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Banca de DEFESA: CARLOS GEOVANI TELES PINHEIRO JÚNIOR

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLOS GEOVANI TELES PINHEIRO JÚNIOR
DATA: 30/11/2021
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/pha-vshr-wmc
TÍTULO: AVALIAÇÃO BIOECONÔMICA DE DIETAS PARA RESILIÊNCIA DE CORDEIROS À INFECÇÃO POR Haemonchus contortus
PALAVRAS-CHAVES: custos de produção, densidade, lucratividade, margem líquida
PÁGINAS: 41
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Zootecnia
SUBÁREA: Nutrição e Alimentação Animal
ESPECIALIDADE: Exigências Nutricionais dos Animais
RESUMO:

Objetivou-se avaliar se ajustes na relação proteína:energia de dietas para ganho de peso de ovinos infectados por Haemonchus contortus contribuem para melhorar a resiliência dos animais e viabilizar retorno financeiro ao sistema de produção. Foram utilizados 32 cordeiros machos não castrados, sendo 24 da raça Santa Inês e 8 da raça Morada Nova, com 5 ± 6 meses de idade e peso vivo 14,8 ± 0,6 kg, alojados em gaiolas metabólicas. Foi adotado o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 2 com quatro relações proteína:energia (7%;55%; 11%:63%; 14%:70% e 18%:78%) e duas situações (infectados e não infectados com larvas de H. contortus). O consumo de matéria seca, ganho de peso e custo das dietas dos cordeiros não infectados foram maiores (P<0,05) que os cordeiros infectados. O menor consumo voluntário de matéria seca pelos ovinos infectados refletiu em menor ganho de peso, principalmente pelos ovinos alimentados com dietas com menores teores de proteína. Os cordeiros infectados por H. contortus alimentados com a dieta com relação proteína:energia 14%:70% apresentaram maior consumo e ganho de peso em relação às dietas para mantença (7%:55%) e para ganho de peso (11%:63% e 18%:78%), indicando o efeito positivo desta dieta na resiliência à infecção por H. contortus por ovinos com carga parasitária de OPG 2000. Os cordeiros não infectados e alimentados com as dietas com relação proteína:energia 11%:63%, 14%:70% e 18%78% apresentaram ganho médio diário de peso 19,3%, 14% e 4,9% maior que os ovinos infectados e submetidos a esta dietas. As dietas para ganho de peso com relação proteína:energia 11%:63%, 14%:70% e 18%:78% resultaram em maiores custos com alimentação nos sistemas de produção de ovinos, correspondendo de 54 a 69% do custo total de produção, em relação à dieta para mantença. Os sistemas de criação de ovinos com dietas para ganho de peso apresentaram resultados positivos para margem bruta e líquida nos custos de produção. Quanto à lucratividade dos sistemas para ganho de peso, apenas a dieta com relação proteína:energia 18%:78% resultou em resultados positivos para os ovinos infectados por larvas de H. contortus. A lucratividade foi equivalente quanto à infecção ou não dos ovinos no sistema com a dieta com relação proteína:energia 11%:63%. O maior lucro e o menor custo para produzir carne de cordeiros (R$/kg PV) foram estimados para o sistema com a dieta com relação proteína:energia 14%:70%, com o grupo dos ovinos infectados, em decorrência da maior relação benefício:custo, com lucro correspondente a 15% do investimento. Os sistemas de criação de ovinos com as dietas para ganho de peso com relação proteína:energia 11%:63% e 14%:70% apresentaram os melhores resultados para pay back. O aumento da densidade de nutrientes proteína:energia, (PB:NDT), a uma relação 18%:78%, foi suficiente para compensar os efeitos da endoparasitose e viabilizar a produção de carne de cordeiros infectados por larvas de H. contortus, com resiliência à carga parasitária com valor de ovos por grama (OPG) 2000.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1167667 - ARNAUD AZEVEDO ALVES
Externo ao Programa - 722.072.053-04 - MARCOS CLAUDIO PINHEIRO ROGERIO - EMBRAPA
Externo à Instituição - BRUNO SPINDOLA GARCEZ - IFPI
Externo à Instituição - DELANO DE SOUSA OLIVEIRA - UVA
Notícia cadastrada em: 18/11/2021 11:37
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