonografia renal e urinálise, antes e após infusão celular e realizada análise histopatológica após quatro e oito dias do tratamento. Os resultados foram submetidos à análise estatística com dados paramétricos em parcela subdividida e comparação de médias por teste F e dados não paramétricos por teste Kruskal-Walis a 5% de significância. As CPR-su e CTMMO-su apresentaram comportamento semelhante, aderência ao plástico, morfologia fibroblastoide, positivas ao ensaio de UFC-F, diferenciação em linhagens condrogênica, adipogênica e osteogênica. Na caracterização imunofenotípica, as CTMMO-su apresentaram-se CD14-/CD133-/CD105+/CD90+/CD140b+; as CPR-su em segunda passagem (P2), CD14-/CD105-/CD90+/CD140b+/CD133+; e em P4, CD14-/CD105-/CD90+/CD133-/CD140b-. As análises histopatológicas demonstraram diferenças estatísticas significativas, para as variáveis de degeneração tubular, necrose/apoptose tubular e ectasia tubular, com menor média para G2, comparado ao GC e G1, entretanto estes, não diferiram entre si (p<0,05). Dessa forma, foi comprovado com relativa segurança, que as progenitoras isoladas do córtex renal suíno são multipotentes, com expressão similar às tronco mesenquimais medulares. É salutar destacar a importância de estudos posteriores que determinem a genômica desta população multipotente, para corroborar ou questionar os resultados ora apresentados. Infere-se que o nicho cortical renal em suínos representa importante fonte de células progenitoras multipotentes com potencial para ensaios pré-clínicos, conforme demonstrado nos achados teciduais e laboratoriais desta pesquisa. Portanto, podemos concluir que os animais tratados com células progenitoras renais apresentaram melhores resultados teciduais, comparados aos dos grupos controle e tratamento de células tronco mesenquimais da medula óssea.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 422578 - MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
Interno - 1691866 - NAPOLEAO MARTINS ARGOLO NETO
Externo ao Programa - 2458968 - AVELAR ALVES DA SILVA
Externo ao Programa - 1880449 - SILVIA DE ARAUJO FRANCA BAETA
Externo à Instituição - CLAUTINA RIBEIRO DE MORAES DA COSTA - IFPI
Externo à Instituição - LINDOLFO DA SILVA MEIRELLES - ULBRA
Notícia cadastrada em: 11/05/2018 16:32
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