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Banca de QUALIFICAÇÃO: FERNANDO LUIZ LIMA DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDO LUIZ LIMA DE OLIVEIRA
DATA: 10/08/2014
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela
TÍTULO:

AÇÕES DE CONTROLE DA LEISHANIOSE VISCERAL EM TERESINA


PALAVRAS-CHAVES:

leishmaniose visceral, cão, controle, epidemiologia


PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências Agrárias
ÁREA: Medicina Veterinária
RESUMO:

O Programa de Controle da Leishmaniose Visceral (PCLV) foi criado pelo Ministério da Saúde é implementado em Teresina pela Gerência de Zoonoses (GEZOON) para as ações de controle do reservatório e do vetor. OBJETIVOS: O presente estudo objetivou descrever as ações de controle da leishmaniose visceral no município de Teresina, Piauí. METODOLOGIA: Na primeira, descreveu-se o histórico da epidemiologia e da transmissão da leishmaniose visceral (LV) em Teresina, discutindo aspectos relacionado aos casos humanos, ao controle do vetor e do reservatório. Na segunda parte foi feita uma avaliação das ações de controle do reservatório e do vetor, comparando o que foi planejado e executado para determinado período, analisando os possíveis entraves à sua adequada execução. Para tal, utilizamos dados secundários do Sistema Nacional de Agravos Notificados (SINAN) da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Relatórios Técnicos da Gerência de Zoonoses (GEZOON) e em entrevistas com o pessoal de campo. RESULTADOS: Foram registrados 4.299 casos e 184 óbitos humanos por LV entre 1980 e 2013, principalmente no sexo masculino e em crianças menores de 10 anos de idade. Nos últimos cinco anos foram notificados 31 casos de coinfecção Leishmania/HIV, acometendo em sua maioria homens com média de idade de 37 anos. A prevalência da doença canina ficou em torno de 9,7% entre 1995 e 2013. A captura de flebotomíneos revelou uma infestação domiciliar de 62,71%, e seu monitoramento mostrou que eles estão presentes em todas as regiões da cidade o ano inteiro, predominando na estação chuvosa. A fauna flebotomínica encontrada consistiu de 4 espécies de Lutzomyia, predominando a L. longipalpis (98,87%). Foram borrifados uma média de 15.469 domicílios anualmente, utilizando cerca de 1,66 gramas do inseticida por domicílio, principalmente nos bairros de transmissão intensa. No príodo estudado, foram realizadas apenas 52,3% das coletas programadas de sangue canino para diagnóstico de LV, sendo a recusa do proprietário uma causa dessa pendência num percentual de 5%. Entregar o cão soropositivo para abate é bem mais difícil, e 40% dos proprietários se recusaram a fazê-lo. Falhas na distribuição de kits diagnósticos foram responsáveis pela demora entre a coleta de sangue e a retirada do cão positivo. A prevalência da LV canina média foi de 14,4%, mas sofreu alterações no período com mudanças no método de coleta de sangue e na introdução dos métodos de ELISA e Teste Rápido.   O controle químico foi realizado somente em 34,2% dos domicílios programados, cumprindo apenas um ciclo de borrifação, tendo como causas do mau desempenho a pequena quantidade de agentes e a descontinuidade do repasse de inseticida. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conforme os dados coletados, consideramos que a incidência da LVH e LVC está estabilizada em altos níveis, mesmo subnotificada. O abate canino, em torno de 56,14% dos soropositivos, não deve influenciar na incidência da doença humana. As ações de inquérito sorológico canino, levantamento entomológico e borrifação não são integradas, contrariando determinação do PCLV. As dificuldades operacionais típicas do PCLV aliadas à negligência no armazenamento dos dados tornaram difícil a avaliação correta da efetividade das ações executadas, mas apontam para a manutenção da transmissão da LV humana e canina em Teresina.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 423457 - CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
Presidente - 423281 - IVETE LOPES DE MENDONCA
Notícia cadastrada em: 31/07/2014 15:37
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