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Banca de DEFESA: ANA PAULA BARROS FONSECA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA PAULA BARROS FONSECA
DATA: 22/02/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Núcleo de Pós-Graduação em Ciências Agrárias
TÍTULO: DOENÇA DO TRATO URINÁRIO INFERIOR DOS FELINOS: ESTUDO CLÍNICO E LABORATORIAL
PALAVRAS-CHAVES: Alterações clínicas, alterações laboratoriais, gato, sistema urinário.
PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
SUBÁREA: Clínica e Cirurgia Animal
ESPECIALIDADE: Clínica Cirúrgica Animal
RESUMO:

A doença do trato urinário inferior dos felinos (DTUIF) é uma das enfermidades mais comuns na medicina felina e abrange várias condições com diferentes etiologias que afetam o trato urinário inferior do gato doméstico.Conhecer o perfil epidemiológico da população animal em uma dada localidade geográfica e em relação a uma determinada doença facilita no auxílio do monitoramento do quadro dos pacientes, por isso é importante a realização de estudos retrospectivos que fornecem ao profissional informações relativas a uma afecção, auxiliando no diagnóstico e na melhor conduta.O objetivo deste trabalho foi estudar a casuística da DTUIF em gatos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí, campus de Teresina, durante o período de julho de 2015 a outubro de 2018. Foram registrados dados epidemiológicos, exames e seus resultados, ocorrência de procedimento cirúrgico e óbitos.Os dados obtidos foram dispostos em tabelas utilizando-se análise por métodos percentuais. A amostra do estudo foi composta por 303 prontuários. Observou-se que 92,4% dos animais eram machos (280/303) e 84,9% não tinham raça definida (257/303). A faixa etária mais comum variou de um a quatro anos (69,6%; 211/303) e a principal queixa registrada foi obstrução urinária (68,6%; 208/303). Identificou-se que 38,3% eram castrados (116/303) e 36,3% (110/303) não tinha acesso à rua. Em relação às alterações ultrassonográficas, as principais foram presença de sedimentos (30%; 137/456), cistite (18%; 82/456) e cristais (16%; 73/456). Na bioquímica sérica, a média dos valores de ureia (179,39), creatinina (5,01) e fósforo (8,59) encontraram-se acima dos valores de referência. No hemograma havia apenas neutrofilia. Na urinálise, 39% (62/159) apresentaram urina avermelhada, 59,1% (94/159) com aspecto turvo, 73% (116/159) com pH entre 5,5 a 7,5 e 78,6% (125/159) com densidade superior a 1.060e a Relação Proteína Creatinina Urinária estava > 0,4 em 51,9% dos animais (28/54) indicando proteinúria. Cerca de 80,5% (244/303) dos animais não foram submetidos a procedimentos cirúrgicos,13,2% (40/303) apresentaram recidiva da enfermidade e a ocorrência de óbito representou 13,5% (41/303) dos casos.Concluiu-se que a enfermidade é mais comum nos machos jovens, com idade entre um e quatro anos, sem raça definida, castrados e sem acesso à rua. As alterações hematológicas foram mínimas provavelmente devido ao quadro agudo da DTUIF. As alterações ultrassonográficas e os achados de urinálise foram compatíveis com cistite, o que é comum na doença. A maioria dos gatos estavam azotêmicos devido ao envolvimento do sistema renal. O índice de óbito foi elevado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 423282 - ANA MARIA QUESSADA
Externo ao Programa - 2728156 - LUANNA SOARES DE MELO EVANGELISTA
Externo ao Programa - 1176520 - MARCELO CAMPOS RODRIGUES
Externo à Instituição - CLEYTON CHARLES DANTAS CARVALHO - UFRPE
Notícia cadastrada em: 19/02/2019 15:01
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