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Banca de DEFESA: CIRO JOSE SOUSA DE CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CIRO JOSE SOUSA DE CARVALHO
DATA: 27/06/2014
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, CCA, UFPI
TÍTULO:

TOXICIDADE DOS EXTRATOS AQUOSOS DE Brunfelsia uniflora E
Luetzelburgia auriculata EM CAMUNDONGOS SWISS


PALAVRAS-CHAVES:

HPLC. Frações. Manacá. Pau-mocó


PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
RESUMO:

O estudo de plantas tóxicas nos animais tem recebido especial atenção devido aos prejuízos econômicos que ocasionam. No Brasil as intoxicações por plantas são a terceira maior causa de óbito para bovinos. Recente levantamento apontou 15 plantas de toxicidade comprovada e a existência de sete plantas relatadas como tóxicas na região norte do Piauí, mas sem comprovação científica. Dentre elas: a Brunfelsia uniflora (manacá) incriminada como causa de manifestações nervosas e a Luetzelburgia auriculata (pau-mocó) que provoca distúrbios digestivos. O presente trabalho teve como objetivos avaliar os efeitos das frações dos extratos aquosos das folhas de B. uniflora e da semente de L. auriculata em camundongo Swiss, bem como caracterizar os extratos por meio de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC). No experimento com B. uniflora 25 camundongos Swiss foram divididos em grupos de cinco animais. Onde receberam frações ricas em alcalóides (GI), flavonóides (GII), saponinas (GIII) e uma mistura composta alcalóides, saponinas e flavonóides (GIV), como controle usou-se solução salina (GV). Após administração dos extratos em dose única (5g/Kg) os camundongos foram observados individualmente e por grupo para avaliações dos sinais clínicos. Os resultados demonstram a caracterização por CLAE dos extratos acima citados. Sinais nervosos moderados a grave como: piloereção, vocalização, convulsões foram observados nos grupos GI, GII, e GIV. Óbito ocorreu entre 10 e 20min nos animais do GIII. Discreto aumento nas proteínas totais e níveis de magnésio (4,55 mg/dL) foram observados no GIII. As saponinas das folhas de B. uniflora demonstraram ser altamente tóxicas e fatais. Conclui-se que as frações de B. uniflora na dose de 5g/Kg em camundongos Swiss produz efeitos tóxicos agudos de cunho neurológico, sendo a fração rica em saponinas, letal, mas sem lesões microscópicas. A maioria dos parâmetros hematológicos e bioquímicos não foram alterados. Sugere-se que o aumento dos níveis de magnésio no GIII possam ter contribuído para o óbito nos animais deste grupo. No experimento com Luetzelburgia auriculata utilizou-se também 25 camundongos divididos em cinco grupos onde se administrou frações ricas em alcalóides (GI), saponinas (GII), flavonóides (GIII) e uma mistura composta de alcalóides, saponinas e flavonóides (GIV) e como controle usou-se solução salina (GV). Os resultados demonstram a caracterização dos extratos acima citados por CLAE. Os sinais clínicos no GI, GIII e GIV foram comuns e caracterizados por taquicardia, apatia e piloereção, no GII além dos sinais referidos observou-se óbito 5 a 10min após a administração. Este grupo mostrou ainda discreto aumento nas proteínas totais, congestão hepática e hemorragia estomacal. Na análise histopatológica observou-se congestão acentuada das mucosas e submucosas estomacais, intestinais, congestão do fígado e rins e hemorragias da mucosa intestinal. Em um animal do GII havia material proteináceo na região medular. No GIV observou-se na maioria dos animais a presença de material proteináceo nos túbulos da região cortical e medular do rim e congestão hepática. Conclui-se que as frações do extrato aquoso das sementes Luetzelburgia auriculata são tóxicos na dose de 5g/Kg, sendo o extrato rico em frações saponinas o mais tóxico devido ao seu efeito letal. Sugerem ainda que o princípio tóxico provavelmente pertença ao grupo das


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 423174 - AMILTON PAULO RAPOSO COSTA
Externo à Instituição - ROSANE MARIA TRINDADE DE MEDEIROS - UFCG
Presidente - 423624 - SILVANA MARIA MEDEIROS DE SOUSA SILVA
Notícia cadastrada em: 09/06/2014 09:38
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