Dissertações/Teses

2026
Descrição
  • JONIEL RONNEY GOMES DA SILVA
  • Nível de atividade física e qualidade do sono em adolescentes do sistema de ensino de público de Teresina-PI: Análise da relação do perfil hemodinâmico e fatores socioambientais.
  • Orientador : PAULA ALVES MONTEIRO PARMEZZANI
  • Data: 17/03/2026
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  • Introdução: A prática de atividade física está relacionada a prevenção de doenças e a promoção da saúde, podendo ter relação direta com a qualidade do sono. No entanto, não é sabido se os fatores socioeconômicos podem influenciar neste desfecho, principalmente em regiões ao qual a temperatura é alta o ano todo, durante o dia e a noite. Podendo assim, influenciar no nível de atividade física, bem como na qualidade do sono dependendo da temperatura ao qual o indivíduo é exposto durante a noite e
    consequentemente no perfil hemodinâmico. Objetivo: Analisar a relação entre o nível de atividade física e a qualidade do sono com o perfil hemodinâmico e variáveis socioambientais em adolescentes do sistema de ensino público de cinco zonas de Teresina-PI. Materiais e Métodos: O presente projeto caracteriza-se por um estudo transversal de caráter quantitativo. Com base em questionários e avaliações que visam mensurar o nível de atividade física, qualidade do sono, perfil hemodinâmico e nível socioeconômico em 159 adolescentes da rede pública de ensino de cinco regiões da cidade de Teresina-PI (centro, norte, leste, sul, sudeste). Forão mensuradas variáveis da composição corporal para
    caracterização da amostra. O nível de atividade física dos voluntários, foi determinado por meio do questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão curta. A qualidade do sono foi mensurada por meio da escala Mini-Sleep Questionnaire (MSQ). A pressão arterial sistólica, diastólica e a frequência cardíaca foram aferidos por meio do aparelho de pressão digital. O nível socioeconômico (NS) foi determinado de acordo com o preenchimento de questionário socioeconômico, com os procedimentos propostos pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Os dados foram analisados utilizando o programa Statistical Package for Social Sciences 22.0. Resultados: Os escolares da zona leste se diferiram em relação ao NS, estatura, pressão diastólica e horas de sono de adolescentes de outras zonas (p-valor> 0,05). Observou-se associação das zonas com o IPAQ (p-valor=0,005) e NS (p-valor=0,008) e uma tendencia entre o IPAQ e SE (p-valor=0,056). A frequência de atividade física de alta intensidade se correlacionou com a FC (r= -0,225; p-valor= 0,004) e QS (r=-0,0171; p-valor=0,032). O sono se correlacionou com a RCQ (p-valor=0,056). Conclusão: Os adolescentes de zonas distintas se diferiram em relação a horas de sono, fator socioeconômico e nível de atividade física, bem como houve relação entre a qualidade do sono e NS com a frequência semanal de atividade física de alta intensidade. 

  • THAYNA LARISSA SOARES DE OLIVEIRA
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA AO LONGO DA VIDA E FRAGILIDADE DE PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA CARDÍACA.
  • Data: 17/03/2026
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  • INTRODUÇÃO: O aumento da longevidade da população brasileira tende a fazer com que algumas disfunções relacionadas a esse envelhecimento aconteçam como aumento do risco de e doenças crônicas não transmissíveis, elevando uma prevalência de fragilidade e vulnerabilidade das pessoas idosas e a prática regular de atividade física pode prevenir tais ocorrências com impacto clínico positivo, especialmente para aqueles em situação de risco, como aqueles submetidos a cirurgia cardíaca. OBJETIVOS: Avaliar se pessoas adultas submetidas a cirurgia cardíaca que eram suficientemente ativas, e se há diferenças entre os grupos quanto ao nível de atividade física, fragilidade e ângulo de fase. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa de caráter quantitativo e longitudinal, com uma amostra, não probabilística e por conveniência, de 51 sujeitos submetidos à cirurgia cardíaca na Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente (SP).  Para a coleta de dados foram aplicados os questionários sociodemográfico, Questionário de Atividade Física ao Longo da vida (QAFLV) e o fenótipo de Fried para fragilidade; além da bioimpedância elétrica (BIA) com valores de Resistência (R), Reatância (Xc) e ângulo fase (PhA) para avaliação da integridade celular. Para a análise estatística, foi utilizado o teste Kolmogorov-Smirnov para avaliar a normalidade dos dados. Posteriormente, as variáveis foram expressas em valores de média e desvio-padrão. As características descritivas sociodemográficas foram agrupadas em total absoluto e relativo. As comparações foram feitas por meio do teste t de Student para variáveis independentes e análise de variância pareada quando se analisou os resultados de PhA separadamente de suficientemente ativos x insuficientemente ativos e também robustos x pré frágeis e frágeis em todos os momentos, desde pré-operatório até o D5 pós operatório. A razão de chance (odds ratio) foi utilizada para se analisar a chance das variáveis avaliadas possam indicar o fator de proteção ou risco prognóstico do paciente. O programa estatístico SPSS versão 29.0 foi utilizado para todos os cálculos sendo adotado o nível de significância de 5%. RESULTADOS: De um total de 51 sujeitos, 28 (54,9%) foram considerados frágeis, 17(33,3%) pré-frágeis e somente 6 (11,8%) robustos; sendo ainda a fragilidade mais prevalente entre os homens, de um total de 30 homens, 50% deles foram classificados como frágeis e de um total de 21 mulheres, 13 (61,9%) eram frágeis. Em relação ao nível de atividade física, dentre as faixas etárias ao longo da vida a maioria foi classificada como suficientemente ativo, de acordo com MVPA, com a maior parte deles eram considerados frágeis. No período atual teve maioria para insuficientemente ativos com 30 (58,82%) indivíduos, e proporcionalmente eram em grande parte frágeis, 21 (72,4%). Na comparação de robustos vs. Frágeis em relação as variáveis de bioimpedância, os valores de R, Xc e PhA tiveram maior valor para o período pré, porém só se apresentou significância estatística para a Xc no segundo dia pós-cirurgia (D1) com p = 0,037. CONCLUSÃO: O QAFLV tem potencial para ser utilizado como instrumento de análise do nível de AF ao longo da vida, a maioria dos participantes se apresentaram, atualmente, insuficientemente ativos de acordo com MVPA, e os dados da BIA se relacionam com a fragilidade e podem ser úteis para a utilização pela equipe médica no momento pré-cirúrgico, durante o período perioperatório e recuperação pós-cirurgia.

  • VINICIUS DE SÁ PATRICIO FRANCO
  • INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO DA ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA (ECA) NO DESEMPENHO EM ATLETAS DE MOUNTAIN BIKE
  • Orientador : SERGIO LUIZ GALAN RIBEIRO
  • Data: 13/03/2026
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  • O mountain bike (MTB) é uma modalidade de resistência aeróbica que exige elevada capacidade cardiopulmonar e manutenção prolongada de esforço físico em terrenos variados. O desempenho nessa modalidade resulta da interação entre fatores fisiológicos, ambientais e genéticos. Entre os marcadores moleculares investigados nesse contexto, destaca-se o polimorfismo de inserção/deleção da enzima conversora de angiotensina (ECA), associado a adaptações cardiovasculares e metabólicas relacionadas ao exercício. Este estudo avaliou a influência do polimorfismo I/D da ECA sobre o desempenho de ciclistas de mountain bike. Trata-se de um estudo observacional longitudinal realizado em prova oficial de mountain bike cross-country marathon (MTB XCM) 75 km, realizada em clima quente. Participaram 58 ciclistas masculinos federados, com idade ≥18 anos, com ao menos um ano de experiência, carga semanal de treino ≥120 km e aclimatação ao calor. Foram coletados dados antropométricos, força de membros superiores e inferiores e tempo oficial de prova. A genotipagem do polimorfismo ECA I/D (rs4646994) ocorreu por PCR (reação em cadeia da polimerase) convencional a partir de swabs bucais. A normalidade foi testada via ShapiroWilk; comparações utilizaram t de medidas pareadas ou Wilcoxon; correlações, Pearson; para as médias de diferenças entre genótipos utilizou-se t independente ou Mann–Whitney, conforme modelos dominante, recessivo e sobredominante, e a regressão linear múltipla ajustada por idade e IMC avaliou confundidores. O nível de significância foi estabelecido em p < 0,05. Toda a análise estatística foi realizada usando o software SPSS para Windows (Versão 21.0). As frequências genotípicas foram II = 17,2 %, ID = 50,0 % e DD = 32,8 %, em equilíbrio de Hardy–Weinberg. O genótipo II apresentou menor tempo médio de prova que ID + DD (142,4 ± 14,3 vs 165,5 ± 25,1 min; p = 0,007) e manteve associação independente após ajuste (β = –21,4 min; IC95 % –40,9 a –1,9; p = 0,032). O modelo  sobredominante indicou pior desempenho no tempo de prova para ID (p = 0,001). Conclui-se que o genótipo II da ECA se associa a melhor desempenho em esforços prolongados, reforçando a influência genética no desempenho de resistência. 

  • ANA CAROLINA FERRER LOBO
  • Influência do efeito da idade relativa no desempenho físico de atletas de badminton.
  • Orientador : SERGIO LUIZ GALAN RIBEIRO
  • Data: 13/03/2026
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  • O efeito da idade relativa (EIR) refere-se às vantagens ou desvantagens associadas ao mês de nascimento de atletas dentro de uma mesma categoria etária e tem sido amplamente investigado em diferentes modalidades esportivas. No entanto, ainda são limitadas as evidências sobre sua manifestação no badminton, especialmente no que se refere ao desempenho físico. OBJETIVO: Avaliar a influência da idade relativa no desempenho físico de atletas de badminton, considerando o sexo e a categoria competitiva. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, transversal e quantitativo, realizado com 131 atletas de badminton (79 do sexo masculino e 52 do sexo feminino), com idades entre 7 e 17 anos, participantes do Campeonato Brasileiro de Badminton e ranqueados entre os 16 melhores do país em suas categorias. Os atletas foram distribuídos em quartis de nascimento e submetidos a testes de preensão manual, força explosiva de membros inferiores (salto horizontal), força explosiva de membros superiores (arremesso de medicine ball) e velocidade de deslocamento (corrida de 20 metros). As análises estatísticas incluíram ANOVA one-way, ANOVA two-way (quartil × sexo) e testes do qui-quadrado. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças significativas entre os quartis de idade relativa em nenhuma das variáveis de desempenho físico analisadas, nem associações entre quartil de nascimento e sexo, categoria competitiva ou frequência total de atletas. Por outro lado, foi identificado efeito principal significativo do sexo em todas as variáveis, com desempenho superior dos atletas do sexo masculino, independentemente do quartil de nascimento. CONCLUSÃO: Na amostra avaliada, o efeito da idade relativa não influenciou o desempenho físico de atletas de badminton, sugerindo que fatores relacionados à maturação biológica, à experiência esportiva e às exigências específicas da modalidade exercem maior impacto sobre o desempenho físico do que a posição no quartil de nascimento. 

  • MARIA FLÁVIA DE SOUSA
  • Comprimento dos telômeros e prática esportiva: implicações para a longevidade em atletas master de handebol
  • Orientador : GLEBIA ALEXA CARDOSO
  • Data: 12/03/2026
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  • O envelhecimento humano é marcado por alterações fisiológicas, funcionais e celulares que impactam a saúde e a qualidade de vida. A prática regular de esportes coletivos tem sido apontada como fator protetor, por promover aptidão física, equilíbrio emocional e estímulos cognitivos, podendo modular marcadores biológicos do envelhecimento, como os telômeros. Entretanto, há lacuna científica sobre os efeitos dessa prática em atletas master de handebol, especialmente sobre o comprimento telomérico. Objetivo: investigou a relação entre histórico esportivo, aptidão física e comprimento dos telômeros em atletas master, buscando compreender contribuições para a longevidade funcional. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de abordagem mista, realizado no Brasil Master Cup 2024, Natal-RN. A amostra incluiu 61 atletas master (35 homens e 26 mulheres; 42,5 ± 8,3 anos) e 28 sedentários (41,8 ± 7,9 anos). Critérios de inclusão: idade ≥30 anos, prática esportiva contínua ≥6 meses, frequência ≥2 sessões/semana. Participantes foram recrutados via lista de inscritos, dirigentes e divulgação digital, assinando TCLE aprovado pelo Comitê de Ética da UFPI (parecer no 6.984.075). Resultados: Inicialmente, foram aplicados questionários via Google Forms sobre qualidade de vida (WHOQOL-Bref), nível de atividade física (IPAQ) e histórico esportivo. Em seguida, coletaram-se medidas antropométricas, pressão arterial, frequência cardíaca, composição corporal e testes físicos: força (dinamometria e arremesso de medicine ball), potência (saltos vertical e horizontal), flexibilidade (sentar e alcançar) e agilidade (teste hexagonal). O comprimento telomérico foi avaliado por qPCR a partir de swab bucal. Análise estatística: média ± DP, testes t de Student ou Kruskal-Wallis, correlações de Pearson ou Spearman, regressão múltipla, p < 0,05. Atletas apresentaram melhor desempenho físico (força, potência e flexibilidade; p < 0,01) e qualidade de vida superior, mas não houve diferença significativa no comprimento telomérico (p = 0,12). Observou-se correlação negativa entre comprimento telomérico, IMC e frequência semanal de treino (r = -0,32, p = 0,02). Conclusão: A prática esportiva sistemática em atletas master oferece benefícios funcionais e psicossociais, porém a preservação telomérica parece depender de múltiplos fatores, incluindo composição corporal e carga de treinamento, reforçando a relevância de estratégias de atividade física ao longo da vida para um envelhecimento saudável.

  • MIGUEL ÂNGELO GUIMARÃES ROCHA
  • INFLUÊNCIA DA APRENDIZAGEM DE TAREFAS COM ALTA DEMANDA DE CONTROLE POSTURAL NOS LIMITES DE ESTABILIDADE EM INDIVÍDUOS COM DOENÇA DE PARKINSON
  • Data: 27/02/2026
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  • Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa que atinge os núcleos da base comprometendo o controle postural. A instabilidade postural é dita como o sintoma mais incapacitante na DP, visto que esses sintomas podem levar a prejuízos no processo de aprendizagem e nas adaptações de controle postural. Mesmo diante de prejuízos no controle postural as pessoas com Parkinson são capazes de aprenderem tarefas com alta demanda de controle postural. Objetivo: Investigar se o processo de aprendizagem de tarefas com alta demanda de controle postural em ambiente de realidade virtual induz modificações nos limites de estabilidade de indivíduos com DP. Método: Trata-se de um estudo experimental multicêntrico, realizado com 28 idosos de ambos os sexos, maiores de 50 anos, divididos em Grupo Experimental (GE) e Grupo Controle (GC). O GC foi formado por pessoas idosas neurologicamente saudáveis e o GE pessoas idosas diagnosticadas com DP pareadas em idade e sexo; nos estágios 1 a 3 da doença de acordo com a escala de Hoenh e Yahr modificada; tratados com levodopa; com pontuação menor que 30 no Mini Balance Evaluation Sistem Test (MiniBEStest) e acima de 23 no Mini Exame de Estado Mental (MEEM), e sem experiência com as tarefas propostas no estudo. Para analisar a aprendizagem motora foi realizado uma tarefa de controle postural por meio do jogo Kinect Adventure, realizada duas vezes por semana, em 11 sessões individuais de 60 minutos cada, divididas em blocos de 5 tentativas para cada um dos 4 jogos. A aprendizagem foi mensurada no teste de retenção de curto e longo prazo e teve com baseline o pré-teste. Para verificar os Limites de Estabilidade e transferência foi realizado uma tarefa de direcionamento do Centro de Pressão (CoP) por meio do equipamento (STABLE) nos momentos pré-teste, pós-teste e teste de retenção de longo prazo, com três tentativas para cada momento. Resultados: Este estudo identificou que ambos os grupos foram capazes de aprender e reter as tarefas de controle postural nos quatros jogos Bolha Espacial (F2,23 = 12.98, p < 0.001, η²p= 0.36); Corredeiras (F2,23 = 49.07, p < 0.001, η²p= 0.68); Vazamento (F2,23 = 35.20, p < 0.001, η²p= 0.60) e Cume de Reflexo (F2,23 = 68.15, p < 0.001, η²p= 0.75). Sendo que o Grupo Controle apresentou superioridade no desempenho das tarefas durante todo o experimento (p = 0.003); (p = 0.001); (p < 0.001); (p = 0.003). Já no que tange aos resultados dos Limites de Estabilidade, foi observado que não houve interação Grupo x Momento (F1,23 = 5.70, p = 0.26, η²p= 0.19), nem no fator momento (F1,23 = 0.84, p = 0.367, η²p= 0.03) e nem no fator Grupo (F1,23 = 0.65, p = 0.42, η²p= 0.2), indicando que não houve melhorias significativa nos limites de estabilidade. Conclusão: Os indivíduos com Parkinson são capazes de aprender e reter tarefas com alta demanda de controle postural, onde o delta dos limites de instabilidade atua como preditor no aprendizado das tarefas na fase de retenção, sem diferenças estatísticas entre os grupos. 

  • NATHANAEL LEAL SANTANA
  • Influência do treinamento resistido de corpo inteiro e fracionado na relação entre alterações no BDNF sérico e na variabilidade da frequência cardíaca em homens saudáveis
  • Data: 09/02/2026
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  • Este estudo investigou os efeitos crônicos do treinamento resistido de corpo inteiro e fracionado sobre o BDNF sérico e os índices de variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em homens saudáveis e não treinados, bem como a relação entre essas variáveis. Métodos: Os participantes foram randomizados em dois grupos: Corpo Inteiro (CI, n = 17), no qual todos os grupos musculares foram treinados em todas as sessões, ou Corpo Fracionado (CF, n = 15), no qual os grupos musculares foram treinados de forma alternada, ambos com frequência de três sessões semanais (divisão A/B). Os dados de VFC foram obtidos por eletrocardiograma, enquanto o BDNF sérico (sBDNF) foi analisado no momento basal e após seis semanas de treinamento resistido (TR) com cargas de 10–12 RM. Resultados: Não foram observadas interações significativas entre tipo de treinamento e tempo para o sBDNF e os índices de VFC (p > 0,05). Entretanto, no grupo CI, as alterações no sBDNF apresentaram correlação positiva com as alterações na potência de baixa frequência (LF; r = 0,62; p = 0,010) e correlação negativa com as alterações na potência de alta frequência (HF; r = −0,62; p = 0,010). No grupo CF, não foram observadas associações significativas. Conclusão: Após seis semanas de TR, não foram observadas diferenças significativas entre as estruturas de treinamento em corpo inteiroe fracionado quanto às alterações no sBDNF ou na VFC em homens saudáveis. No entanto, o treinamento em corpo inteiro pode promover uma resposta neuroautonômica mais sincronizada, na qual as flutuações no sBDNF acompanham mudanças no balanço autonômico, enquanto o treinamento fracionado não parece induzir o mesmo padrão coordenado.

  • MARIA CAROLINA ISAÍAS OLIVEIRA
  • COMPARAÇÃO DE UM DINAMÔMETRO DE PREENSÃO MANUAL DESENVOLVIDO NO BRASIL COM O PADRÃO OURO: REVISÃO SISTEMÁTICA DE ESCOPO & CONFIABILIDADE TESTE-RETESTE DAS MEDIÇÕES
  • Orientador : JOAO GUSTAVO DE OLIVEIRA CLAUDINO
  • Data: 06/01/2026
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  • RESUMO  INTRODUÇÃO: A força de preensão manual é um importante marcador de desempenho físico, saúde e funcionalidade. Apesar de sua abrangente aplicação, diferenças metodológicas e entre dispositivos reforçam a necessidade de avaliar a confiabilidade e a validade dos instrumentos empregados. OBJETIVO: O presente estudo buscou investigar através de uma revisão de escopo as lacunas nas evidências científicas no que se refere a confiabilidade e validação dos dinamômetros de preensão manual. Além disso, avaliamos a confiabilidade de um dinamômetro nacional em comparação ao padrão ouro. MÉTODOS: A metodologia deste trabalho foi composta por uma revisão sistemática de escopo, conduzida conforme as diretrizes PRISMA-ScR, para mapear evidências sobre validade e confiabilidade da dinamometria de preensão manual, e por um estudo experimental quantitativo destinado a avaliar a confiabilidade teste-reteste dos dinamômetros Crown e Jamar. O estudo experimental incluiu um protocolo padronizado de familiarização continuada, coleta controlada e análise psicométrica por meio de ICC, EPM, CV e MD. RESULTADOS: A revisão de escopo incluiu 51 estudos, evidenciando grande diversidade de dinamômetros, populações e delineamentos, além de ampla variabilidade metodológica na avaliação da confiabilidade e validade. Observou-se predominância do uso do ICC, frequentemente sem métricas complementares, como erro padrão de medida e diferença mínima detectável. No estudo experimental, os dinamômetros Crown e Jamar apresentaram excelente confiabilidade teste-reteste (ICC > 0,96), baixos valores de erro padrão de medida, coeficiente de variação inferior a 5% e MD em torno de 2,5 kg, indicando alta precisão e estabilidade das medidas. DISCUSSÃO: Os achados da revisão revelam lacunas importantes na padronização e no rigor metodológico dos estudos sobre dinamometria de preensão manual, especialmente quanto ao uso adequado e combinado das métricas psicométricas. Os resultados experimentais confirmam que o dinamômetro Crown apresenta desempenho comparável ao padrão ouro, reforçando sua aplicabilidade em contextos científicos e clínicos. CONCLUSÃO: Esta dissertação integrou uma revisão de escopo e um estudo experimental, permitindo identificar lacunas metodológicas na literatura e aplicar métricas de confiabilidade mais precisas, fortalecendo a consistência científica e a aplicabilidade dos achados na avaliação da força de preensão manual. 

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UFPI - (86) 3215-1124 | © UFRN | sigjb04.ufpi.br.instancia1 03/06/2026 03:09